domingo, 24 de janeiro de 2021

Historiador Miguel Fernando pede apoio dos maringaenses para visitar o interior do Hotel Bandeirantes

24/01/2021_

Café com Jornalista – O historiador Miguel Fernando, da página Maringá Histórica, tem pedido apoio dos maringaenses para conseguir adentrar no interior do Hotel Bandeirantes (antigo Grande Hotel Maringá). O site faz um reconhecido trabalho de registro da história da cidade, e a visita à propriedade da família Zwecker, in loco, faz parte desse trabalho.

O historiador Miguel Fernando e o Hotel Bandeirantes
O historiador Miguel Fernando e o Hotel Bandeirantes – Fotos: Divulgação

"Temos tentado há anos a liberação, junto da família Zwecker, para acessar o interior do antigo Grande Hotel Maringá com o objetivo de produzir um vídeo sobre sua história", explica Fernando, que foi um bem avaliado secretário de Cultura na primeira gestão do prefeito Ulisses Maia (PSD).
O pedido de apoio de Fernando foi publicado nas redes sociais há uma semana. O Café entrou em contato com o historiador e soube que a tão esperada autorização para visitar as dependências do antigo hotel, que tem seu edifício tombado como patrimônio cultural do Estado, ainda não foi atendida.


Inaugurado pela Companhia Melhoramentos Norte do Paraná em 22 de setembro de 1956, o hotel foi considerado o "5 estrelas do sertão paranaense". Segundo Fernando, o hotel fez parte de momentos marcantes de Maringá, recepcionando autoridades, políticos, artistas e outras personalidades.


Ah, se aquelas paredes pudessem falar. Como elas não podem, é papel do historiador pesquisar e contar as melhores histórias do local para a posteridade.

"Grandes artistas e personalidades se hospedaram por ali, desde Pelé até os então príncipes do Japão; sem contar sua arquitetura modernista que foi projetada pelo escritório de José Augusto Bellucci", destaca o historiador. 
A dificuldade de se visitar o interior do Hotel Bandeirantes é tão notória que foi reportada até em obra literária. Há uma passagem a respeito no romance "Os Passos Vermelhos de John", (Editora Penalux, 215 páginas) do escritor Luigi Ricciardi – leia aqui sobre o livro.

"Tentei visitar o hotel em que John [dos Passos] se hospedou, mas ele não funciona mais e o prédio é de propriedade privada. Como é tombado pelo patrimônio histórico, o dono não pode mexer na estrutura. Está lá, abandonado e impedido de ser visitado", conta na obra de ficção o personagem Dean Albuquerque.


Hashtag

Como se trata de uma propriedade privada, Fernando precisa de autorização dos proprietários para visitar o local. Para sensibilizar os donos, ele tem feito uma campanha para subir nas redes sociais a hashtag #liberagrandehotel.


No entendimento do historiador, o vídeo ajudará a promover a educação patrimonial, fazendo com que os maringaenses – em especial os mais jovens, que não viram o hotel em funcionamento – conheçam um pouco mais de sua história e aspectos de seu interior. 

Fernando fez algo parecido na sede de O Diário, em junho de 2019, após a falência do jornal. O historiador não se limitou a uma visita ao local. Então secretário de Cultura, ele teve papel importante para realocar o arquivo de O Diário junto ao acervo da Gerência de Patrimônio Histórico de Maringá.  Décadas de registro da história maringaense foram preservados naquela ação.

O histórico de serviços prestados pelo site Maringá Histórica dão crédito para a campanha por uma visita ao Hotel Bandeirantes. Por isso, o Café apoia a iniciativa, compartilhando as hashtags #liberagrandehotel #maringahistorica #maringa #patrimonio.


Hotel

De acordo com o Patrimônio Cultural do Paraná, o empreendimento para a construção de 6.000 metros quadrados foi lançado em 1947. Com características do modernismo, sua construção ocorreu entre os anos de 1956 e 1957, pela Cia. Melhoramentos Norte do Paraná.

O edifício apresenta detalhes de acabamentos requintados, ao gosto modernista da década de 1950. O prédio mantém não só o conjunto arquitetônico, como o mobiliário ainda original das áreas sociais, onde os ambientes foram minuciosamente projetados pelo arquiteto José Augusto Bellucci, em modelos representados e planificados para seus respectivos fins. Foi ainda um símbolo para a região e parte integrante de sua história.

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* Matérias e opiniões publicadas no Café com Jornalista estão compreendidas pela atividade jornalística e amparadas pela liberdade de imprensa e de expressão. (Do editor)



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Graduado em Jornalismo e pós-graduado em Jornalismo Digital, o editor do Café com Jornalista tem 20 anos de experiência na profissão. Especialista na cobertura de política, o jornalista trabalhou nos jornais Diário do Sudoeste, Jornal de Beltrão, Diário do Norte, O Diário de Maringá e Notícias do Dia, onde foi editor-chefe. Foi estagiário na Deutsche Welle (DW), em Bonn (Alemanha), e colaborador da Folha de S.Paulo e Gazeta do Povo. É escritor autor de três e-books: Orfeu e Violeta, Quero Café! e Nas Curvas de Maringá (pesquise na Amazon). Siga no Twitter: @LF_jornalista