"Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade" George Orwell

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Mensagens de ódio sobre notícia da compra de vacina expõem terraplanistas

09/12/2020_

Café com Jornalista – É óbvio ululante – expressão criada pelo eterno Nelson Rodrigues – que a volta à normalidade, nesta crise econômica e sanitária sem precedentes, causada pelo novo coronavírus (covid-19), depende do desenvolvimento de vacinas e da imunização em massa da população. Sem a ciência, as tão criticadas medidas restritivas teriam de se estender pelos próximos anos, de modo a evitar um número ainda maior de mortes.

Mensagens de ódio sobre notícia da compra de vacina expõem terraplanistas. Café com Jornalista
Vergonha alheia
Com a inexistência de medicamentos específicos para tratar a covid-19, era esperado que as notícias sobre o surgimento da vacina e o início da imunização fossem amplamente comemoradas, sem exceções. Contudo, não é isso que tem sido visto.


Na web, a enxurrada de críticas à vacina e a estúpida politização do coronavírus estão demonstrando que o movimento antivacina é maior do que se imaginava. São terraplanistas, em grande parte, que não se contentam em recusar a vacina, ofendendo qualquer um que fale em vacinação. Nesse público também estão notórios defensores do ozônio anal e da cloroquina (ambos comprovadamente ineficazes) no tratamento de pacientes com a covid-19.

Segundo pesquisa Datafolha, publicada em outubro, 75% dos entrevistados se declararam favoráveis à obrigatoriedade da vacina. Isso significa que um a cada quatro brasileiros ainda não sabe se vai tomar a vacina ou, pior, é contra a imunização – fato que consiste em uma importante ameaça à saúde pública, como revela o site Viva Bem

O fervor dos terraplanistas – que são minoria, mas fazem alarde nas redes sociais – pôde ser notado nos grupos de Facebook onde matérias do Café sobre o anúncio da compra da Coronavac para Maringá foram compartilhadas. Nos comentários, há mensagens de ódio de todo tipo, motivadas em parte por pura ignorância, mas também pela completa falta de empatia pelos 178 mil brasileiros mortos pela covid-19 – 230 em Maringá, até o boletim de terça (8).


No grupo Plantão Sarandi, por exemplo, a matéria "Ulisses anuncia parceria com governador de SP para compra da Coronavac" rendeu mais críticas do que apoio à vacina. "Só falta o Volpato [prefeito de Sarandi] entrar na onda e obrigar todo mundo a tomar também", disse um antivacina. "Manda vacinar a mãe dele, filha do capeta", disse outro idiotizado.

Como é comum nas redes sociais, rolou também muita fake news. Numa delas, um terraplanista escreveu: "Essa vacina foi tratada em mais de 100 mil pessoas na China, não teve a eficácia comprovada". Convidado a apresentar matérias sérias que comprovassem a suposta "falta de eficácia", o indivíduo partiu para os xingamentos.

Numa das raras vozes lúcidas naquele mesmo fórum, o internauta Fabio Miot desabafou diante das mensagens surreais publicadas. "A ignorância é terrível! Quantos pessoas morrendo e esses otários aí fazendo cena em rede social. Vão ser os primeiros a estar nas filas pra vacina. Hipócritas", comentou.


O Café mapeou que a matéria já citada e também a matéria exclusiva "Maringá se prepara para comprar vacina contra a covid-19, diz o prefeito Ulisses Maia" foram compartilhadas em mais de 20 grupos de Facebook da região de Maringá. Em praticamente todos os grupos, mensagens xenófobas contra a China e os chineses foram percebidas. "China espalha a peste pelo mundo e rápida vem com a vacina, tô fora (sic)", disse um idiotizado, no grupo Maringá de Todos
 
Nesse grupo, os internautas mais esclarecidos reagiram em maior número ao besteirol dos terraplanistas. "Quem não quer a vacina Sinovac/Butantã que enfie ozônio no rabo. Simples assim", escreveu uma internauta.

"Povo toma cloroquina, vermicida, se preciso for, criolina, e até ozônio no rabo e agora fica de mimimi por causa de uma vascina? Se liga povo, procurem saber do Instituto Butatan, procurem saber sobre a Anvisa. Nenhum medicamento entra no Brasil, sem o oval deles", escreveu o internauta DJ Ton Mc.

O mais curioso nos terraplanistas antivacina é que, em grande parte, são eles mesmos os primeiros a criticar os decretos municipais adotados para conter o avanço da covid-19 e, por consequência, a superlotação dos hospitais e mais mortes pela doença. Para entender bem como agem essas pessoas, leia "O burro, o inteligente e o sábio na pandemia da covid-19". 

Livro Orfeu & Violeta. Amazon. Luiz Fernando Cardoso. Café com Jornalista

>>> Eleições 2020

* Matérias e opiniões publicadas no Café com Jornalista estão compreendidas pela atividade jornalística e amparadas pela liberdade de imprensa e de expressão. (Do editor)



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Justiça de cinco Estados aceita provas digitais coletadas pela Verifact

09/12/2020_

Café com Jornalista – A confiabilidade no registro de provas digitais – com robustez e celeridade – tem ampliado em todo o país o uso da Verifact Tecnologia. Desenvolvida em Maringá, a ferramenta é uma alternativa à antiga ata notarial.

Até o momento, há notícias de que magistrados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Pernambuco já aceitaram as provas coletadas pela ferramenta tecnológica. A informação é do site JusBrasil.

Uso da tecnologia da Verifact ajudou a comprovar pirataria de audiobook e a retirar ofensas do ar. Café com Jornalista
Uso da tecnologia da Verifact ajudou a comprovar pirataria de audiobook e a retirar ofensas do ar – Imagem: Divulgação
Em dois casos recentes – um de pirataria, no Rio de Janeiro; e outro de ofensa à honra, em São Paulo –, o uso da Verifact na captura de provas foi importante para o sucesso das ações movidas contra crimes digitais.


Rio de Janeiro

Num episódio de pirataria do livro de autoajuda "Seja Foda", de Caio Carneiro, a Ubook editora entrou com processo na Justiça do Rio de Janeiro por violação de direitos autorais, solicitando a retirada do conteúdo divulgado indevidamente. A editora detém o direito de exploração comercial da obra em audiobook.

Na sentença, a juíza destacou o conteúdo coletado pelo sistema da Verifact como "prova considerável acerca da afirmada pirataria". Nesse crime, a pena pode variar de multa a detenção, de três meses a um ano.


São Paulo

O caso de ofensa à honra ocorreu em Mogi das Crizes (SP), onde um político local foi acusado, sem provas concretas, de lavagem de dinheiro e roubo. A defesa da figura pública em questão utilizou a Verifact para a colega de provas, antes de solicitar judicialmente ao Facebook e Instagram a retirada das ofensas do ar.

"O advogado Lucas Latini conta que, a partir das provas do dano moral coletadas pela Verifact, foi solicitada uma tutela de urgência. Ou seja, antes mesmo da finalização do processo, foi tomada uma medida imediata para retirar os posts, que causaram danos morais ao autor da ação", conta a CEO Regina Acutu, cofundadora da Verifact Tecnologia. 
Por conta desse processo, que corre na 15ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), a empresa Facebook teve de excluir as mensagens ofensivas. O advogado da figura pública alvo dos xingamentos requer, ainda, indenização por danos morais a ser paga pelo autor das postagens.

 
Tanto nesse caso das ofensas à honra nas redes sociais quanto na pirataria on-line, o sistema da Verifact utilizou técnicas forenses e normas internacionais para a coleta e a preservação das provas digitais. O relatório técnico disponibilizado, explica Regina, garantiu provas robustas para embasar ambas as ações judiciais mencionadas. 

Outros casos

A matéria publicada no site JusBrasil ainda traz outros casos interessantes sobre o uso da ferramenta Verifact na coleta de provas digitais. Leia aqui.


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>>> Eleições 2020

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