quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Leilão de O Diário será em março

03/02/2021_

Café com Jornalista – A quarta-feira (3) foi marcada por uma notícia animadora para ex-funcionários de O Diário do Norte do Paraná. Quase dois anos depois de a falência ser decretada, bens do extinto jornal serão, enfim, leiloados para pagar dívidas trabalhistas e com outros credores.

Ato da greve dos jornalistas em frente a O Diário, em 14.02.2018
Ato da greve dos jornalistas em frente a O Diário, em 14.02.2018 – Foto: arquivo
Segundo matéria de Fábio Guillen para o portal GMC Online, com base em informações do processo de falência, o leilão do prédio e dos inúmeros bens móveis que se encontram em seu interior – desde computadores e quadros até um automóvel – ocorrerá em março.


Duas datas estão agendadas. Na primeira rodada, em 16 de março, às 15h, os bens serão leiloados pelo maior lance, desde que igual ou superior ao valor de avaliação. Somente os bens imóveis, por exemplo, estão avaliados em cerca de R$ 11 milhões.

A propriedade, situada na Avenida Mauá (Vila Operária), e os bens móveis foram divididos em 89 lotes. Para os casos em que não houver interessados, um novo leilão será realizado, em 30 de março, às 15h. Nesse caso, os lances começarão a partir de 50% do valor da avaliação.

Ainda segundo o GMC, o Klöckner é o leiloeiro responsável. Para participar do leilão é necessário um cadastro prévio, o que pode ser feito aqui

Falência

O Diário teve falência decretada em abril de 2019, depois de a Editora Central Ltda (proprietária do jornal) não cumprir regras da recuperação judicial. Antes do apagar das luzes, uma greve de jornalistas chegou a ser realizada, em fevereiro de 2018, com apoio do Sindijor (sindicato da categoria).


O intuito da paralisação era fazer com que os salários não atrasassem mais, negociando-se o parcelamento dos meses de remuneração pendentes. Porém, por conta de uma minoria de fura-greve, o jornal continuou sendo publicado, enfraquecendo o movimento paredista. 

No fim das contas, grevistas ou não, os funcionários ficaram sem seus empregos, com salários atrasados e sem nenhum centavo de rescisão. Desde então, os trabalhadores aguardam ansiosamente pela notícia desse leilão.

Prioridade

De acordo com o advogado Rogério Calazans, que já foi coordenador do Procon de Maringá, o pagamento das dívidas da massa falida tem como prioridade os créditos trabalhistas e fiscais.

"Há um detalhe importante. Os créditos trabalhistas têm preferência, mas só até o limite de 150 salários mínimos. Quando ultrapassa isso, perde a prioridade", explica Calazans. 

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* Matérias e opiniões publicadas no Café com Jornalista estão compreendidas pela atividade jornalística e amparadas pela liberdade de imprensa e de expressão. (Do editor)



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Graduado em Jornalismo e pós-graduado em Jornalismo Digital, o editor do Café com Jornalista tem 20 anos de experiência na profissão. Especialista na cobertura de política, o jornalista trabalhou nos jornais Diário do Sudoeste, Jornal de Beltrão, Diário do Norte, O Diário de Maringá e Notícias do Dia, onde foi editor-chefe. Foi estagiário na Deutsche Welle (DW), em Bonn (Alemanha), e colaborador da Folha de S.Paulo e Gazeta do Povo. É escritor autor de três e-books: Orfeu e Violeta, Quero Café! e Nas Curvas de Maringá (pesquise na Amazon). Siga no Twitter: @LF_jornalista