terça-feira, 2 de março de 2021

Maringá registra 18 óbitos por covid-19 nesta terça; são 371 novos casos em 24h

02/03/2021_

Café com Jornalista – A necessidade de um amplo isolamento social vai se revelando nos números da covid-19. Na pior fase da pandemia, Maringá registrou 18 mortes pela doença e 371 novos casos confirmados em 24 horas, de acordo com o boletim desta terça (2) da Secretaria Municipal de Saúde. 

Boletim desta terça (2) da Secretaria de Saúde de Maringá
Boletim desta terça (2) da Secretaria de Saúde de Maringá
Em nota, a Prefeitura de Maringá informou que a maioria dos óbitos ocorreu nos meses de janeiro e fevereiro. Isso explicaria o número tão elevado de mortes num único boletim. 

"O número de óbitos registrados hoje não deve assustar a população. Isso porque o boletim apresenta números que, em sua maioria, estavam represados", diz Marcelo Puzzi, secretário municipal de Saúde.
Apesar da fala amenizadora de Puzzi, há sim motivos para que a população fique assustada. Em todo o Paraná, a preocupante falta de leitos de unidade terapia intensiva (UTI) exclusivos para pacientes com covid-19 foi o principal motivo que levou o governo do Estado a decretar lockdown até 8 de março. A maioria das cidades não possuem a estrutura de Maringá.


A boa notícia é que, ao menos na Cidade Canção, houve um recuo na taxa de ocupação hospitalar. A lotação dos leitos covid pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que na sexta (26) chegou a 100%, nesta terça caiu para 74,67%. No entanto, se considerada a rede privada, a situação ainda está longe de ser confortável, como pode ser visto abaixo.

Boletim desta terça (2) da Secretaria de Saúde de Maringá
Boletim desta terça (2) da Secretaria de Saúde de Maringá
Segundo a administração municipal, a queda na taxa de ocupação se deve à habilitação de dez leitos de UTI/SUS exclusivos para a covid-19. Nos hospitais privados, a ampliação foi de seis leitos de UTI geral. 


Do total de óbitos do boletim, apenas dois ocorreram em março. "Existe toda uma investigação para termos a certeza da causa das mortes. Essa severidade, que é fundamental para divulgarmos números corretos, às vezes causa esse represamento”, explica Puzzi.

Dos 18 óbitos, são 12 homens e seis mulheres. As idades variam entre 27 e 90 anos. Dois não tinham comorbidade e todos eram sintomáticos.


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Graduado em Jornalismo e pós-graduado em Jornalismo Digital, o editor do Café com Jornalista tem 20 anos de experiência na profissão. Especialista na cobertura de política, o jornalista trabalhou nos jornais Diário do Sudoeste, Jornal de Beltrão, Diário do Norte, O Diário de Maringá e Notícias do Dia, onde foi editor-chefe. Foi estagiário na Deutsche Welle (DW), em Bonn (Alemanha), e colaborador da Folha de S.Paulo e Gazeta do Povo. É escritor autor de três e-books: Orfeu e Violeta, Quero Café! e Nas Curvas de Maringá (pesquise na Amazon). Siga no Twitter: @LF_jornalista