"Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade" George Orwell

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Cafeinado: Quarta-feira quente em Maringá

16/09/2020_

A quarta-feira (16) foi quente em Maringá. Segundo os principais institutos de meteorologia, as máximas foram de: 30°C (Climatempo), 34°C (Simepar), 33,5°C (Inmet), 33°C (Weather Channel). No entanto, o clima esquentou também no meio político, com o mandado de busca e apreensão no escritório do deputado federal Ricardo Barros (PP), no centro da cidade.

Deputado federal Ricardo Barros – Foto: Reprodução/Jornal Hoje/TV Globo
O mandado foi cumprido pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, em ação apoiada pela Polícia Civil. A investigação apura denúncias de lavagem de dinheiro e corrupção no ramo de energia eólica, com operação desencadeada com base em colaboração premiada da Operação Lava Jato – entenda o motivo da operação aqui

Para o meio político, a maior pergunta não é se Ricardo Barros cometeu ou não algum ilícito, mas se a operação tem potencial ou não para prejudicar candidatos apoiados pelo ex-ministro da Saúde e atual líder do governo Bolsonaro na Câmara. Não é demais lembrar que as eleições ocorrerão daqui a apenas 60 dias. Perdas eleitorais ou não dependerão dos desdobramentos da operação desta quarta.

Nota

Relator da lei de abuso de autoridade, Ricardo Barros repudiou o ativismo político do Judiciário. Em nota, o deputado federal (no sexto mandato) e ex-prefeito de Maringá disse que colaborou com as investigações  e que, pela sua conduta ilibada, está tranquilo. Ele informou ter solicitado acesso aos autos do processo para poder dar mais esclarecimentos à sociedade e elaborar sua defesa. 

Convenções 1

O que também está fervendo são as convenções partidárias país afora. O prazo para os partidos homologarem os candidatos a prefeito, vice e vereadores termina nesta quarta. Leia mais sobre as convenções aqui.

Convenções 2

Em Maringá, devemos ter um novo recorde de prefeituráveis, entre eles o prefeito Ulisses Maia (PSD), que concorrerá à reeleição O Café traz um panorama geral das candidaturas na manhã desta quinta (17). 
 

Convenções 3

Em Campo Mourão, o empresário Rodrigo Salvadori (PP) foi homogado candidato a prefeito, com Ademir Cardoso (MDB) na vice. A convenção ocorreu na noite de terça (15). Além de PP e MDB, a coligação liderada por Salvadori conta com Podemos, Pros, PDT e DEM. A coligação "Renova Campo Mourão" é uma alternativa ao prefeito Tauillo Tezelli (Cidadania), que disputará a reeleição. 

Ademir Cardoso e Rodrigo Salvadori na convenção realizada na terça (15) – Foto: Rodrigo Schu/Divulgação

Greve

A quarta-feira também foi marcada, em Maringá, pela greve dos motoristas do transporte coletivo urbano e metropolitano. A mobilização, organizada pelo Sinttromar (sindicato da categoria), foi alvo de fake news sobre uma "paralisação total" da frota, o que não ocorreu. Segundo a entidade, foi mantida frota mínima de 70%, em respeito a uma determinação judicial. Sem acordo entre as partes, a greve continua. 



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Sem negociação, greve no transporte coletivo prossegue com 70% da frota

16/09/2020_

Do Sinttromar – Sem abertura ao diálogo por parte das empresas TCCC e Cidade Verde, que operam o transporte coletivo urbano e metropolitano, respectivamente, o Sindicato dos Motoristas Rodoviários de Maringá (Sinttromar) realiza, nesta quarta-feira (16), o primeiro dia de greve da categoria. Desde a zero hora, o movimento paredista tem paralisado várias linhas, sem exceder os limites impostos pela Lei de Greve (Lei 7.783/1989) e decisão liminar da Justiça.

O dirigente Emerson Viana Silva em entrevista ao repórter Márcio Gomes, do Pinga Fogo, em frente à garagem da TCCC. Café com Jornalista
O dirigente Emerson Viana Silva em entrevista ao repórter Márcio Gomes, do Pinga Fogo, em frente à garagem da TCCC – Foto: Sinttromar
Motivada pela luta contra a perda de direitos e achatamento salarial, a paralisação iniciou após o prazo legal de 72 horas do comunicado formal às empresas e de panfletagem à população. Pela manhã, os atos de greve ocorreram, principalmente, no Terminal Intermodal e nas garagens das companhias. Todas as manifestações – asseguradas aos grevistas pela Constituição Federal – foram conduzidas de forma pacífica.


Às vésperas da greve, TCCC e Cidade Verde recorreram à Justiça na tentativa de impedir manifestações e de obrigar o sindicato a manter 90% da frota em circulação. Os pedidos foram negados pela desembargadora Ilse Marcelina Bernardi Lora, que assegurou o direito de greve, determinando a manutenção de 70% do contingente de motoristas e cobradores em atividade.

Segundo o dirigente sindical Emerson Viana Silva, o Sinttromar está garantindo mais que os 70% determinados pela Justiça, baseado em estimativas da própria entidade. Segundo Viana, o sindicato notificou as empresas para que apresentassem planilhas com os números exatos de frota e trabalhadores na ativa, no entanto, a solicitação foi negada. 

Como a liminar na Justiça baseia no número de motoristas (e não de ônibus), a entidade sindical suspeita que diretores das empresas estejam inflando as planilhas para alegar que o Sinttromar não está cumprindo a decisão judicial. A TCCC apresentou número de 450 motoristas na ativa, o que não tem embasamento na realidade. Eram 135 carros rodando ontem [véspera da greve], o que dá aproximadamente 175 motoristas no exercício da função”, comentou Viana.


No caso da Cidade Verde, os números, aparentemente, também foram inflacionados. Segundo a empresa, 154 motoristas estavam na ativa, mas o sindicato estima que apenas 104 estavam trabalhando de fato. “Queremos que as empresas apresentem a escala com o número fidedigno de trabalhadores. Não temos como atender com precisão o percentual de 70% se não sabemos exatamente qual é o número real de trabalhadores na ativa”, diz Ronaldo José da Silva, presidente do Sinttromar.

Miguelitos e segurança

O Sinttromar informa que a notícia do uso de miguelitos ou similares para furar os pneus dos ônibus é inverídica, pois não houve qualquer registro de danos ao patrimônio. Segundo o sindicato, a acusação é leviana e precisará ser provada. Medidas cabíveis estão sendo analisadas. 

No caso da força policial, procede a informação de que, novamente, as empresas se valeram de forças de segurança (pública e privada) para intimidar os trabalhadores. Pela manhã, na garagem Sul da TCCC, na Avenida Monteiro Lobato, em certo momento havia mais seguranças do que grevistas.

“Para isso eles têm dinheiro. Deveriam colocar seguranças em linhas perigosas, em que há assaltos e agressões aos motoristas, como ocorre com frequência nas linhas do Cidade Alta 415 e 416 (via Tarumã) e 178, para Floriano”, diz o dirigente sindical Rick Figueiredo, que é motorista da TCCC. 


Negociação

Ainda não há previsão para o fim da greve. Segundo o presidente Ronaldo, o diálogo está aberto por parte do sindicato, mas, até o momento, TCCC e Cidade Verde se recusam a negociar. “Estamos à disposição, mas ainda não recebemos nenhuma proposta”, informa o líder sindical.

Como última alternativa para garantir os direitos dos trabalhadores, o movimento grevista – aprovado em assembleia da categoria, no último dia 9 – reivindica a renovação do acordo coletivo de trabalho (ACT) com reajuste salarial e com a manutenção do vale-alimentação e da cesta básica; além do pagamento da participação nos lucros e resultados (PLR), que pode ser parcelada.

Antes da greve, os trabalhadores já haviam feito concessões por causa da crise econômica decorrente da pandemia do novo coronavírus. Salários e jornada foram reduzidos, com a adoção de banco de horas e a antecipação de férias. Além dessas perdas, previstas nas medidas provisórias 936 (convertida em lei) e 937 editadas pelo governo federal, também houve redução do vale-alimentação dos funcionários do transporte público. 


Em tempos de pacote de arroz a quase R$ 40, a categoria sinaliza com a greve que não aceitará que o prejuízo que TCCC e Cidade Verde tiveram na crise sejam repassados aos trabalhadores. Isso significaria, diz Viana, mais dinheiro no bolso dos empresários e menos comida na mesa das famílias dos funcionários.

Livro Orfeu & Violeta. Amazon. Luiz Fernando Cardoso. Café com Jornalista



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