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quinta-feira, 2 de julho de 2020

Cafeinado: Recorde de mortes por covid-19 no PR demonstra que quarentena é necessária

02/07/2020_

A onda de abertura das atividades econômicas, com o fim de medidas restritivas antes mesmo de superado o pico da pandemia, cobra agora sua "fatura" no Paraná. E em se tratando do novo corovanírus (covid-19), essa fatura é cobrada com a perda de vidas.

De acordo com o boletim da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), divulgado nesta quinta (2), o Paraná registrou em 24 horas recordes de novos casos (+2.060) e de mortes pela covid-19 (+44). No total, já foram registrados 26.024 casos e 693 óbitos no Estado. O vírus já chegou a 90% dos 399 municípios paranaenses.

Governador Ratinho Junior. Café com Jornalista
Governador do Paraná, Ratinho Junior – Foto: AEN

Quarentena

É nesse preocupante cenário que se deu a decisão do governador Ratinho Junior (PSD) e da equipe técnica que o assessora de decretar quarentena nas sete regionais de saúde onde a situação é mais grave, com maior índice de contágio e alta taxa de ocupação dos leitos de UTI para pacientes com a covid-19. Sem as medidas restritivas, a situação no Paraná pode desandar para o caos vivido em outros Estados.

Economia 

Ratinho Junior poderia ter tomado essa decisão antes? Sim, mas com severas consequências. A escolha de quais atividades fechar, onde e quando decretar medidas mais restritivas é uma decisão bastante delicada. Nos setores que mais padecem com a crise, uma nova rodada de isolamento social pode significar a sepultura de muitos negócios. É uma linha tênue entre a vida e o emprego. 

CPF x CPNJ

É aí que entra o Estado. Se o CPF não pode valer menos que o CNPJ – sob o argumento de que empresas podem se reeguer e empregos podem ser gerados novamente, mas só se pode morrer uma vez – os governos precisam agir para dar garantias aos setores mais prejudicados. Não dá para simplesmente abrir as portas e fingir que o vírus não está aí, matando aos montes. Também não dá para largar as empresas, que geram empregos, à própria sorte. 

Dificuldade

Para piorar, os governadores têm encontrado pouquíssimo suporte de um governo federal inerte e totalmente despreparado para enfrentar a maior crise humanitária em cem anos. Antes de o bolsonarista assíduo reclamar da crítica, uma pergunta: quando é que o Brasil ficou sem ministros da Educação e da Saúde ao mesmo tempo? Na gestão de Jair Bolsonaro (sem partido) viramos motivo de piada no exterior.

Charge

Bolsonaro e Decotelli. Café com Jornalista
Relembre aqui o imbróglio do currículo fake de Decotelli

Maringá I

Para a crítica séria, o prefeito Ulisses Maia (PSD) cometeu alguns erros no combate à covid-19, o que era esperado numa crise sem precedentes. Errou, como na falta de um amplo diálogo antes dos primeiros decretos, mas acertou mais que a maioria dos prefeitos ao ter tido coragem de agir logo no início da pandemia. Resultado: a situação de Maringá, em relação ao coronavírus, é menos preocupante que na maioria das cidades do Estado.

Maringá II

Ao contrário das 134 cidades paranaenses enquadradas no decreto do governo do Estado, Maringá mantém uma taxa de ocupação dos leitos de UTI (49%) e de enfermaria (29%) para pacientes com a covid-19 que permite à cidade manter, por exemplo, o comércio aberto. Cabe à população fazer sua parte nas medidas de prevenção, como o distanciamento social e o uso de máscara, para que um lockdown não seja necessário.


Maringá x Londrina

De acordo com boletins divulgados pelas secretarias municipais de Saúde, nesta quinta (2), a Cidade Canção teve 58 novos casos de covid-19, mantendo-se com 18 óbitos (veja mais). Londrina teve 24 novos casos e uma morte, mas já são 83 vítimas fatais nesta pandemia (4,6 vezes mais que Maringá). Por isso, muita gente ficou surpresa ao saber que o prefeito londrinense, Marcelo Belinati (PP), questionou o fato de Londrina estar listada na quarentena do Estado e Maringá, não.

Recurso

Belinati questinou a decisão do governo do Estado, na quarta (1º), em live feita em seu gabinete. Segundo ele, Londrina vai entrar com recurso junto à Sesa, solicitando a revisão das medidas restritivas impostas ao município. O prefeito quer que seja revista a interpretação dos índices da covid-19 na cidade. Leia mais aqui

Livro Orfeu & Violeta. Amazon. Luiz Fernando Cardoso. Café com Jornalista

Eleições

A notícia do dia na política foi o adiamento das eleições do primeiro e último domingo de outubro para os dias 15 e 29 de novembro. Houve resistência do Centrão, mas PEC acabou sendo aprovada pela Câmara dos Deputados sem alterações em relação ao texto do Senado. Assim, a emenda à Constituição pôde ser promulgada já nesta quinta.

Câmara

A mudança na data das eleições repercutiu na Câmara de Maringá. No pequeno expediente, o vereador Mário Verri (PT) aprovou a decisão do Congresso. "Era uma necessidade essa mudança. Precisamos disso porque estamos vivendo uma pandemia, e o momento ainda não é de discutir eleição", disse. A emenda à Constituição, como lembrou Verri, adia outras datas do calendário eleitoral (saiba mais aqui).  

LDO 2021

A Câmara de Maringá aprovou na sessão desta quinta (2), por 13 votos favoráveis, o projeto referente à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2021. A receita total do município prevista para o ano que vem é de R$ 1,742 bilhão. O projeto será votado em segunda discussão na terça (7).




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Congresso promulga emenda constitucional que adia eleições municipais para novembro

02/07/2020_

Carol Siqueira, Câmara – As Mesas da Câmara do Deputado e do Senado Federal promulgaram, nesta quinta (2), a proposta que adia as eleições municipais para novembro por conta da pandemia do novo coronavírus (covid-19). De acordo com a Emenda Constitucional 107, os dois turnos serão realizados nos dias 15 e 29 de novembro – as datas anteriores eram 4 e 25 de outubro.

Clique aqui para ver as novas datas do Calendário Eleitoral, de acordo com a PEC. Café com Jornalista
Clique aqui para ver as novas datas do Calendário Eleitoral, de acordo com a PEC
O Congresso poderá fixar novas datas em cidades com muitos casos da covid-19 a pedido da Justiça Eleitoral, mas as eleições não poderão ultrapassar a data limite de 27 de dezembro para assegurar que não haverá prorrogação dos atuais mandatos. A data da posse permanecerá a mesma: 1º de janeiro de 2021.

A Emenda também adia todas as etapas do processo eleitoral de 2020. A propaganda eleitoral, por exemplo, terá início em 26 de setembro, inclusive na internet. Naquela altura, as convenções partidárias já terão ocorrido, entre 31 de agosto e 16 de setembro.

Negociação

As regras foram negociadas com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que, desde o início da pandemia, discutiu o adiamento das eleições para evitar aglomerações e garantir o processo democrático. A Emenda Constitucional é resultado da PEC 18/20, do senador Randolfe Rodrigues, que foi votada em duas semanas pelas duas Casas legislativas.

Livro Orfeu & Violeta. Amazon. Luiz Fernando Cardoso. Café com Jornalista

Outros pontos

A PEC 18/20 contém outros pontos importantes. Os principais são:
  • Os prazos de desincompatibilização vencidos não serão reabertos;
  • Outros prazos eleitorais que não tenham transcorrido na data da promulgação da PEC deverão ser ajustados pelo TSE considerando-se a nova data das eleições;
  • Os atos de propaganda eleitoral não poderão ser limitados pela legislação municipal ou pela Justiça Eleitoral, salvo se a decisão estiver fundamentada em prévio parecer técnico emitido por autoridade sanitária estadual ou nacional;
  • A prefeitura e outros órgãos públicos municipais poderão realizar, no segundo semestre deste ano, propagandas institucionais relacionadas ao enfrentamento da pandemia de covid-19, resguardada a possibilidade de apuração de eventual conduta abusiva, nos termos da legislação eleitoral.
A cerimônia contou com a participação do presidente do TSE, ministro Luis Roberto Barroso.

 Hospital Municipal recebe 20 respiradores do Ministério da Saúde



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Vacinação contra gripe atinge 83% da meta em Maringá e 30 mil doses restantes são liberadas a todos os públicos

02/07/2020_

Com PMM – Com a sobra de vacinas após a imunização dos grupos prioritários, a vacinação foi liberada pela Prefeitura de Maringá, a partir desta quinta (2), a todos os públicos. Esse procedimento do município segue recomendação do Ministério da Saúde.

Vacinação contra a gripe em Maringá – Foto: Thiago Louzada/PMM
Iniciada em 23 de março, a campanha atingiu 83% da meta em Maringá. Foram vacinadas mais de 120 mil pessoas, quase a metade de idosos: cerca de 55 mil.

Foram imunizados, ainda, quase 30 mil pessoas com doenças crônicas, pouco mais de 14 mil crianças (entre 6 meses e 6 anos), 668 funcionários do sistema prisional, 4.683 professores, 2.004 gestantes e 530 puérperas (mulheres no resguardo do pós-parto).


Segundo a Prefeitura, as 30 mil doses restantes serão aplicadas nas 27 UBSs, incluindo a UBS Mandacaru, que foi transformada em unidade de pronto atendimento (UPA) para enfrentamento da pandemia do coronavírus, mas que agora retorna o atendimento como unidade básica. 

Para tomar a vacina é preciso comparecer à unidade de saúde munido de carteirinha de vacinação e documentos pessoais. O uso de máscara é obrigatório.


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