"Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade" George Orwell

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Projetos revelam como ficarão as praças das igrejas Divino Espírito Santo e São José

28/09/2020_

Café com Jornalista – Na série de espaços públicos a serem reformados pela Prefeitura de Maringá, os próximos da lista são a Praça Emiliano Perneta, onde fica a Igreja São José, na Vila Operária; e a Praça Monsenhor Bernardo Cnudde, onde está situada a Igreja Divino Espírito Santo, na Zona 7. Imagens em 3D de como ficarão as duas praças foram divulgadas, recentemente, pelo prefeito Ulisses Maia (PSD). 

Projeto de revitalização da Praça Emiliano Perneta 
Executada pela Proec Engenharia Civil, a obra de revitalização da praça da Igreja São José custará R$ 1,3 milhão – R$ 400 mil abaixo do valor máximo estipulado na licitação. A ordem de serviço foi assinada de 13 de fevereiro (leia na matéria do Maringá Post). O prazo inicial de execução era de 180 dias, ou seja, com conclusão em agosto.

Projeto da Praça Monsenhor Bernardo Cnudde
A praça da Igreja São José faz parte de um pacote de R$ 10,5 milhões para a revitalização de sete praças da cidade. A Monsenhor Bernardo Cnudde está nesse pacote, que inclui também pas praças Todos os Santos, José Bonifácio, Napoleão Moreira da Silva, Rocha Pombo e Farroupilha – detalhes aqui.


Os projetos incluem melhorias em comum, como paisagismo, iluminação e equipamentos de lazer. Algumas contemplam a instalação de ciclovias e lâmpadas de LED. Segundo a administração municipal, o objetivo das revitalizações é tornar esses espaços mais atrativos para a população, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida.  

"Tenho sempre frequentado as duas igrejas. Na São José, eu fiz minha catequese, primeira comunhão e acompanhei até a implantação do sino. Na Divino Espírito Santo, participo das missas. As duas comunidades pediram a reforma das praças e atendemos a solicitação", comenta o prefeito Ulisses Maia.
A postagem de Ulisses, sobre como ficarão as duas praças, teve 293 comentários e 151 compartilhamentos. Algumas mensagens foram de críticas, incluindo questionamentos sobre a época (eleitoral) escolhida para as reformas, mas a maioria dos comentários foi de apoio às obras. "Maringá está virando uma Paris brasileira, parabéns pelas obras", comentou Osvaldo Felix.


Veja aqui mais imagens do projeto das duas praças.




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Artigo: Nas Eleições 2020, por mais mulheres na política

28/09/2020_

Tania Tait* – O cenário eleitoral em Maringá trouxe para o pleito de 2020 algumas novidades. Dentre elas a organização das mulheres com a finalidade de ocupar as cadeiras na Câmara Municipal. Pautado nos dados que mostram que Maringá, em 73 anos de história, teve apenas 13 vereadoras e que nessa legislatura nenhuma mulher foi eleita, as mulheres se organizaram.

Surgiu, assim, o movimento "Mais Mulheres no Poder", criado com o objetivo de fortalecer as candidaturas de mulheres, dar apoio jurídico, inclusive nos casos de assédio e de lançamento de candidaturas fictícias, as famosas "candidaturas laranjas".

Tania Tait: Movimento "Mais Mulheres no Poder" será coroado com a eleição de mulheres para o Legislativo de Maringá
Lançado em 24 de junho de 2020, o movimento dá a tônica das ações ao realizar, como primeiro debate, a discussão sobre o assédio moral e as ofensas contra a honra das candidatas nas eleições municipais 2020. O movimento se expandiu e conta com o apoio da OAB Mulheres, do Fórum Maringaense de Mulheres e diversas entidades da sociedade civil.


O companheirismo das mulheres, agora candidatas, levou ao pioneirismo de unificar as lutas das mulheres em torno de temas como a importância da mulher na política e propostas para a cidade. Um evento inédito realizado pelo movimento trouxe também a presença das pré-candidatas a prefeita e a vice-prefeita para tratar sobre os problemas da cidade.

Em todas as lives organizadas em vários temas, as mulheres mostraram que conhecem a realidade, tem propostas concretas para resolver os problemas e estão preparadas para atuar na política. Realizado com sucesso, o movimento estimulou a participação das mulheres nas eleições como candidatas, o que culminou em 134 mulheres candidatas a vereadoras em Maringá e duas mulheres candidatas a prefeita, além de candidatas a vice-prefeitas. Segundo noticiado na imprensa, é o maior número de candidatas a vereadoras na História de Maringá.

No entanto, as mulheres foram além ao apresentar duas reivindicações para o Executivo municipal: destinar 4% do orçamento municipal para as políticas de combate à violência contra a mulher e a nomeação de mulheres para 50% dos cargos no primeiro e segundo escalão na Prefeitura e demais órgãos municipais.


Não temos como projetar o número de cadeiras que serão ocupadas por mulheres. Mas, certamente, as mulheres deram um grande passo para fazer valer a representatividade feminina na Câmara correspondente aos 52% da população que faz parte.

Para que isso se efetive de forma mais representativa, além da organização das mulheres, duas situações precisam ocorrer: o aumento das cadeiras na Câmara Municipal de 15 para 23, conforme legislação pelo tamanho da população de Maringá, e a chegada das mulheres, que deveria ser correspondente aos seus 52% de representatividade na população. 

Sabe-se que houve um retrocesso na discussão do aumento do número de cadeiras na Câmara de Maringá, com pressão de algumas entidades contra o acréscimo de vereadores, pautadas no aumento dos gastos da Câmara. No entanto, o orçamento destinado à Câmara independe do número de cadeiras e essa redução inibiu a participação mais ampla da sociedade, impedindo a representatividade de mais setores como mulheres, negros, deficientes, entre outros. Essa situação necessita de reavaliação pelo Legislativo.


A segunda situação sobre a representatividade posiciona a presença de mulheres e homens na proporção de 50%, ou seja, metade das cadeiras no Legislativo ocupada por homens e metade por mulheres. Uma proposta, nesse sentido foi reivindicada pelas centrais de trabalhadores, numa lista que funcionaria da seguinte forma: 1) Entra o primeiro mais votado; 2) Na sequência, o mais votado do outro sexo.

Assim, se a mais votada for uma mulher, o próximo seria homem, depois outra mulher e, assim sucessivamente, até preencher todas as cadeiras. Essa proposta encontrou muita resistência e não foi aceita.

Alguns partidos políticos, porém, inovaram e definiram em suas direções 50% de mulheres e 50% de homens, incluindo também a representação da comunidade negra, movimento LGBT e juventude.
Existem várias propostas e análises, principalmente pelo fato de que as mulheres candidatas são minoria, não têm o apoio necessário e sofrem discriminação também no processo eleitoral, além de compatibilizarem a atuação na política com os afazeres domésticos.

Livro Orfeu & Violeta. Amazon. Luiz Fernando Cardoso. Café com Jornalista

É como bem coloca uma charge com mulheres e homens numa pista de corrida. Na frente das mulheres, vários objetos indicando seus afazeres, enquanto, na pista dos homens, nada à frente, apenas a pista de corrida. 


Não haverá igualdade, enquanto as condições objetivas de acesso não forem iguais. Por isso, movimentos como o "Mais Mulheres no Poder" são importantíssimos para fortalecer as mulheres e colocá-las onde elas quiserem, com igualdade de direitos de participação e de acesso, também, na política. Certamente, o movimento já é um sucesso por sua atuação, e será coroado com a eleição de mulheres para nosso Legislativo.

* Coordenadora da ONG Maria do Ingá Direitos da Mulher, Tania Tait é escritora e professora aposentada da UEM, com doutorado em Engenharia de Produção pela UFSC e pós-doutorado em História pela UEM. Seu mais recente livro é "As Mulheres na Luta Política" (2020).


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