"Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade" George Orwell

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Cafeinado: Com Bolsonaro, Brasil se parece cada vez mais com a Venezuela

15/05/2020_

A saída do médico oncologista Nelson Teich do Ministério da Saúde, após menos de um mês no cargo, tem uma motivação óbvia: é impossível conciliar a ciência com as vontades do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O pedido de demissão ocorreu após o últimato do Planalto para o uso amplo da cloroquina. 

Fica cada vez mais evidente que apenas na Terra plana há alguma chance de Bolsonaro dar certo na condução da crise humanitária e econômica causada pelo novo coronavírus (covid-19). O pior é que as ações do presidente brasileiro lembram a de outro líder sul-americano: o presidente venezuelano Nicolás Maduro. A comparação não é exagerada, vejamos.

Os presidentes da Venezuela e do Brasil: Maduro e Bolsonaro

Bolsonaro

O presidente do Brasil vinha pressionado Teich a alterar o protocolo para o uso da hidroxicloroquina, autorizando o uso do medicamento também em pacientes com quadros leves e moderados da covid-19. Essa autorização depende da assinatura do ministro da Saúde. Ao perceber que seu pedido não seria atendido, Bolsonaro havia decidido "fritar" seu ministro, porém, foi surpreendido com um pedido repentino de demissão. Teich tem um nome a zelar como médico.

Maduro

Em um tuíte, o presidente da Venezuela escreveu: "Parabenizo os cientistas da saúde de nosso país, que trabalham de boa fé e amor para proteger a saúde das pessoas. Com eles, avançamos na produção de difosfato de cloroquina, um medicamento eficaz para o tratamento contra a covid-19. Sim, nós podemos Venezuela!" Para o sofrimento ainda maior dos venezuelanos, Maduro não tem sobre seu governo os freios democráticos que, por exemplo, impedem Bolsonaro de causar estragos ainda maiores. 

Ciência I

Ambos aconselhados por lunáticos, tanto Bolsonaro quanto Maduro falam em cloroquina baseados no puro achismo. Evidências científicas não valem para negacionistas. Os dois presidentes defendem cegamente um medicamento com efeitos colaterais preocupantes, como problemas cardíacos, sem qualquer amparo científico. Ao menos no que diz respeito à pandemia do coronavírus, o Brasil nunca se pareceu tanto com a Venezuela. 

Ciência II

Dois estudos recentes, publicados na renomada revista científica The BMJ, do Reino Unido, apontaram que não há evidências de que o uso da hidroxicloroquina ajude pessoas com covid-19, incluindo pacientes com o quadro leve da doença. Outros estudos já haviam apontado que a hidroxicloroquina e a azitromicina não reduziram mortes e intubações pela covid-19 – veja os detalhes aqui.

Suécia

Com informações equivocadas, Bolsonaro passou a citar a Suécia como exemplo de combate ao coronavírus. O país, que não adotou o lockdown, tem os piores números de covid-19 entre os escandinavos. Pois bem, até mesmo a Suécia suspendeu o uso da cloroquina, e isso se deu há mais de um mês (leia aqui). 

Meme 

Moro, Teich e Mandetta

Contaminação

O Brasil registrou, nesta sexta (15), 15.305 novos casos da covid-19. Esse foi o maior número registrado em 24 horas, desde o início da pandemia. Agora, já são 202.918 casos confirmados da doença nos 26 Estados e no Distrito Federal. Os dados do Ministério da Saúde mostram o quanto o coronavírus está fora de controle no país.

Mortes

O Brasil teve 824 novos registros de mortes nas últimas 24 horas, chegando a 14.817 óbitos no total. Os Estados com mais de cem mortes são: São Paulo (4.501), Rio de Janeiro (2.438), Ceará (1.476), Pernambuco (1.381), Amazonas (1.331), Pará (1.145), Maranhão (496), Bahia (281), Espírito Santo (260), Alagoas (187), Paraíba (170), Minas Gerais (146), Rio Grande do Sul (126), Rio Grande do Norte (122), Paraná (120) e Amapá (103).

Bom exemplo

O Enem 2020 está previsto para novembro deste ano. Se essa data for mantida, os estudantes de baixa renda, que estão sem aulas e não têm condições de estudar em casa, serão os mais prejudicados. Para esse público, a jornalista Kamilla Yohanna, oriunda da rede pública de ensino, dispõe-se a ajudar gratuitamente, tirando dúvidas de português e redação. Um belo exemplo da assessora de imprensa da Prefeitura de Maringá e ex-repórter de O Diário. 

F1 2020

F1
Belo tema de abertura da F1, que em 2020 completa 70 anos

Fórmula 1

Tem mais alguém aí ansioso pelo retorno da principal categoria do automobilismo mundial? Eu estou, e sigo acompanhando as novidades nesta pausa forçada pelo novo coronavírus. Uma das boas novas é que o tradicional circuito de Silverstone, na Inglaterra, terá duas corridas com portões fechados, em 26 de julho e 2 de agosto. Havia o risco de o GP não ocorrer por causa da covid-19.

Ferrari

Outra novidade é a dança das "cadeiras" para 2021, promovida pelo alemão Sebastian Vettel, que não renovou com a Ferrari. O cockpit será ocupado pelo espanhol Carlos Sainz, da McLaren. Para sua vaga, a equipe inglesa terá Daniel Ricciardo, da Renault. O posto do australiano pode vir a ser ocupado pelo bicampeão Fernando Alonso. O espanhol deseja voltar à F1. 

Brasileiros

Há a expectativa de que o Brasil volte a estar representado na Fórmula 1, ano que vem. Os brasileiros mais próximos de um cockpit na F1 são Sérgio Sette Câmara e Pietro Fittipaldi, pilotos de testes da Scuderia AlphaTauri (equipe B da Red Bull) e da equipe Hass, respectivamente. Na Fórmula 2, o maringaense Felipe Drugovich é uma aposta para o futuro.   

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Sinttromar entrega pautas do transporte coletivo ao prefeito Ulisses Maia

15/05/2020_

Em reunião no Paço Municipal, na quarta-feira (13), dirigentes do Sindicato dos Motoristas Rodoviários de Maringá (Sinttromar) entregaram ao prefeito Ulisses Maia (PSD) pautas referentes aos trabalhadores da TCCC (transporte urbano) e Cidade Verde (metropolitano). O sindicato pede o cumprimento do acordo coletivo.

Reunião do Sinttromar com o prefeito Ulisses Maia
Reunião do Sinttromar com o prefeito Ulisses Maia – Foto: Divulgação
"O primordial é a garantia de todos os direitos previstos no acordo coletivo de trabalho [ACT]", explica o dirigente Emerson Viana Silva, em relação a direitos como, por exemplo, a Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR), a cesta básica, o ticket alimentação e a jornada única nos sábados, domingos e feriados. 


A categoria também pediu ao prefeito para que as concessionárias reponham, pelo menos, a inflação no acumulado de 12 meses. A mesma pauta discutida com o prefeito foi entregue pelo Sinttromar às empresas. 

Além de Ulisses e Emerson, também participaram da reunião o presidente do Sinttromar, Ronaldo José da Silva; os dirigentes Jean Carlo Silveira e Alessandro Derenzo, e o vereador Mário Verri (PT).  

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Requerimento pede que Prefeitura disponibilize dados dos depósitos feitos para o Fundo Covid

15/05/2020_

A Câmara Municipal aprovou, na sessão de quinta-feira (14), um requerimento sobre o Fundo Covid. Aprovado pelo Legislativo em 31 de março e sancionado em abril pelo prefeito Ulisses Maia (PSD), o fundo corre o risco de "não pegar" por falta de transparência

Sidnei Telles
Vereador Sidnei Telles, autor do requerimento – Foto: CMM
Autor do requerimento, Sidnei Telles (Avante) questiona o prefeito se há possibilidade de disponibilizar, no site da Prefeitura de Maringá, em campo específico, dados específicos de depósitos feitos para o Fundo Covid. 


O fundo foi criado para receber a doação de valores correspondentes ao reajuste de 4,3% (condedido durante a pandemia) dos subsídios do prefeito, vice-prefeito, vereadores, secretários e outros cargos comissionados. Essa reposição da inflação, em tempos de crise, indignou parte da população, motivando a criação do fundo

Contudo, um mês e meio após a aprovação da lei, as autoridades locais praticamente não falam mais sobre o fundo, aprovado por unanimidade. Uma das exceções é o autor do requerimento. No início do mês, em sessão ordinária, Telles confirmou que fará as doações e convidou os demais vereadores a fazerem o mesmo. 


Se todos doarem (incluindo prefeito, vice e secretários), o Fundo Covid pode arrecadar até R$ 78 mil somente em 2020. De acordo com a lei, essas doações serão nominais e poderão ser conferidas pela população. No entanto, por falta de transparência, essa checagem não está disponível nem no site da Prefeitura nem no da Câmara. 

A Prefeitura tem 15 dias, prorrogáveis por mais 15, para dar respostas aos requerimentos aprovados pelos vereadores em plenário. 




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Artigo: Suicídio, e daí?

15/05/2020_

"A humanidade não deu certo", Flávio Migliaccio (26/08/1934 – 04/05/2020), em trecho da carta deixada pelo ator em seu sítio no Estado do Rio de Janeiro.
 
Por Rubem Almeida Mariano* – A crise sanitária que passamos da covid-19 é tão virulenta e desafiadora, destruindo vidas e economias mundo afora, que talvez muitas pessoas não tenham sabido desta notícia: "Aos 85 anos, morre o ator Flavio Migliaccio de suicídio". Entre as pessoas que ficaram sabendo, imagino que elas possam ter feito este tipo de indagação: "E daí? Todo dia morre gente de todo o tipo e pelas mais diferentes causas: fetos, bebês, crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos. E daí? E daí?"

Flávio Migliaccio
O talentoso ator Flávio Migliaccio partiu em em 4 de maio de 2020
Filosoficamente, esse questionamento acima, do meu ponto de vista, é típico do pensamento cético negativista moderno. Sim. Para essa forma de pensar, nada tem sentido ou um sistema adequado ou nem há existência. Pois ela, caso exista, é apenas e tão somente um momento ou instante fugaz, um hiato, um nada.

Assim, para dialogar com quem pensa de forma cética negativista, pode-se usar a própria metodologia do pensamento cético, ou seja, expressar um outro ponto de vista. Afinal, assim como ele tem o dele outras pessoas possam ter o seu. Pode ser que, ao colocar o meu ponto de vista, ele também considere como uma possibilidade válida de pensar e assim reflita. Vamos lá!

No mundo, a cada 40 segundos uma pessoa se suicida. Nesse sentido, os números se amontoam. Tendo como referência o ano de 2016, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada 100 mil pessoas 10,5 morrem de suicídio. Especificamente, as taxas variaram amplamente entre os países: de cinco mortes por suicídio por 100 mil a mais de 30. 

Enquanto 79% dos suicídios ocorreram em países de baixa e média renda, os países de alta renda apresentaram a maior taxa: 11,5 por 100 mil. Morrem mais homens, quase três vezes mais do que mulheres em países de alta renda, em contraste com os países de baixa renda, onde a taxa é mais igual. Entre jovens 15 a 29 anos, que tem aumentado consideravelmente, o suicídio foi a segunda ou terceira principal causa de mortes atrás apenas de acidentes de trânsito, no caso dos meninos; e após condições maternas, no caso das meninas. Veja outras informações e dados com mais detalhe no site da Organização Pan-americana de Saúde (Opas) no Brasil.

Numa perspectiva terapêutica, acredito que um dos pontos cruciais é falar sobre suicídio. Contudo, esse assunto é cercado de preconceitos e tabus. Assim esses preconceitos, ideias prontas e acabadas sobre o assunto continuam se estabelecendo, e não resolvem o problema minimamente. Portanto, compreensão, no sentido de entendimento e de profundo respeito a nossa humanidade, é o mínimo que se pode esperar de uma sociedade que se intitula responsável pela vida humana. 

Nessa perspectiva, em um livro de fôlego, "História do Suicídio: A sociedade ocidental diante da morte voluntária", o ator Georges Minois afirma: "É em 1600 que Shakespeare formula, em Hamlet, com uma simplicidade terrível, a pergunta fundamental: 'Ser ou não ser? Eis a questão'. Por que, em uma determinada época, alguns homens escolheram não mais ser? Cada um tinha suas razões, e é importante compreendê-las, pois essa atitude revela os valores fundamentais da sociedade. Ela afeta ao mesmo tempo o indivíduo e o grupo".
 
Posto isso, retomo com profundo respeito e sentimento, a frase não somente do ator Flávio Migliaccio, mas da personagem que marcou a minha infância, como Xerife, no seriado "Shazan, Xerife e Cia", em que contracenava com Paulo José, o Shazan, ele disse na carta que deixou: "A humanidade não deu certo". Se pudéssemos ouvir os pensamentos das pessoas do nosso país, o que não é possível, eles poderiam estar dizendo: "Que dó, que pena, que tristeza, que fim muito triste para quem alegrou e levou esperança a milhões de pessoas".

Tais pensamentos se apresentam como uma assinatura como de uma sentença final, não somente de um ator, mas de um homem, de uma existência vivida de 85 anos entre nós seres humanos. É verdadeira, certamente, a possibilidade que ele tivesse os seus erros ou ter cometido exageros em sua vida; contudo, quando se olha para a biografia desse homem, permita-me o tom imaginativo e até certo ponto fantasioso, que toma este texto: "O Xerife, como sempre, mandou bem”. Absurdo! Loucura! Insanidade! Será? Deixe-me explicar. 

Sabe por que o Xerife mandou bem? Porque ele, assim como tantos outros homens e mulheres que tiveram a sua morte envolvida por um ato, que nos estupefata e até silencia, mas que sua história de vida revela verdadeiramente uma estirpe de ser humano que não suportando viver num mundo em que a vida humana não seja respeitada, e assim ele também pode ter o direito, como qualquer um de nós, não vê o menor sentido em uma determinada coisa; ele escolher não ver sentido, portanto, na humanidade.

Quem sabe, ele carregasse o DNA de um outro tipo de humano, que não o do Homo sapiens, que foi vencido por esta nossa espécie, que dia-a-dia se mostra através de suas ações e atitudes autodestrutivas e lesivas a si mesmo e ao meio em que vive, como diz o historiador israelita Harari em seu livro: "Sapiens – uma Breve História da Humanidade".

A humanidade não deu certo! E daí? As cruzadas da Igreja Católica, dos espanhóis, portugueses e europeus, de 1500 a 1900, que promoveram o maior genocídio da história nas américas, com a morte de mais de 70 milhões índios e negros, e daí? As duas guerras mundiais mataram inocentes, e daí? A bomba atômica que explodiu nas cidades de Hiroshima e Nagasaki, matando populações inteiras, e daí? O nazismo de Hitler, que dizimou mais de 6 milhões de judeus em nome de uma raça pura que mudaria o mundo, e daí? As chacinas de 111 presos no maior presídio do Brasil, e daí? A morte de 21 pessoas inocentes em Vigário Geral, no Rio, e daí? A morte de quatro funcionários do Ministério do Trabalho, por causa de uma multa de R$ 2 mil reais, em Minas Gerais, e daí? O assassinato de 30 pessoas entre elas crianças e mulheres inocentes, na Baixada Fluminense, no Rio, e daí? A morte de 15 favelados em Guaíra, no Paraná; os corpos foram encontrados às margens do Rio Paraná, e daí? E daí?

Tantos outros atos e ações, até legitimadas e sustentadas por razões de extrema necessidade de preservação da vida, de um grupo ou da maioria contra uma minoria. Como diria Maquiavel, em o príncipe: "A guerra só tem sentido ou finalidade quando a paz é o seu fim último", assim, pode-se entender por que o celebre conselheiro do rei indicava no seu pensamento a seguinte frase que entraria para a história: "Os fins justificam os meios".
  
Por fim, será que o Xerife está se referindo a essa humanidade assassina e genocida? Que pode se mostrar regida também por atitudes nobres, refinadas e requintadas pelo ódio, que se alastra, ao longo dos tempos: esse ódio típico do DNA do Homo sapiens, em que um humano mata o outro humano por razões, que se justificam, em nome do que ele próprio entenda que deva fazer.

É Xerife, tendo a concordar com você: esse tipo de humanidade realmente não deu certo. Você tem razão! Assim, fica a questão fundamental sempre atual de Shakespeare: Ser ou não ser? Eis a questão.
Siga em paz Xerife, Flávio Migliaccio! Valeu pelos finais de tardes, em Manaus (AM), muitas vezes na companhia do meu irmão, quando chegávamos da escola primária e assistíamos ao seriado "As aventuras de Shazan e Xerife". Elas me fizeram bem sabia: aprendi daquelas aventuras a respeitar e ser solidário com a vida e com outros humanos. Valeu!

    

Rubem Mariano
* Teólogo, filósofo e psicólogo (CRP - 08/14994) e mestre em Ciências da Religião, Mariano é autor dos livros "Alcoolismo e Pastoral" (Editora Voz) e "Aconselhamento Cristão" (Editora Unicesumar). Atualmente, cursa doutorado em História pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Contato: (44) 98837-6156 (whatsapp business).

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