Cafeinado

Câmara de Maringá discute essencialidade da educação

24/02/2021_

Café com Jornalista – Assuntos relativos ao Decreto 546/2021, publicado pela Prefeitura de Maringá na segunda (22), dominaram as discussões na Câmara Municipal na sessão desta terça (23). Uma das medidas do decreto foi a suspensão das aulas presenciais em todas as instituições de ensino públicas e privadas da cidade.

O destaque da sessão foi o projeto de lei do vereador Sidnei Telles (Avante), apresentado em regime de urgência, que estabelece as atividades educacionais como serviços essenciais ao município. Após defender a essencialidade do serviço, Telles retirou o projeto da pauta por tempo intederminado, permitindo que o assunto fosse discutido mais a fundo antes de ser votado.

Proposta

Trecho do projeto de lei: "O exercício das atividades presenciais não estará sujeito a suspensão ou interrupção, podendo a Administração Municipal estabelecer restrições e instituir normas sanitárias e protocolos a serem seguidos, inclusive quanto à ocupação máxima dos estabelecimentos". A medida, se aprovada, valerá apenas para o período da pandemia.

A sindicalista Priscila Guedes, o vereador Sidnei Telles e a jornalista Vanessa Bellei na sessão de terça (23) – Imagens: Reprodução/TV Câmara
A sindicalista Priscila Guedes, o vereador Sidnei Telles e a jornalista Vanessa Bellei na sessão de terça (23) – Imagens: Reprodução/TV Câmara

Sindicato

A Câmara abriu espaço na tribuna para que representantes da sociedade. Presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá (Sismmar), Priscila Guedes pediu para que os vereadores rejeitassem a urgência. Segundo ela, o trabalho remoto na educação vai evitar o trânsito de cerca de 110 mil pessoas por dia em Maringá. Esse fluxo de pessoas poderia piorar ainda mais o quadro da covid-19, que já é grave.

Pais e mães

Representando as famílias que têm filhos em idade escolar, a jornalista Vanessa Bellei disse que as escolas privadas estão preparadas para atender presencialmente e com segurança. Segundo ela, muitos pais e mães estão passando dificuldades porque precisam trabalhar, mas não têm com quem deixar seus filhos. Um abaixo-assinado com mais de 3.000 assinaturas pede que a educação seja tratada como serviço essencial.


Vacina

Vários edis, entre eles Delegado Luiz Alves (Republicanos) e Dr. Manoel (PL), defenderam que a essencialidade "não pode...

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Esta coluna é assinada pelo jornalista Luiz Fernando Cardoso, editor do Café com Jornalista. Clique aqui ou na imagem acima para ler mais publicações da coluna Cafeinado. Leia ainda publicações com algumas das tags mais populares do blog: Bolsonaro, Dilma, Doria, Ulisses Maia, Câmara, Eleições 2020, covid-19, vacina.



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Um comentário:

  1. Muito sugestiva a frase do escritor e jornalista inglês Eric Arthur Blair, mais conhecido pelo pseudônimo George Orwell, que é inserida na abertura deste blog “Café com Jornalista”: “Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que publique. Todo o resto é publicidade”.
    Sugestiva para analisarmos que o Jornalismo se transformou.
    Quando meu saudoso pai, o jornalista Baddini Netto, chegou em Maringá, no início dos anos 70, para ser o editor-chefe do jornal O Diário do Norte do Paraná (que funcionava na avenida Tuiuti onde atualmente está instalada a rodoviária), a cidade afora jornalismo e política, com nomes como Renato Bernardi, Walter Guimarães, Adriano Valente, João Paulino Vieira Filho.
    A redação de O Diário era cotidianamente visitada por políticos, intelectuais de todos os pensamentos ideológicos, que iam literalmente tomar café com jornalista. As notícias chegavam de forma tête-à-tête. Naquele tempo as redações de jornais eram ponto de encontro onde a notícia fervilhava.
    Muito cedo, em 1978, com então 14 anos de idade, já presenciei esse período de um jornalismo maringaense forte, ético e respeitado, onde a notícia era tratada mesmo como matéria-prima e não como mercadoria.
    E não é no O Diário que esse verdadeiro jornalismo existiu, mas também no O Jornal, hoje Jornal do Povo, nas emissoras de TV, nos programas de rádio AM, com programas de sensacional repercussão.
    Mas, infelizmente, meu caro Fernando, as coisas mudaram, e o Jornalismo se tornou no “todo resto” da frase de George Orwell. Por isso, espero que os bons tempos voltem e todos desejem tomar “Café com Jornalista”. Mas com verdadeiros jornalista, como você. Siga em frente!

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Editor

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Graduado em Jornalismo e pós-graduado em Jornalismo Digital, o editor do Café com Jornalista tem 20 anos de experiência na profissão. Especialista na cobertura de política, o jornalista trabalhou nos jornais Diário do Sudoeste, Jornal de Beltrão, Diário do Norte, O Diário de Maringá e Notícias do Dia, onde foi editor-chefe. Foi estagiário na Deutsche Welle (DW), em Bonn (Alemanha), e colaborador da Folha de S.Paulo e Gazeta do Povo. É escritor autor de três e-books: Orfeu e Violeta, Quero Café! e Nas Curvas de Maringá (pesquise na Amazon). Siga no Twitter: @LF_jornalista