domingo, 17 de janeiro de 2021

Enfermeira Mônica Calazans, de São Paulo, é a primeira pessoa vacinada no Brasil contra a covid-19

17/01/2021_

Café com Jornalista – Após uma semana terrível, com a vergonhosa falta de oxigênio para pacientes de Manaus, enfim a imunização contra o novo coronavírus (covid-19) começou no Brasil. A primeira pessoa vacinada é mulher, negra e enfermeira; e a primeira vacina aplicada é a Coronavac, que já está sendo fabricada pelo Instituto Butantan, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.

Mônica Calazans foi vacinada pela enfermeira Jéssica Camargo – Reprodução/Globo News
Mônica Calazans, 54 anos, está na linha de frente no combate à covid-19. Ela trabalha na unidade de terapia intensiva (UTI) do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo. Do grupo de risco, Mônica é obesa e tem hipertensão e diabetes.


Segundo o blog da jornalista Mônica Bergamo, sua xará participou dos ensaios clínicos da vacina, mas (sem saber) estava no grupo que recebeu placebo. Mônica foi vacinada pela enfermeira Jéssica Pires Camargo, 30. 


Oficialmente, a imunização em massa da população ainda não começou, mas a vacinação de Mônica é considerada um momento histórico para um país que concentra 10% das mortes no mundo por covid-19. O ato ocorreu na capital paulista, às 15h30, no Centro de Convenções do Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). 

A aplicação da vacina se deu minutos depois de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar por unanimidade, em Brasília, o uso emergencial de duas vacinas: a Coronavac e o imunizante da Oxford/Astrazeneca, que será produzida no Brasil pela Fiocruz. 


Na vacinação da primeira pessoa no Brasil, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), adversário político do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), acabou roubando a cena. Segundo Doria, este domingo foi o "Dia V" de vida, de vacina e de vitória para todos os brasileiros que lutam pela vida e contra o negacionismo.

"Este é um momento histórico para o Brasil. E aqui no hospital das clínicas de São Paulo, referência para o país, nós iniciamos imediatamente a vacinação dos brasileiros", disse João Doria, que usava no ato uma camiseta com os dizeres "Vacina do Butantan, a vacina do Brasil".
Matéria da Folha de S.Paulo lembra que a Coronavac tem uma eficácia global de 50,38% – cálculo que inclui os assintomáticos. No entanto, estudos clínicos revelaram que a eficácia sobre para 78% na prevenção de quadros leves e de 100% em quadros moderados e graves. Ou seja, a vacina vai evitar que pacientes, por exemplo, precisem ser intubados em decorrência da covid-19.


Apesar de o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, ter antecipado a prefeitos que o "Dia D" e a "Hora H" do início da vacinação será na quarta (20), às 10 horas, o governo de São Paulo pretende iniciar a imunização dos paulistas, com a Coronavac, já nesta segunda (18). Foi o que disse Doria na coletiva de imprensa deste domingo.




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Graduado em Jornalismo e pós-graduado em Jornalismo Digital, o editor do Café com Jornalista tem 20 anos de experiência na profissão. Especialista na cobertura de política, o jornalista trabalhou nos jornais Diário do Sudoeste, Jornal de Beltrão, Diário do Norte, O Diário de Maringá e Notícias do Dia, onde foi editor-chefe. Foi estagiário na Deutsche Welle (DW), em Bonn (Alemanha), e colaborador da Folha de S.Paulo e Gazeta do Povo. É escritor autor de três e-books: Orfeu e Violeta, Quero Café! e Nas Curvas de Maringá (pesquise na Amazon). Siga no Twitter: @LF_jornalista