quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Brasil chega a 250 mil mortes por covid-19; presidente da Câmara de Maringá pede lockdown

24/02/2021_

Café com Jornalista – O Brasil superou, nesta quarta (24), a marca de 250 mil mortos pela covid-19, doença respiratória causada pelo novo coronavírus. A informação é do consórcio dos veículos de imprensa, com base em dados das secretarias de Estado da Saúde.

A triste marca foi atingida às 18h03, um dia antes de o registro oficial do primeiro caso da doença no Brasil completar um ano. No pior momento da pandemia, o país chega ao 35º dia seguido com mais de mil óbitos diários pela covid-19.

Presidente da Câmara, Mário Hossokawa (PSD) – Imagem: TV Câmara
Presidente da Câmara, Mário Hossokawa (PP) – Imagem: TV Câmara
A situação é catastrófica. Em um ano, o Brasil perdeu para a covid-19 quase uma população inteira de Foz do Iguaçu, que tem 258 mil habitantes. A situação é agravada pelo esgotamento progressivo do número de leitos de unidades de terapia intensiva (UTI), pelo avanço da nova variante do vírus (a de Manaus, mais transmissível) e pela falta de conscientização de boa parte da população.


A morosidade do governo federal em relação à imunização também preocupa. Até esta quarta, o Brasil (com 212,5 milhões de habitantes) havia aplicado apenas 7,3 milhões de doses da vacina. Isso corresponde a uma proporção de 34 doses por mil habitantes.

Israel lidera esse ranking global com 887,7 doses por mil habitantes. O país do Oriente Médio está perto de vacinar 90% da população e de, por consequência, ser a primeira nação a voltar à normalidade. Vale ressaltar que até poucos anos atrás o Brasil era referência para o mundo – inclusive para Israel – em campanhas de vacinação.


Além da nova variante, da preocupante falta de leitos e do pequeno percentual de vacinados, a situação no Brasil é agravada por pessoas idiotizadas que seguem defendendo medidas sem eficácia, criticando a vacina e se rebelando contra decretos que tem por objetivo reduzir o nível de contágio do coronavírus. Isso ocorre também em Maringá, com diversos ataques nas redes sociais ao decreto publicado pelo prefeito Ulisses Maia (PSD), esta semana.

Contudo, há uma parcela da população, com consciência da gravidade da situação, que está pedindo por medidas mais enérgicas para conter o avanço do vírus. Esse é o caso do presidente da Câmara de Maringá, Mário Hossokawa (PP), que passou a pedir por lockdown na Cidade Canção. O pedido foi feito na sessão ordinária de terça (23) e nas redes sociais.

Uma das preocupações do vereador é a notícia do esgotamento dos leitos de UTI para pacientes com covid-19 em alguns hospitais da cidade. "Precisamos de lockdown já, por dez dias, para reduzir a ocupação dos hospitais. Esse sacrifício deve ser de todos. Nunca a situação esteve tão preocupante. Precisamos providenciar urgentemente mais UTIs e mais respiradores", disse Hossokawa.


O Decreto 546/2021 ampliou em duas horas o toque de recolher, que agora vai das 21h às 5h, proibiu as aulas presenciais em instituições públicas e particulares de ensino, ampliou as restrições e elevou as multas. No entanto, as medidas passam longe de um lockdown, que foi adotado no início da pandemia, quando a situação era bem menos grave.

Nesta quarta (24), fiscais e agentes do Grupo de Gestão Integrada (GGI) participaram de reunião no Auditório Hélio Moreira, anexo ao Paço Municipal, para tratar sobre o cumprimento das regras estabelecidas pelo Decreto 546/2021.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o dia foi marcado pelo registro de 222 novos casos do coronavírus e por dois óbitos pela covid-19. Nos hospitais privados, os leitos adultos de UTI/covid-19 estão esgotados. Nos hospitais públicos, essa taxa de ocupação está em 83%.




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Graduado em Jornalismo e pós-graduado em Jornalismo Digital, o editor do Café com Jornalista tem 20 anos de experiência na profissão. Especialista na cobertura de política, o jornalista trabalhou nos jornais Diário do Sudoeste, Jornal de Beltrão, Diário do Norte, O Diário de Maringá e Notícias do Dia, onde foi editor-chefe. Foi estagiário na Deutsche Welle (DW), em Bonn (Alemanha), e colaborador da Folha de S.Paulo e Gazeta do Povo. É escritor autor de três e-books: Orfeu e Violeta, Quero Café! e Nas Curvas de Maringá (pesquise na Amazon). Siga no Twitter: @LF_jornalista