"Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade" George Orwell

domingo, 13 de setembro de 2020

Lideranças políticas manifestam pesar pela morte de Franklin Silva

13/09/2020_

Café com Jornalista – Maringá perdeu, na manhã deste domingo (13), um de seus pioneiros na comunicação social. O empresário Franklin Vieira da Silva, 78 anos, sofreu uma parada cardiorrespiratória no Hospital Paraná, onde estava internado por causa de um câncer no intestino grosso.

Morre Franklin Vieira da Silva. Café com Jornalista
Frank Silva será velado nesta segunda (14), a partir das 10 horas, no plenário da Câmara de Maringá – Foto: Arquivo/CMM
O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), lembrou que Frank iniciou no jornalismo aos 15 anos, tendo feito a cobertura do primeiro acidente aéreo em Maringá, em 1957. "Uma vez na comunicação, nunca mais parou. Franklin era o mais antigo colunista social do Norte e Noroeste do Paraná. Perdemos muito, um grande jornalista, colunista e comunicador que fez muito pelo nosso Estado. Desejo meus sentimentos à família", disse o governador.

Em nota oficial, a Secretaria de Estado de Comunicação e Cultura do Paraná lamentou a morte. "Sabemos do seu valor e pioneirismo na comunicação de Maringá e do Paraná. Silva foi dono de um dos mais importantes jornais da região, o Diário do Norte do Paraná, que por 45 anos levou informação para o cidadão maringaense", lembrou João Debiasi, secretário de Comunicação e Cultura.


Deputado federal e líder do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP) enviou sentimentos à família do jornalista. "Um importante empresário do ramo de comunicação que acompanhou minha trajetória e da minha família e por quem sempre tive muito respeito e amizade. Descanse em paz!", escreveu.

A ex-governadora do Paraná Cida Borghetti (PP) publicou foto (abaixo) em homenagem a Frank. "Ficamos muito tristes com a notícia do falecimento do nosso grande amigo Frank Silva", escreveu Cida. "Maringá perde hoje uma grande referência da comunicação. Meu carinho a Patrícia, sua esposa, aos filhos e todos os amigos. Que Deus conforte", acrescentou.

Ricardo Barros, Cida Borghetti, Patrícia e Frank Silva. Café com Jornalista
Ricardo Barros, Cida Borghetti, Patrícia e Frank Silva. Café com Jornalista
O prefeito de Maringá, Ulisses Maia (PSD), também usou as redes sociais para demonstrar sentimentos. "Maringá perdeu hoje um grande jornalista e uma pessoa muito querida: Frank Silva. Empresário referência em comunicação que prestou um belo trabalho na cidade, informando a população pelo jornal O Diário, que atuou quase 45 anos até ano passado", escreveu. 

Em sua mensagem, Ulisses comentou que a lembrança mais antiga que tinha de Frank era do colunista social numa virada de ano, na casa dos seus avós. "Frank era um dos jovens estudantes mensalistas que frequentava o restaurante do meu pai, o antigo Domenico, que ficava na rua Néo Alves Martins, onde hoje é o Kikão Lanches", escreveu.

Presidente da Câmara de Maringá, Mário Hossokawa (PP) lembrou que Frank começou sua carreira como repórter de rádio, em 1954, até se tornar dono de um dos jornais mais tradicionais do Estado. "Durante quase 40 anos, comandou O Diário do Norte do Paraná, um jornal que fez história e contribuiu muito com o desenvolvimento econômico e social de nossa cidade. Meus sinceros sentimentos à família", comentou.

Ex-secretário de Planejamento do Paraná e pré-candidato a prefeito de Campo Mourão, Rodrigo Salvadori (PP) lembrou da importância de Frank Silva para o desenvolvimento da imprensa paranaense, destacando que O Diário era uma força nos meios de comunicação, atingindo toda a região. "A perda de Frank é um abalo para toda a comunidade regional. Nossos sentimentos, em Campo Mourão, a toda sua família pela perda", disse Salvadori, ao Café.

Em nota oficial, o Legislativo municipal lembrou que Frank Silva, natural de Limeira (SP), foi agraciado em 2012 com o título de comendador da Ordem do Pinheiro do Paraná, além de ter sido homenageado pela Câmara, em 2002, com o título de cidadão benemérito de Maringá. No mesmo ano, foi eleito Empresário do Ano pela Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim).


De acordo com o Gabinete da Presidência da Câmara, Frank Silva será velado nesta segunda (14), a partir das 10 horas, no plenário da Casa. Haverá controle de público por conta da pandemia do novo coronavírus. O sepultamento será às 16 horas, no Cemitério Municipal de Maringá. Frank Silva deixa a esposa, Patrícia Vieira da Silva, além de quatro filhos e três netos.

O Diário

Fundado em 1974, O Diário do Norte do Paraná teve sua falência decretada pela Justiça em abril de 2019, após insucesso na tentativa de recuperação judicial. Frank também foi dono da Rádio Cultura AM, que também teve sua sede na Avenida Mauá, na Zona 3 de Maringá, onde ficava O Diário.


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Exclusão de Ana Lúcia do pleito sem justificativa pode custar caro ao PDT

13/09/2020_

Café com Jornalista – As convenções partidárias, que precisam ser realizadas até a próxima quarta (16), tiveram como destaque negativo em Maringá, até o momento, a exclusão da professora Ana Lúcia Rodrigues (PDT). A decisão arbitrária e sem justificativa razoável foi tomada na convenção da legenda, na sexta (11), numa churrascaria na Avenida Brasil.

Nas eleições municipais, os partidos políticos podem registrar até 23 candidatos. O PDT de Maringá escolheu 22, rejeitando o nome de Ana Lúcia mesmo havendo vaga disponível. A decisão gerou uma imagem negativa ao partido – pelo qual o prefeito Ulisses Maia (hoje no PSD) foi eleito – e desencadeou uma avalanche de críticas.

Ana Lúcia Rodrigues. Café com Jornalista
Ana Lúcia Rodrigues falou sobre o episódio em vídeo, assista
Para especialistas ouvidos pelo Café, a exclusão de Ana Lúcia do pleito pode comprometer as chances de o PDT atingir o quociente eleitoral – o que deixaria a legenda sem representantes na Câmara Municipal, incluindo o atual vereador Odair Fogueteiro (PDT). Isso ocorreria por dois motivos: 1) Ana Lúcia tem um potencial alto de votação, e os votos dela poderão fazer falta; 2) A repercussão negativa do fato pode desgastar a sigla junto ao eleitorado. 


Para o jornalista Messias Mendes, do Jornal do Povo, o PDT "deu um tiro no pé" ao impedir a candidatura de Ana Lúcia. "Ninguém mais do que ela conhece os problemas da cidade, principalmente as mazelas  sociais que tanto combateu como coordenadora do Observatório das Metrópoles", disse Mendes. "Não sei as razões [do partido], mas nada justificaria um partido abrir mão de quadro tão qualificado como este", acrescentou.

Na opinião do jornalista Angelo Rigon, a postura do PDT de Maringá comprometeu o processo democrático e decepcionou os filiados brizolistas. "O caso da exclusão da professora Ana Lúcia Rodrigues é o caso mais gritante, mas outros pré-candidatos quase ficaram de fora. Ao que parece, a direção estadual pedetistas fez um péssimo negócio ao mudar o comando do partido, que tem inexperiência com as democráticas atividades partidárias", escreveu o jornalista.

Além do trabalho no Observatório, a pré-candidata excluída tem uma carreira ilibada como professora e pesquisadora da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Na política, foi candidata a vice-prefeita pelo PCdoB em 2016 e, atualmente, é uma das principais vozes do movimento suprapartidário "Mais Mulheres no Poder", que visa a conquistar uma bancada feminina na Câmara de Maringá.


Por conta de sua liderança no movimento, parte das críticas feitas ao PDT nas redes sociais classificou a decisão do partido, comandado em Maringá pelo vice-reitor da UEM Ricardo Dias Silva, como misógina e machista. "PDT de Maringá, homens, do que vocês têm medo? Não vamos nos calar", escreveu a jornalista Valdete da Graça. 

Mobilização

A decisão arbitrária do PDT gerou reações na cidade. Em nota de repúdio, o "Movimento Mais Mulheres no Poder", composto por 89 pré-candidatas de 16 partidos, convocou um ato pelo direito de candidatura de Ana Lúcia. A manifestação ocorrerá neste domingo (13), às 10h30, em frente à Câmara Municipal. 


Outra nota partiu da Executiva Municipal da Rede Sustentabilidade, partido que em Maringá conta com o vereador Flávio Mantovani. Segundo a legenda, o município perde com a ausência da professora doutora da UEM no pleito.

"A Rede vem manifestar sentimento de tristeza pelo impedimento sofrido pela professora Ana Lúcia Rodrigues em participar das eleições municipais como candidata a vereadora. A professora Ana Lúcia é reconhecidamente uma relevante estudiosa e militante na área de políticas públicas e direitos humanos, com importantes contribuições prestadas à sociedade local", diz trecho da nota da Rede. 
Na mesma página utilizada para a convocação dos filiados à convenção partidária, o PDT de Maringá ainda não se manifestou publicadamente sobre a decisão de tirar de Ana Lúcia o direito de ser candidata.

Chamada para a manifestação deste domingo (13)

Quociente eleitoral

Neste período de convenções, os partidos vão escolher candidatos que, em tese, sejam capazes de ajudar a legenda a atingir ao menos 10% do quociente eleitoral, que é total de votos válidos (excluídos nulos e brancos) dividido pelo número de cadeiras em disputa. Pela regra, além de estar numa chapa que atinja o quociente, o candidato precisará ultrapassar a marca dos 10%.


Em 2016, o quociente em Maringá foi de 12.619 votos. Isso significa que não adianta o partido ter um candidato que faça 6.000 votos se os demais integrantes da chapa não somarem outros 6.000 ou mais. Nessa lógica, a perda de Ana Lúcia pode custar caro ao PDT nestas eleições. 




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