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segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Reta final da CPI da Pandemia tem oitiva e investigação de suposta perda de R$ 400 mil

10/08/2020_

Café com Jornalista – A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as compras da Secretaria de Saúde de Maringá, nos últimos 12 meses, entra em sua reta final com duas pautas de destaque: uma nova oitiva e a investigação de uma suposta perda de R$ 400 mil por compras acima do valor de mercado.

Biatto na CPI da Saúde.
O secretário Jair Biatto em oitiva na CPI da Pandemia – assista
Apesar de alguns vereadores terem se apressado em dizer, em entrevistas à imprensa, que a CPI da Pandemia não havia encontrado licitações com valores acima do mercado, a investigação acabou se deparando com dois casos. Na compra dos dois insumos sob suspeita, o valor pago pela Prefeitura teria superado o preço da iniciativa privada em cerca de R$ 400 mil.

"Ainda estamos fazendo pesquisa para verificar se esses dois insumos, de fato, foram comprados a maior por razões que merecem outro tipo de investigação, do Ministério Público", disse o vereador Sidnei Telles (Avante), relator da CPI da Pandemia.
De acordo com dados levantados pela CPI, a Prefeitura teria adquirido o medicamento Metilfenidato Cloridrato 10mg (comprimido) por R$ 936.156,10. Pelo valor de mercado, na média de três cotações, o preço seria de 591.256,48 – uma diferença de 58,3% pagos pelo estimulante do sistema nervoso central. "Só nesse produto, tivemos um valor a maior de R$ 344.899,61", comentou Telles.


Na aquisição do antialérgico Memotasona Furoato 0,05% (suspensão nasal), a diferença encontrada pela CPI doi de R$ 66.480,26. "Somando os dois, temos R$ 400 mil a maior do que o valor de mercado", disse o relator da comissão, ao apresentar os dados ao secretário municipal de Saúde, Jair Biatto, na oitiva realizada na última terça (4). 

Sobre os supostos gastos acima do valor de mercado, nos dois medicamentos citados, Biatto explicou que é necessário entender a compra toda, que incluiu vários itens. Segundo ele, fazendo essa comparação, o pregão representou preço menor do que o praticado pelo próprio consórcio de Saúde do Paraná. 

"É claro que R$ 400 mil sempre deve ser considerado, mas quando comparamos nossas compras da atenção básica, quando se compara com o próprio consórcio de Saúde do Estado do Paraná, nós economizamos no mesmo período R$ 900 mil", respondeu Biatto.
A confirmação ou não da suspeita sobre os dois medicamentos deve ocorrer dentro de duas ou três semanas. Nesse esse prazo, diz Telles, deve ser entregue o relatório final da CPI. Uma prorrogação do prazo de investigação, no entanto, não está completamente descartada.




Oitiva

Na reunião desta terça (11), às 15h, a CPI da Pandemia ouvirá o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Carlos Roberto Rodrigues. A última oitiva prevista pela comissão deve retomar o assunto das duas compras, com a suposta perda de R$ 400 mil.

Aberta em 26 de maio, a CPI foi motivada pela polêmica fala de Biatto de que o município paga até três vezes mais que a rede privada por determinados produtos e que isso seria "normal". Além de Telles, são membros da comissão os vereadores Flávio Mantovani (Rede), como presidente, Alex Chaves (MDB), Mário Verri (PT) e Onivaldo Barris (PSL) – que substituiu Chico Caiana (PTB), que morreu no mês passado.

 Silvio Barros pode repetir roteiro eleitoral de João Paulino


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Silvio Barros pode repetir roteiro de João Paulino em incrível coincidência eleitoral

10/08/2020_

Café com Jornalista – A disputa entre o prefeito Ulisses Maia (PSD) e o ex-prefeito Silvio Barros (PP) – considerados por especialistas como favoritos nas eleições deste ano – pode resultar numa incrível coincidência de fatos eleitorais. Tudo dependerá do resultado do pleito.

Ex-prefeitos João Paulino e Silvio Barros. Café com Jornalista
Ex-prefeitos de Maringá João Paulino e Silvio Barros – clique na imagem para ver a galaria
Caso obtenha êxito nas Eleições 2020, Silvio Magalhães Barros II repitirá um roteiro do ex-prefeito João Paulino Vieira Filho, quase 40 anos depois. A comparação é fruto das pesquisas do historiador político da Universidade Estadual de Maringá (UEM) Reginaldo Dias.

Terceiro prefeito de Maringá, João Paulino foi eleito em 1960, cumprindo seu primeiro mandato até 1964. Como lembra o historiador, ele fez sucessor – Luiz Moreira de Carvalho, que governou de 1965 a 1968 – e, na eleição seguinte, foi derrotado para um talentoso advogado: Adriano José Valente, prefeito de 1969 a 1972. João Paulino voltou a se candidatar em 1976, obtendo êxito.


E o que Silvio Barros tem a ver com João Paulino? Segundo Dias, há um paralelo no mínimo curioso entre os dois ex-prefeitos. Ambos terminaram o mandato com boa avaliação, fizeram sucessor e, de volta ao pleito, figurando como favoritos, foram derrotados nas urnas por advogados talentosos. 

"Em 2016, Silvio Barros tinha sido um prefeito bem avaliado, tinha feito o sucessor [Roberto Pupin], era considerado favorito, mas perdeu eleição para um advogado talentoso, o Ulisses Maia. De modo que, se o Silvio Barros tiver sucesso na tentativa de voltar à Prefeitura, ele vai repetir mais ou menos o roteiro do João Paulino", comenta Reginaldo Dias.
A história, porém, revela que o maringaense não tem o hábito de reconduzir ex-prefeitos cargo. Além de João Paulino, isso só ocorreu uma outra vez, com Said Felício Ferreira. Prefeito de 1983 a 1988, Said voltou a governar Maringá de 1993 a 1996. "Nossa história mostra que há essa dificuldade [de retorno ao cargo]", diz o historiator.


Em seu favor, Silvio tem o fato de ter sido o único prefeito reeleito de Maringá. Se o roteiro será reescrito ou não, só o tempo dirá. Por conta da pandemia do novo coronavírus, o primeiro e o segundo turno das Eleições 2020 foram adiados para os dias 15 e 29 de novembro.

 Reedição de 2º turno entre Ulisses e Silvio é cenário mais provável



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Mercado financeiro projeta queda de 5,62% na economia este ano

10/08/2020_

Kelly Oliveira, Agência Brasil – A previsão do mercado financeiro para a queda da economia brasileira este ano foi ajustada de 5,66% para 5,62%. A estimativa de recuo do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – está no boletim Focus, publicação divulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Banco Central. Café com Jornalista
Previsão de queda foi ajustada de 5,66% para 5,62% – Foto: Marcello Casal/Agência Brasil
Para o próximo ano, a expectativa é de crescimento de 3,50%, a mesma previsão há 11 semanas consecutivas. Em 2022 e 2023, o mercado financeiro continua a projetar expansão de 2,50% do PIB.


Inflação

As instituições financeiras consultadas pelo BC mantiveram a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 1,63%, neste ano. Para 2021, a estimativa de inflação permanece em 3%, há oito semanas consecutivas. A previsão para 2022 e 2023 também não teve alteração: 3,50% e 3,25%, respectivamente.


A projeção para 2020 está abaixo do piso da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%.

Para 2021, a meta é 3,75%, para 2022, 3,50%, e para 2023, 3,25%, com intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, em cada ano.

Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 2% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).


Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic encerre 2020 em 2% ao ano. Para o fim de 2021, a expectativa é que a taxa básica chegue a 3% ao ano. Para o fim de 2022, a previsão é 4,9% ao ano e para o final de 2023, 6% ao ano.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Entretanto, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.


Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.


Dólar

A previsão para a cotação do dólar permanece em R$ 5,20, ao final deste ano. Para o fim de 2021, a expectativa é que a moeda americana fique em R$ 5.

 Relembre os decretos municipais de Maringá na pandemia


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