"Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade" George Orwell

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Direita passa a falar em impeachment e Bolsonaro muda discurso sobre vacina

26/01/2021_

Café com Jornalista – Marcado por uma postura negacionista, com recorrentes declarações anticiência ao longo da pandemia, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem mudado o discurso sobre a vacina contra a covid-19. O novo tom presidencial está diretamente ligado às vozes que ecoam nas ruas e nas redes sociais, com os pedidos de impeachment não sendo mais exclusividade da esquerda.

Até as 15h10 desta terça (26), um abaixo-assinado pelo impeachment de Bolsonaro contabilizava mais de 228,7 mil adesões na plataforma change.org. A petição diz que o atual governo federal põe "em risco o Estado Democrático de Direito e, infelizmente, a vida de milhares de brasileiros".

O presidente Jair Bolsonaro e uma charge que relata o momento político no Brasil
O presidente Jair Bolsonaro e uma charge que relata o momento político no Brasil
Ao defender que há condições jurídicas para o impeachment, os assinantes da petição on-line apontam os crimes que teriam sido praticados por Bolsonaro, sendo eles:

  • Crime contra a probidade na administração, procedendo de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo (Art. 9, 7, da Lei 1079/50) e infringir no provimento dos cargos públicos as normas legais (Art. 9, 5, da Lei 1079/50).
  • Crime contra o livre exercício do poder judiciário por oposição direta e por fatos ao seu livre exercício (Art. 6, 5, da Lei 1079/50).
  • Crime contra o livre exercício do direito individual ao se servir das autoridades sob sua subordinação imediata para praticar abuso do poder, ou tolerar que essas autoridades o pratiquem sem repressão sua (Art. 7, 5, Lei 1079/50).
  • Crime contra o livre exercício dos direitos políticos ao impedir por violência, ameaça ou corrupção, o livre exercício do voto (Art. 7, 1 da Lei 1079/50).
  • Crime contra a existência politica da União ao cometer ato de hostilidade contra nação estrangeira, expondo a República ao perigo de guerra, ou comprometendo-lhe a neutralidade (Art. 5, 3, da Lei1079/50).
Previsto na Constituição, o impedimento do presidente é um processo que depende de vontade política, sendo necessário um ambiente extremamente favorável para a destituição de alguém eleito democraticamente para o maior cargo da República. Essa possibilidade já é realidade no horizonte político. "Começou. O vento virou no sentido do impeachment", analisa o jornalista e escritor Pedro Doria.



Os pedidos de impeachment também têm surgido de políticos de direita, que de "comunistas" não têm nada. "O presidente Bolsonaro é um mal para o Brasil e não podemos nos omitir. Caberá a nós, o povo, o dever de trabalhar para que ele seja afastado", tuitou o banqueiro João Amoêdo, líder do partido Novo, ao compartilhar o abaixo-assinado acima citado pelo Café

Num cenário calamitoso, em que brasileiros morrem na pandemia por falta de oxigênio, a rejeição a Bolsonaro virou para uma trajetória de alta. Segundo levantamento do instituto Datafolha, a parcela da população que reprova o governo (com a avaliaçaõ "ruim pou péssimo") subiu de 32% para 40%. Para analistas, o fim do auxílio emergencial – colocando a população mais pobre em situação de penúria – contribuiu para essa avaliação negativa.


Nas ruas

No sábado (23), carreatas em várias cidades do país pediram pelo impeachment de Bolsonaro, segundo registros do site da Deutsche Welle e de inúmeros portais de notícias e jornais. Muitos atos prosseguiram no domingo e, desta vez, não havia apenas bandeiras vermelhas nas ruas. Participaram da organização dos protestos o movimento Vem Pra Rua, que nasceu pedindo o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT); e o Movimento Brasil Livre (MBL), que ajudou a eleger Bolsonaro nas Eleições de 2018.

Com a água batendo no pescoço, o presidente mudou o tom sobre as vacinas e, ultimamente, tem falado menos sobre "tratamentos precoces" como a cloroquina, já classificada por cientistas como ineficaz contra a covid-19. "Sempre disse que qualquer vacina, uma vez aprovada pela Anvisa, seria comprada pelo governo federal", disse Bolsonaro, em um evento do banco Credit Suisse.

O histórico de declarações contrárias à Coronavac – desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, e chamada por Bolsonaro de "vacina do Doria" – desabonam as atuais falas do presidente. Com o advento da internet, a "memória popular" já não é mais tão curta. Em novembro, quando os testes com a Coronavac foram suspensos de forma equivocada, Bolsonaro torceu contra a vacina, desenvolvida para salvar vidas.

Charge satiriza uma parcela dos eleitores, normalmente chamada de "gado"

Pedidos

De acordo com a Agência Pública, 1.029 pessoas e mais de 400 organizações assinaram pedidos de impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Foram enviados 61 documentos ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), sendo 47 pedidos originais, 5 aditamentos e 9 pedidos duplicados.

Até agora, apenas 4 pedidos foram arquivados. Os outros 57 aguardam análise. O tema mais recorrente dos pedidos de impeachment é a pandemia do novo coronavírus, que já causou a morte de mais de 217 mil brasileiros.



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Crônica: Big Brother Brasil 119

26/01/2021_

Por Luiz Fernando Cardoso* – Você do futuro, peço um pouco de sua atenção! O ano é 2019.

Um dólar vale em torno de R$ 3,80; o salário mínimo de fome no Brasil subiu de R$ 954 para R$ 998 no governo Bolsonaro (R$ 8 abaixo do valor previsto no orçamento de 2019); carros elétricos ainda são raros; os políticos mantêm gordos salários e avantajados benefícios; as ações da Vale despencaram após o criminoso desastre em Brumadinho (MG) – enquanto escrevo, inúmeros corpos seguem soterrados nos rejeitos de minério de ferro –; o homem ainda não pisou em Marte; ovo faz bem à saúde; banha de porco é mais saudável que óleo de soja; o lanche prensado de Maringá segue sendo o melhor do planeta; e o Big Brother Brasil (BBB) chega à sua 19ª edição.


Vivemos numa época em que youtubers são tão populares entre os jovens quanto os poetas foram em outra época. Isso talvez explique o fato de termos grandes livrarias em recuperação judicial, editoras demitindo, jornais fechando as portas e bibliotecas vazias. Enquanto isso, os "heróis mais vigiados do Brasil" garantem fabulosa audiência à principal emissora de TV do País. São 18 anos consecutivos de BBB, sendo que o primeiro ano contou com duas edições.


Dia desses, um grupo de cientistas descobriu que é possível diagnosticar alzheimer antes do surgimento da doença. Outros pesquisadores chegaram à conclusão que beber café diariamente pode prevenir alguns tipos de câncer. Para você, que vive num futuro em que alzheimer e câncer provavelmente sejam doenças curáveis, isso pode não parecer grande coisa, mas para nós, meros mortais do passado, são fatos a serem comemorados.

Do ponto de vista tecnológico, os avanços são inegáveis. Meus avós, por exemplo, só viram energia elétrica e água encanada quando já eram adultos. Nem fogão a gás tinham. Contudo, apesar das inovações, em alguns momentos temos a impressão de ter retrocedido à Idade Média. Você, caro leitor do futuro, pode acreditar que o povo do meu tempo acabou de eleger um presidente que mede negros por arroba e que não empregaria mulher com o mesmo salário de homem? E, pasme, milhares de mulheres votaram nele! Procura aí nos livros de história para confirmar. O cidadão se chama Jair Bolsonaro, e tem um vice general mais esperto que ele. Como estamos vivendo a história, não faço ideia de como ela vai terminar, mas a impressão é de que são poucas as chances de um final feliz.

A julgar pelos avanços tecnológicos, entre eles o acesso cada vez mais facilitado à informação, os retrocessos não se limitam à política. No Facebook, num grupo de jovens escritores do qual sou membro, tive a petulância de questionar se um escritor tem a obrigação de sempre escrever corretamente, ainda que seja nas redes sociais. Os mais jovenzinhos do grupo se ofenderam. Querem escrever de qualquer jeito, porque "o que importa é ser entendido". Não sofri qualquer agressão física, já que o grupo é virtual, mas saí da discussão com o fígado doendo. Alguém se consultaria com uma nutricionista obesa ou com um dentista banguela? Então, por que alguém leria um escritor com péssima ortografia?

Escrevo esta crônica da mesa de uma cafeteria, na calçada da Avenida Brasil de Maringá. Adocei meu café com adoçante, porque açúcar engorda e pode causar diabetes. Espero que, no futuro, não tenham concluído que adoçantes causam câncer, assim como ocorreu com o cigarro. Aliás, será que a maconha já foi liberada no Brasil do futuro? E o aborto? Aqui, esses ainda são assuntos dos mais polêmicos.

— Fernando, aceita mais um café? — perguntou Val, a atendente e proprietária da pequena cafeteria, que costuma me chamar pelo segundo nome.

— Quero sim, apesar do calor — respondi. Neste verão, temos enfrentado temperaturas próximas de 40°C com alguma regularidade. Nem quero imaginar o calorão que tem feito no futuro.

Enquanto aguardava a segunda xícara de café preto, fui abordado por um vendedor ambulante.

— O senhor precisa de meias e cuecas? — questionou o vendedor, um senhor de pele morena do sol, aparentando ter entre 55 e 60 anos de idade.

— No momento, não preciso, obrigado — respondi, sendo sincero.

De fato, estava usando cueca e meias naquela tarde, mas o vendedor, pelo visto, não compreendeu a brincadeira. Seguiu seu rumo em ritmo acelerado e debaixo de sol forte. Provavelmente, um desses youtubers favoritos dos adolescentes ganha mais do que um pai de família trabalhador. Pois é, assim é o passado de pouca leitura e muito zap zap, o qual me esforço para retratar, enquanto aguardo pelo cafezinho.


Voltando ao BBB, sempre que o programa começa eu apanho o controle remoto e troco de canal. Com tanta opção na TV a cabo, há seguramente algo mais útil passando do que a vida dos "famosos anônimos" dentro da casa. Alguns exemplos: um bom jogo de futebol; o Mundo Visto de Cima, no Mais Globosat; telejornais nos canais de notícia 24 horas; Irmãos à Obra, com suas cozinhas em conceito aberto, no Discovery Home & Health; os fabulosos comerciais da panela flavorstone, no canal da Polishop; ou mesmo o programa Alienígenas do Passado, da History Channel. Achar algo mais interessante que BBB é mais fácil que pentear o cabelo, posso assegurar.

Aliás, sobre os programas mencionados, nutro imensa curiosidade sobre quando os alienígenas, finalmente, farão contato – se é que já não o fizeram, e os governos mantêm em sigilo. Nesse seu futuro um tanto distante, imagino que ao menos Marte vocês já tenham colonizado. Sabe como é, com nossos políticos, a raça humana não pode correr o risco de ter apenas a Terra como opção.

Para mim, o melhor BBB continua sendo o "bom, bonito e barato". Nada de gastar em demasia. Com as excessivas incertezas do nosso tempo, nunca é demais ser precavido e economizar. As expectativas não são das melhores, tanto é que, com menos de dois meses de governo, muito eleitor do Bolsonaro já tem dito que votou em Amoedo – um banqueiro de direita, obviamente. Isso me faz lembrar do ex-presidente Collor, que perdeu milhares de eleitores, quando o governo confiscou a poupança do povo. Daquele momento em diante, muitos pobres de direita se envergonharam da confiança cega depositada em Collor. O curioso é que histórias assim se repetem de tempos em tempos. 

Et voilà, Val acaba de trazer o aguardado cafezinho. Diz ela que foi passado na hora. Então, fico por aqui. São essas minhas considerações sobre um passado remoto que, para mim, ainda é o presente. Espero que o brasileiro tenha evoluído como cidadão e eleitor, que em seu tempo professores ganhem mais que deputados, que homofobia seja algo condenável, que a corrupção tenha diminuído, que os livros não tenham sido extintos e, por fim, que o vencedor da 119ª edição do BBB seja aquele que mais precise do dinheiro do prêmio para pagar os boletos. Uma coisa é certa, boletos sempre vão existir!

Orfeu & Violeta: E outras histórias lá de Pato Branco. Autor: Luiz Fernando Cardoso
Orfeu & Violeta: E outras histórias lá de Pato Branco – clique para ler! 
Editor do Café com Jornalista, Luiz Fernando Cardoso é jornalista e escritor, autor dos e-books de crônicas "Orfeu & Violeta", "Quero Café!" e "Nas Curvas de Maringá", todos publicados na Amazon. Conheça os livros aqui.

PS.: Esta crônica foi publicada em 31 de janeiro de 2019 no blog de crônicas do jornalista. Na época, tinha início na TV o BBB 2019.

Destaques do blog de crônicas

☕ Um tweet de Ana Paula



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segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Decreto libera a 'pelada' nos campos e quadras de Maringá, mas só de segunda a sexta

25/01/2021_

Café com Jornalista – Com algumas restrições, a "pelada" volta a ser permitada nos gramados e quadras maringaenses. A medida faz parte do Decreto 354/2021, publicado pela Prefeitura de Maringá, nesta segunda (25), no Órgão Oficial do Município (OOM). As novas regras já estão em vigor.   

Regras do decreto já estão em vigor
O afrouxamento nas restrições adotadas em decorrência do novo coronavírus (covid-19) não se limita ao futebol. O novo decreto libera a prática de esportes coletivos em geral, tanto em espaços públicos como privados, incluindo assim as unidades do Meu Campinho, além de clubes sociais, associações recreativas e similares.


O decreto municipal (leia na íntegra aqui) segue diretrizes do Decreto 6.637/2021 do Governo do Paraná e da Resolução 632/2020 da Secretaria de Estado da Saúde.

Contudo, a liberação parcial está condicionada a regras estritas. Os esportes coletivos estão autorizados somente de segunda a sexta, das 19h às 22h. Não pode haver plateia e o uso de vestiários segue proibido, bem como as churrasqueiras. Nos clubes, é quase uma tradição a "pelada" ser seguida do churrasquinho com cerveja gelada – o que, por enquanto, vai ter de esperar.


Uma curiosidade da nova regra diz respeito ao uso da máscara, que é exigida antes (inclusive no aquecimento) e após as partidas. No entanto, o equipamento de segurança fica dispensado durante o jogo, bem quando há o contato físico entre pessoas que, por conta da prática esportiva, estão suadas.

O decreto em questão não faz menção à liberação das piscinas dos clubes para recreação. Por esse motivo, alguns clubes optaram por manter as piscinas interditadas, como é o caso da Sede Campestre do Sinttromar (leia aqui). 


Festas

O salão social dos clubes pode funcionar, mas sob regras ainda mais estritas. Ficam autorizadas cerimônias e festas de casamento, até as 22h30, desde que comprovadamente agendadas em cartórios até 27 de novembro.


Deve-se respeitar o limite máximo de 150 pessoas por evento. No Art. 6º do decreto, o qual dispõe sobre o assunto, não há restrição quanto aos dias da semana.

Também ficam permitidas aulas de zumba nos salões comunitários, observando-se a capacidade máxima de 25 pessoas. Também deve ser respeitado o distanciamento mínimo de dois metros entre os participantes.

Outras medidas

Ficam autorizados a funcionar os pesqueiros, desde que observado o distanciamento mínimo de dois metros entre as pessoas e as demais regrass de prevenção contra o coronavírus. 


Há ainda a previsão de liberação, a partir de 1º de fevereiro, do serviço de mesas e clientes nas calçadas de bares, restaurantes, barracas de lanche, food trucks, serviços caldo de cana e ambulantes. Essa confirmação dependerá das condições epidemiológicas do momento.

A disposição de mesas em calçadas deverá seguir rigorosamente as regulações similares para o atendimento em espaços fechados, além de regras de prevenção já estabelecidas. Não será permitido o atendimento de pessoas em pé ou em acomodações provisórias.

Fica prorrogado até 7 de fevereiro o Decreto nº 195/2021, com exceção das alterações previstas neste decreto. Aquele decreto tratava principalmente da reabertura dos cinemas em Maringá. 




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Com lote da Oxford/Astrazeneca, Maringá prossegue com imunização contra covid-19

25/01/2021_

Café com Jornalista – A campanha de vacinação contra a covid-19 prossegue em Maringá, nesta segunda (25), no Hospital do Câncer, em laboratórios que fazem exames do tipo PCR, serviços de tomografia e em motoristas de ambulâncias. A informação é da Diretoria de Comunicação da Prefeitura.

Vacina da Oxford/Astrazeneca chegou domingo (24) a Maringá – Foto: Divulgação/PMM
Vacina da Oxford/Astrazeneca chegou domingo (24) a Maringá – Foto: Divulgação/PMM
Nesta segunda, ainda devem ser ministradas as doses residuais da Coronavac. A vacinação com o imunizante Sinovac/Butantan começou na terça (19), data em que Maringá recebeu as 6.000 doses da vacina.


Na sequência, a vacinação no município prosseguirá com o imunizante Oxford/Astrazeneca. Das 2 mihões de doses importadas da Índia pelo Ministério da Saúde, Maringá recebeu cerca de 4.000. O lote chegou à cidade no domingo (24), trazida pelo secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, em aeronave do governo do Paraná.


Segundo a Prefeitura, o lote da segunda vacina disponível no país permitirá atingir o número de 9.500 profissionais da saúde vacinados com a primeira dose. Além disso, também estão sendo vacinados idosos e trabalhadores em instituições de longa permanência, conhecidas popularmente como asilos.

"Não vamos medir esforços até que todos os maringaenses sejam imunizados. O grupo prioritário continua sendo profissionais da saúde da linha de frente", disse o prefeito Ulisses Maia (PSD).
Em Maringá, Beto Preto enfatizou a importância de a população continuar adotando as medidas de prevenção contra o coronavírus, como a higiene constante das mãos, o uso de máscaras e o distanciamento social. O secretário reforçou uma declaração dita em outros municípios visitados, de que a expectativa do governo estadual é vacinar os grupos prioritários até maio.

Diferenças

Ambas as vacinas evitam casos graves da covid-19, em que o paciente precisa ser intubado, por exemplo. E nenhuma delas transforma o imunizado em jacaré. Mas há uma diferença. A segunda dose da Coronavac precisa ser aplicada em três semanas, enquanto o prazo da Astrazeneca é de 12 semanas.

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Projeto de lei quer manutenção da nomenclatura de prédios públicos em caso de mudança da sede

25/01/2021_

Café com Jornalista – Tramita na Câmara de Maringá um projeto de lei que visa a manter a nomenclatura de órgãos, entidades ou instituições públicas municipais nos casos de mudança de suas sedes. O objetivo é preservar, ao longo do tempo, a homenagem feita a pessoas de destaque na história da cidade. 

O vereador Mário Hossokawa – Foto: Luiz Fernando Cardoso/Café com Jornalista
O vereador Mário Hossokawa – Foto: Luiz Fernando Cardoso/Café com Jornalista
De autoria do vereador Mário Hossokawa (PP), o projeto 15.767/2020 prevê a proibição da mudança da denominação oficial caso o prédio, por exemplo, tenha sido batizado com nome de pessoa. A proposta não causará qualquer impacto na vida da maioria dos cidadãos, mas, certamente, será percebida pelas famílias de pessoas homenageadas.


O vereador autor dá dois exemplos de efeitos práticos da lei. O primeiro deles diz respeito ao Paço Municipal que, em algum momento no futuro, mudará para uma nova sede no novo Centro Cívico, na região do antigo aeroporto. Com a lei, a nova sede continuaria se chamando Silvio Magalhães Barros, prefeito de Maringá entre 1973 e 1977 – pai dos ex-prefeitos Silvio e Ricardo, este deputado federal e líder do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados.


O segundo exemplo é o do Terminal Rodoriário de Maringá. Se a lei já existisse no passado, a rodoviária não se chamaria Jamil Josepetti, em homenagem feita a um ex-vereador maringaense. O novo terminal teria recebido o nome de Américo Dias Ferraz, prefeito entre 1956 a 1961 que dava nome à rodoviária anterior – aquela do arco de concreto, demolida em maio de 2010.

O projeto tramita nas comissões permanentes da Casa. Segundo Hossokawa, "mais tardar em dois, três meses, acredito que a gente já possa estar votando esse projeto".

Vias públicas

Atualmente, a legislação municipal não permite a alteração da denominação de vias públicas de Maringá que levem nomes de pessoas. Ou seja, já existe lei que preserva, por exemplo, a homenagem feita a pioneiros.

Segundo Hossokawa, quando não se trata de nome de pessoa, a denominação da rua pode mudar, desde que seja aprovada por, pelo menos, 70% dos moradores da localidade. O Café havia cometido um equívoco no parágrafo anterior, o qual já foi corrigido.


 Hossokawa: 'Não entendi a escolha de dois secretários pelo prefeito Ulisses'

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domingo, 24 de janeiro de 2021

Historiador Miguel Fernando pede apoio dos maringaenses para visitar o interior do Hotel Bandeirantes

24/01/2021_

Café com Jornalista – O historiador Miguel Fernando, da página Maringá Histórica, tem pedido apoio dos maringaenses para conseguir adentrar no interior do Hotel Bandeirantes (antigo Grande Hotel Maringá). O site faz um reconhecido trabalho de registro da história da cidade, e a visita à propriedade da família Zwecker, in loco, faz parte desse trabalho.

O historiador Miguel Fernando e o Hotel Bandeirantes
O historiador Miguel Fernando e o Hotel Bandeirantes – Fotos: Divulgação

"Temos tentado há anos a liberação, junto da família Zwecker, para acessar o interior do antigo Grande Hotel Maringá com o objetivo de produzir um vídeo sobre sua história", explica Fernando, que foi um bem avaliado secretário de Cultura na primeira gestão do prefeito Ulisses Maia (PSD).
O pedido de apoio de Fernando foi publicado nas redes sociais há uma semana. O Café entrou em contato com o historiador e soube que a tão esperada autorização para visitar as dependências do antigo hotel, que tem seu edifício tombado como patrimônio cultural do Estado, ainda não foi atendida.


Inaugurado pela Companhia Melhoramentos Norte do Paraná em 22 de setembro de 1956, o hotel foi considerado o "5 estrelas do sertão paranaense". Segundo Fernando, o hotel fez parte de momentos marcantes de Maringá, recepcionando autoridades, políticos, artistas e outras personalidades.


Ah, se aquelas paredes pudessem falar. Como elas não podem, é papel do historiador pesquisar e contar as melhores histórias do local para a posteridade.

"Grandes artistas e personalidades se hospedaram por ali, desde Pelé até os então príncipes do Japão; sem contar sua arquitetura modernista que foi projetada pelo escritório de José Augusto Bellucci", destaca o historiador. 
A dificuldade de se visitar o interior do Hotel Bandeirantes é tão notória que foi reportada até em obra literária. Há uma passagem a respeito no romance "Os Passos Vermelhos de John", (Editora Penalux, 215 páginas) do escritor Luigi Ricciardi – leia aqui sobre o livro.

"Tentei visitar o hotel em que John [dos Passos] se hospedou, mas ele não funciona mais e o prédio é de propriedade privada. Como é tombado pelo patrimônio histórico, o dono não pode mexer na estrutura. Está lá, abandonado e impedido de ser visitado", conta na obra de ficção o personagem Dean Albuquerque.


Hashtag

Como se trata de uma propriedade privada, Fernando precisa de autorização dos proprietários para visitar o local. Para sensibilizar os donos, ele tem feito uma campanha para subir nas redes sociais a hashtag #liberagrandehotel.


No entendimento do historiador, o vídeo ajudará a promover a educação patrimonial, fazendo com que os maringaenses – em especial os mais jovens, que não viram o hotel em funcionamento – conheçam um pouco mais de sua história e aspectos de seu interior. 

Fernando fez algo parecido na sede de O Diário, em junho de 2019, após a falência do jornal. O historiador não se limitou a uma visita ao local. Então secretário de Cultura, ele teve papel importante para realocar o arquivo de O Diário junto ao acervo da Gerência de Patrimônio Histórico de Maringá.  Décadas de registro da história maringaense foram preservados naquela ação.

O histórico de serviços prestados pelo site Maringá Histórica dão crédito para a campanha por uma visita ao Hotel Bandeirantes. Por isso, o Café apoia a iniciativa, compartilhando as hashtags #liberagrandehotel #maringahistorica #maringa #patrimonio.


Hotel

De acordo com o Patrimônio Cultural do Paraná, o empreendimento para a construção de 6.000 metros quadrados foi lançado em 1947. Com características do modernismo, sua construção ocorreu entre os anos de 1956 e 1957, pela Cia. Melhoramentos Norte do Paraná.

O edifício apresenta detalhes de acabamentos requintados, ao gosto modernista da década de 1950. O prédio mantém não só o conjunto arquitetônico, como o mobiliário ainda original das áreas sociais, onde os ambientes foram minuciosamente projetados pelo arquiteto José Augusto Bellucci, em modelos representados e planificados para seus respectivos fins. Foi ainda um símbolo para a região e parte integrante de sua história.

 Bravin e Altamir da Lotérica correm o risco de perder seus mandato

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