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segunda-feira, 15 de junho de 2020

Após críticas da imprensa, Fundo Covid causa atrito entre vereadores

15/06/2020_

Por conta da repercussão na imprensa – com destaque para a crítica feita pelo apresentador Salsicha, do Balanço Geral (RICTV Record) –, o Fundo Covid tem causado atrito entre alguns vereadores. A bronca, que já ocorria nos bastidores, foi parar no plenário da Câmara, na sessão da última terça-feira (9).

Vereador Sidnei Telles. Café com Jornalista
Sidnei Telles foi o primeiro signatário da lei do Fundo Covid – Foto: reprodução
Na tribuna, Odair Fogueteiro (PDT) e Chico Caiana (PTB) atribuíram o projeto a Sidnei Telles (Avante), que não tem agradado alguns de seus pares ao cobrar do município a divulgação de quem tem feito doações ao Fundo Covid. O fundo é nominal, como diz a lei, mas o Café já apontou que tem faltado transparência na divulgação dos dados

Veja o que já foi publicado no Café sobre o Fundo Covid

Naquela sessão, Fogueteiro disse que, desde o início, deixou claro que continuaria a ajudar as igrejas que frequenta. Segundo o vereador, as doações que ele faz mensalmente superam em "cinco ou seis vezes" a diferença do reajuste dos subsídios. "Estamos fazendo as nossas contribuições", comentou.

Para Caiana, estaria faltando a compreensão de que cada vereador tem sua própria forma de trabalhar, e que todos fazem suas doações de alguma forma. "O vereador [Telles] entendeu que [o fundo] era importante. Ele tem suas razões, e votamos o projeto do vereador", disse.

Em réplica, Telles lembrou que a Lei 11.066/2020, sancionada em 14 de abril, teve como autores todos os 15 vereadores, sendo ele o primeiro signatário. "Ninguém pode alegar que eu fiz um ato eleitoreiro, porque todos decidiram fazer a lei juntos", disse. "Mas os vereadores têm o direito de fazer o que quiser com o reajuste", acrescentou.


Ainda segundo Telles, o fundo não se limita aos vereadores, podendo receber doações do prefeito, vice, secretários, servidores, empresários, entre outros. Os valores doados serão destinados exclusivamente ao combate do novo coronavírus (covid-19), com fiscalização do Tribunal de Contas.

Contexto

Para entender melhor a bronca, é necessário compreender o contexto da criação do Fundo Covid pela Câmara de Maringá. A aprovação, por unanimidade, ocorreu em 31 de março, após duras críticas da população ao reajuste de 4,3% dos subsídios dos vereadores, prefeito, vice-prefeito e cargos comissionados, em meio à pandemia. A reposição da inflação seguiu a data-base dos servidores municipais.

Livro Orfeu & Violeta. Amazon. Luiz Fernando Cardoso. Café com Jornalista

As críticas foram tantas que o presidente da Câmara, Mário Hossokawa (PP), chegou a cogitar a revogação do reajuste dos subsídios. Após orientação do jurídico da Casa, de que os vereadores incorreriam em improbidade administrativa, a ideia da revogação foi abandonada

A alternativa encontrada pelos edis foi a criação do Fundo Covid para que eles pudessem rapassar o valor mensal referente ao reajuste de 4,3%. No momento da votação, nenhum dos vereadores se opôs à proposta. Na teoria, a contribuição de todos cargos eletivos para o fundo poderia angariar mais de R$ 78 mil até o fim do ano. Destarte, a aprovação da lei acabou acalmando os ânimos da população.


Passados mais de dois meses, a lei corre o risco de não pegar por falta de transparência. A população ainda não tem como saber quem doou ou não e quanto, exatamente, o fundo arrecadou até o momento. Telles apresentou um segundo requerimento, cobrando a publicação dessas informações no site da Prefeitura. Em parte, o atrito entre os vereadores se deve a esse requerimento.

Imprensa

No início do mês, o apresentador informou que os depósitos para o Fundo Covid, segundo dados da assessoria de comunicação da Prefeitura de Maringá, somavam apenas R$ 1.026,64. Salsicha fez duras críticas aos parlamentares, ao prefeito Ulisses Maia (PSD) e ao vice-prefeito Edson Scabora (MDB). O vereador Carlos Mariucci (PT) reagiu às críticas, que repercutiram na imprensa local. 

"É uma vergonha para nossas autoridades. Depois, vão querer falar pra mim que são bons de coração para ajudar o povo. Tudo conversa fiada", disparou Salsicha. "Se três vereadores tivessem depositado o valor [do reajuste], em uma vez [em um único mês], já daria isso [R$ 1.026,64]", acrescentou.


Nesta terça-feira, às 9h30, a Câmara Municipal tem sua primeira sessão ordinária após o feriadão de Corpus Christi. A pauta conta com sete projetos de lei e 11 requerimentos. A sessões têm transmissão ao vivo pela TV a cabo e pelo canal da Câmara no YouTube.



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'Tendência é voltar à normalidade a partir da 1ª semana de julho', diz Ulisses

15/06/2020_

Na iminência da publicação de um novo decreto, que pode determinar o fechamento dos bares por 15 dias, a Prefeitura de Maringá já trabalha com a possibilidade de uma volta à normalidade a partir da primeira semana de julho. Segundo o prefeito Ulisses Maia (PSD), a confirmação desse cenário otimista "vai depender do comportamento das pessoas".

Ulisses no programa Band Entrevista. Café com Jornalista
Ulisses no programa Band Entrevista, no sábado (13) – Foto: Reprodução
Essa expectativa da Prefeitura foi apresentada por Ulisses ao jornalista Milton Ravagnani e ao comunicador Beija-Flor. A entrevista para a TV Maringá (Band) foi ao ar no início da noite de sábado (13). A fala sobre a "volta à normalidade" foi dita no último bloco.


De acordo com o prefeito, estudos constantes estão sendo feitos pela equipe técnica da Prefeitura para balizar as tomadas de decisões, como a reabertura das atividades econômicas, por exemplo. Se a população colaborar, disse Ulisses, o pico da contaminação já terá passado em julho. 

Se não colaborar, novas medidas restritivas não estão descartadas. "A flexibilização vai depender do comportamento das pessoas, porque muita gente está fazendo aglomeração, sem usar máscara [obrigatória na cidade]. Essas pessoas estão prejudicando aquelas que estão se sacrificando", comentou Ulisses.


Questionado sobre a baixa testagem, Ulisses explicou que não há como testar toda a população, nem em Maringá nem em outras cidades do Brasil. Segundo ele, pessoas que tiveram contato com casos confirmados só são testados se tiverem sintomas da covid-19. 

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A Prefeitura já adquiriu 5.000 testes da iniciativa privada e da Universidade Estadual de Maringá (UEM), e outros 2.000 testes estão sendo comprados. Esse montante é considerado insuficiente. Em reunião com o prefeito, nesta segunda (15), médicos sugeriram a testagem em massa da população




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Médicos sugerem união contra a covid-19 e testagem em massa da população

15/06/2020_

Com PMM – Um grupo de médicos entregou ao prefeito Ulisses Maia (PSD), na manhã desta segunda (15), um documento de nove páginas com sugestões para o enfrentamento do novo coronavírus (covid-19) em Maringá. Realizada no Paço Municipal, a reunião também contou com a presença do vice-prefeito, Edson Scabora (MDB); do presidente da Câmara, Mário Hossokawa (PP); e de representantes da sociedade civil.

Reunião entre Ulisses Maia e médicos sobre a covid-19. Café com Jornalista
Reunião no Paço Municipal, nesta segunda (15) – Foto: Aldemir de Moraes/PMM
Entre outras medidas preventivas, os médicos sugeriram a testagem em massa da população. Essa estratégia foi aplicada em países como a Nova Zelândia, que também apostou no lockdown. Sob o comando da primeira-ministra Jacinda Ardern, o país da Oceania erradicou o coronavírus, voltando à normalidade após 17 dias sem nenhum novo caso da covid-19. 

"Precisamos estar juntos. A Prefeitura não pode fazer tudo sozinha para quebrar ciclo da doença", disse o médico Afonso Shiozaki, ao comentar o boletim da covid-19, apresentado na reunião pelo diretor de Vigilância em Saúde, Eduardo Ribeiro. 
No fim de semana, considerando os boletins de sábado e domingo, Maringá registrou 50 novos casos de covid-19. No total, a cidade já confirmou 791 contágios pela doença, dos quais 400 já venceram o vírus e 11 vieram a óbito.


O avanço do coronavírus em Maringá tem preocupado classe médica. Segundo Shiozaki, a cidade está em situação de risco alto da doença. No início de junho, a taxa de ocupação dos leitos de UTI chegou nos 60%, com a taxa de positividade dos casos (número de casos em relação à quantidade de testes) em torno dos 30% (era de 12,5% no fim de maio).

Ao fim da reunião, Ulisses anunciou que, esta semana, sairá novo decreto com medidas de prevenção. Entre elas sobre estabelecimentos noturnos, transporte coletivo, prestadores de serviços. Segundo a Prefeitura, há uma nova negociação com igrejas e academias.


É possível que o novo decreto, esperado para esta segunda ou terça, determine que os ônibus do transporte coletivo circulem apenas com passageiros sentados. Bares devem fechar por 15 dias, conforme antecipou reportagem da rádio CBN

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Reunião

Participaram da reunião hoje secretários municipais, Câmara de Vereadores, Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim), Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Maringá (Sindimetal), Sindicato dos Lojistas do Comércio e do Comércio Varejista de Maringá e Região (Sivamar), Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap), Sindicato Estabelecimentos Particulares de Ensino Noroeste Paraná (Sinepe), Sindicato da Indústria da Construção Civil no Paraná (Sinduscon), instituições de ensino e médicas, entre outros. 


O evento teve medidas de prevenção como distanciamento, álcool em gel à disposição, todos com máscara de proteção, entre outros.



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