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terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Saiba quem serão os prefeitos eleitos das capitais brasileiras

01/12/2020_

Léo Rodrigues, Agência Brasil – Com a conclusão da apuração do segundo turno das eleições, já se sabe quem serão os prefeitos de 25 das 26 capitais dos Estados brasileiros. Os novos mandatos serão para o período de quatro anos, a contar da posse em 1º de janeiro de 2021.

Rafael Greca, Eduardo Paes, Bruno Covas e Sebastião Melo. Café com Jornalista
Rafael Greca, Eduardo Paes, Bruno Covas e Sebastião Melo
Em Macapá, o processo eleitoral foi adiado devido ao apagão energético que atingiu o Amapá. O primeiro turno na cidade será em 6 de dezembro e o segundo turno, caso seja necessário, ocorrerá em 20 de dezembro.


As eleições para prefeito já haviam se decidido no primeiro turno em sete capitais: Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Natal (RN), Palmas (TO) e Salvador (BA). Em outras 18, os eleitores voltaram as urnas no domingo (29).

Vale lembrar que a capital federal, Brasília, não participa das eleições municipais pois não possui prefeito, uma vez que o chefe do Executivo local é o governador. Confira, então, a lista com todos os prefeitos eleitos, divididos por região.


Região Norte

Belém (PA): Edmilson Rodrigues (PSOL)
Boa Vista (RR): Arthur Henrique (MDB)
Macapá (AP): [eleição adiada]
Manaus (AM): David Almeida (Avante)
Palmas (TO): Cinthia Ribeiro (PSDB) [reeleito]
Porto Velho (RO): Hildon Chaves (PSDB)
Rio Branco (AC): Tião Bocalom (PP)

Região Nordeste

Aracaju (SE): Edvaldo (PDT) [reeleito]
Fortaleza (CE): Sarto (PDT)
João Pessoa (PA): Cícero Lucena (PP)
Maceió (AL): JHC (PSB)
Natal (RN): Álvaro Dias (PSDB) [reeleito] – sem nenhuma ligação com o senador do PR
Recife (PE): João Campos (PSB)
Salvador (BA): Bruno Reis (DEM)
São Luís (MA): Eduardo Braide (Podemos)
Teresina (PI): Dr. Pessoa (MDB)


Região Centro-Oeste

Campo Grande (MS): Marquinhos Trad (PSD) [reeleito]
Cuiabá (MT): Emanuel Pinheiro (MDB)
Goiânia (GO): Maguito Vilela (MDB)
Distrito Federal (DF): [não tem eleições municipais]

Região Sudeste

Belo Horizonte (MG): Alexandre Kalil (PSD) [reeleito]
Rio de Janeiro (RJ): Eduardo Paes (DEM)
São Paulo (SP): Bruno Covas (PSDB)
Vitória (ES): Delegado Pazolini (Republicanos)

Região Sul

Curitiba (PR): Rafael Greca (DEM) [reeleito]
Florianópolis (SC): Gean (DEM)
Porto Alegre (RS): Sebastião Melo (MDB)




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Vereador de Cianorte Dadá é preso em flagrante por suspeita de 'rachadinha'

01/12/2020_

Café com Jornalista – O vereador de Cianorte Adailson Carlos Ignacio da Costa, o Dadá (Podemos), foi preso em flagrante, na segunda (30), sob suspeita de participar de um esquema de "rachadinha". O edil é alvo de investigação do Ministério Público do Paraná (MP-PR).

Dadá foi reeleito vereador em Cianorte – Imagem: DivulgaCand/TSE
Na data da prisão, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Dadá, incluindo o gabinete do parlamentar. O MP-PR apura na investigação o repasse de parte do salário de um assessor para o vereador.

Ao portal G1 e à RPC, o MP-PR informou que o assessor recebe R$ 4.225, ficando com um terço desse valor e repassando o restante ao vereador. Parte do dinheiro foi encontrado na operação, segundo o MP.

O advogado de Dadá disse que seu cliente é inocente, que não há elementos para a prisão em flagrante e que não teve acesso a detalhes do procedimento, que é sigiloso. A Câmara de Cianorte disse estar colaborando com as autoridades e, em nota, confirmou o cumprimento do mandado de busca e apreensão na sede do Legislativo.


Nas eleições deste ano, os cianortenses reconduziram Dadá ao cargo. Ele foi o sétimo candidato a vereador mais votado na cidade, com 835 votos. Cianorte tem dez vereadores.

Rachadinha

Quem acompanha o meio político não se surpreende mais com os casos de "rachadinha", que já foram mais comuns, mas que continuam ocorrendo. Trata-se de um crime difícil de comprovar, pois depende basicamente de denúncia feita por assessor que teve de repassar parte do salário ao político eleito.

Em Maringá, por exemplo, uma ex-vereadora foi condenada por se apropriar indevidamente de parte do salário de uma assessora parlamentar. Além de ter de devolver o dinheiro ao cofres públicos, ela ficou inelegível.


Caso Queiroz

No país, o caso mais notório envolve o famoso (e por bastante tempo sumido) Fabrício Queiroz, que foi assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) quando este ainda era deputado estadual. Queiroz admitiu, recentemente, a existência de um esquema de "rachadinha" na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), mas disse ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) que Flávio é inocente. 


Para o MP-RJ, não parece ser crível a alegação de que o filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) desconhecia um esquema ilegal que arrecadou milhões de reais em repasses de assessores da Alerj – leia mais aqui

Flávio Bolsonaro foi denunciado, no início de novembro, por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa em função do chamado Caso Queiroz. Os crimes teriam ocorrido entre os anos 2007 e 2018, ano em que Flávio passou a ser investigado pelo MP-RJ. O ex-deputado estadual e hoje senador alega não ter cometido qualquer irregularidade. 



>>> Eleições 2020

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