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segunda-feira, 11 de maio de 2020

Maringá 73 anos: Especialistas apontam os melhores livros de autores maringaenses

11/05/2020_

Em 73 anos de história, Maringá construiu um rico patrimônio cultural, graças a talentosos profissionais de diversas áreas: música, teatro, dança, literatura etc. Entre esses que tanto contribuíram para a cultura local estão os escritores e suas obras. Neste especial de aniversário, apresentamos alguns dos melhores livros de autores maringaenses.  


Estabelecer qualquer ranking não é tarefa fácil. E esse desafio coube a três especialistas de renome na cidade: o historiador e ex-secretário municipal de Cultura Miguel Fernando; o escritor e crítico literário Luigi Ricciardi; e o jornalista Marcelo Bulgarelli, que por anos foi editor de Cultura do jornal O Diário. 

Cada um deles sugeriu três obras de autores locais. O Café destaca três curiosidades na lista: 1) Uma das recomendações é, na verdade, uma tradução feita por maringaense; 2) "Terra Crua" é o único livro com mais de uma indicação; 3) Um dos colaboradores desta reportagem, Miguel Fernando, teve seu livro indicado. 

Ainda que fossem convidados cem especialistas, algum importante livro haveria de ficar de fora da lista. Maringá tem excelentes escritores e até mesmo obras conhecidas nacionalmente, como os livros de Laurentino Gomes. Então, se o livro de seu autor local favorito não aparecer nesta reportagem, deixe um comentário indicando a obra para os demais leitores. E compartilhe a matéria nas redes sociais.


Flávio Mantovani - Maringá 73 anos

Ulisses Maia - Maringá 73 anos

☕ Maringá 73 anos: Cidade encanta até mesmo os parisienses
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Miguel Fernando

  • Terra Crua, de Jorge Ferreira Duque Estrada
  • Mosca no Cérebro, de Jeferson Nunes
  • A Terra Árida, tradução de Gilmar Leal Santos Santos 
 Veja aqui por que, na opinião do historiador Miguel Fernando, esses são os três melhores livros de autores maringaenses.

Luigi Ricciardi

  • Que Fim Levou Juliana Klein? de Marcos Peres
  • A Mulher Que Ri, de Thays Pretti
  • Onde se Amarra a Terra Vermelha, Marco Cremasco
 Veja aqui por que, na opinião do escritor Luigi Ricciardi, esses são os três melhores livros de autores maringaenses.

Marcello Bulgarelli

  • Maringá: Meio Século de História, vários autores
  • Sala dos Suplícios: o dossiê do caso Clodimar Pedrosa Lô, de Miguel Fernando
  • Terra Crua, de Jorge Ferreira Duque Estrada (reedição com organização de Reginaldo Dias, Sergio Gini e Miguel Fernando)
 Veja aqui por que, na opinião do jornalista Marcelo Bulgarelli, esses são os três melhores livros de autores maringaenses.





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Ex-secretário Eudes Januário deixa a UTI pela primeira vez em 40 dias

11/05/2020_

Internado na unidade de terapia intensiva do Hospital Municipal de Maringá (HMM) desde 1º de abril, com covid-19, o ex-secretário municicipal Eudes Januário deixou a UTI pela primeira vez em 40 dias. Muito comemorado por familiares, amigos e por todos que torciam pela recuperação do economista, o fato ocorreu na manhã desta segunda (11).

Eudes Januário

Eudes deixou a UTI para um banho de sol no lado de fora do HMM. Foi aplaudido por profissionais de saúde e amigos, que acompanharam o momento a uma distância segura. Veja abaixo o vídeo desse momento de luta e superação (se não carregar, clique aqui para ver). 


Segundo o advogado Silvio Januário, irmão de Eudes, a equipe médica informou que Eudes precisará ficar por mais alguns dias na UTI para se reestabelecer completamente.  


Possível contágio

Secretário de Serviços Públicos no governo Zé Cláudio (2001 - 2003), o economista Eudes Januário participou da prestação de contas do vereador Mário Verri (PT), realizada em 15 de março. Segundo o Blog do Rigon, no mesmo evento estava Rosângela Antunes Machado da Silva, 54, que faleceu dia 26 vítima da covid-19. É possível que o contágio de Eudes tenha ocorrido naquele evento.

☕ Maringá 73 anos: Cidade encanta até mesmo os parisienses




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Maringá 73 anos: Música de Joubert de Carvalho marca celebrações on-line do aniversário

11/05/2020_

O aniversário de Maringá foi diferente em 2020. Por causa da pandemia do novo coronavírus (covid-19), o tradicional desfile, normalmente realizado na Avenida XV de Novembro, deu vez a celebrações on-line. Na mais marcante delas, a Prefeitura de Maringá organizou um vídeo colaborativo com a canção "Maringá", de Joubert de Carvalho.

Canção Maringá


A famosa canção não é o hino de Maringá, mas é mais conhecida pelos maringaenses que o próprio hino. Costuma emocionar os moradores da Cidade Canção, ainda mais em interpretações como essa, de artistas locais, profissionais de imprensa, servidores municipais, músicos e até de cantores profissionais, como as talentosas Mobi Colombo e Carol Naemi, que em 2019 participaram do The Voice Brasil

Segundo a Prefeitura, todos participaram de forma voluntária. Para evitar aglomerações, cada participante fez a gravação de casa ou do trabalho. "Nada melhor, neste momento em que não podemos fazer desfiles, shows, festas, que prestar uma homenagem através de nossa música", diz o prefeito Ulisses Maia (PSD).

Apresentado às 11 horas de sábado (9), o vídeo fez parte de uma programação on-line de aniversário. No domingo, às 18 horas, a atração foi um convite à musica especial, em live com Patrícia Borges: "O som contra o silêncio I – Mulheres compositoras na MPB". Também no domingo, às 19 horas, houve palmas para o aniversário de Maringá. 


Flávio Mantovani - Maringá 73 anos

Canção 'Maringá'

De acordo com matéria publicada no site da Prefeitura, a canção "Maringá" surgiu no ano de 1931, época em que Rui Carneiro, oficial de gabinete do Ministro da Aviação, José Américo, sugeriu ao compositor Joubert de Carvalho que fizesse uma música abordando o drama da seca do nordeste, assunto que teve grande repercussão à época. Joubert concordou em fazer a música, mas pediu uma relação das cidades assoladas pela seca, e entre elas estava a de Ingá.

Ele imaginou, então, uma cabocla de nome Maria, que seria a Maria do Ingá, e surpreso ficou ao notar a sonorização da contração Maringá. Perguntou a Rui: "De onde você é?", e ele respondeu: "Pombal". Estava ótima: "Antigamente uma alegria sem igual, dominava aquela gente da cidade de Pombal". Em poucas horas estava pronta a canção Maringá.

Por volta de 1935, a Canção "Maringá" estourava nas paradas de sucesso. Ao longo de décadas, foi regravada inúmeras vezes, inclusive em outras línguas. Abaixo, enviadas ao Café pelo historiador Reginaldo Dias, estão versões em francês e em espanhol. 

Se o vídeo de "Maringá" em francês não abrir, clique aqui.

Se o vídeo de "Maringá" em espanhol não abrir, clique aqui

Muitas vezes, a música é incorretamente descrita. "O nome não é 'Maringá, Maringá', como algumas pessoas acabam arremetendo em função do seu refrão. O título correto da canção é só Maringá", explica o historiador Miguel Fernando, do canal Maringá Histórica

Ulisses Maia - Maringá 73 anos

O compositor

Joubert de Carvalho nasceu em Uberaba (MG), em 1900, mas passou a infância em São Paulo. Aos dez anos de idade, compôs sua primeira música: "Cruz Vermelha", cuja renda da venda de 200 cópias foi revertida em Benefício do Hospital Cruz Vermelha. Em 1921, compôs a música "5 de Janeiro"′, que o tornou conhecido nacionalmente. Várias outras músicas do poeta e compositor foram destaques, entre elas "′Taí", gravada por Carmen Miranda, "De papo pro ar", "Coisinha Boa" e "Pierrot".

Apesar da intensa atividade musical, conseguiu formar-se médico. Em 21 de abril de 1959, Joubert conheceu a cidade de Maringá, sendo homenageado com uma rua em seu nome, por intermédio da Lei n° 110/1958. Em 1972, teve a oportunidade de voltar à cidade para inaugurar o próprio busto, na Praça Raposo Tavares. Faleceu em 20 de setembro de 1977.

Alex Chaves - Maringá 73 anos

Rogério Calazans - Maringá 73 anos


Cidade Canção

O título Cidade Canção surgiu em 1962, quando o pioneiro Antenor Sanches, então secretário municipal, recebeu correspondência de uma estudante de Minas Gerais, manifestando o interesse de conhecer a cidade que nasceu de uma canção. Tendo Sanches um programa radiofônico diário, com grande audiência, além de coluna em jornal, resolveu fazer uma campanha para que o cognome Cidade Canção fosse dado para Maringá. A proposta foi aprovada pela Lei Municipal 5.945/2002, de autoria do Vereador João Batista Beltrame.

Sobre o nome da cidade, há várias versões. Uma das mais aceitas é de que Elizabeth Thomas, esposa de Arthur Hugh Muller Thomas, um dos diretores da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná (fundadora da cidade), tenha sugerido o nome de Maringá à área que seria colonizada, ao ouvir cablocos cantando a canção "Maringá" enquanto derrubavam a mata. 

Outra versão é a de que, por volta de 1940, a área já era denominada por Maringá, por conta de um ribeirão conhecido por esse nome e, provalmente, batizado em homenagem à música de Joubert de Carvalho. Segundo essa versão, o córrego foi batizado por Raul da Silva que, à época, era chefe do escritório de vendas da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, em Mandaguari. O nome desse córrego passou a ser o nome da futura cidade.







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