"Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade" George Orwell

domingo, 10 de maio de 2020

Psicologia e Movimento: Como processar da melhor maneira este momento de pandemia

10/05/2020_

Como se prevenir diante de situações ou momentos de muito estresse, que podem se tornar traumáticos? A dica de saúde mental e emocional de hoje (clique na imagem abaixo) vai na seguinte direção: processar da melhor maneira este momento de pandemia do novo coronavírus.

Rubem Mariano

Precisamos de informação oficial, segura, com dados estatísticos científicos de entidades e organizações de credibilidade, que nos informem procedimentos e ações seguras e positivas. Por fim, que sejamos otimistas, afinal, já vencemos outras crises pessoais, coletivas e individual. Vamos vencer esta também. 


A sua saúde mental e emocional, bem como também dos seus familiares e amigos, agradece.



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Maringá 73 anos: Relembre o dia em que o cachorrão prensado se tornou prato típico da cidade... por lei!

10/05/2020_

Toda cidade tem seu prato típico. O de Maringá não requer prato e talheres para ser degustado, não é gourmet, leva uma ou duas salsichas (simples ou duplo), é encontrado em quase toda esquina, pode ser consumido na rua, é apreciado pelos jovens na saída da balada (quase ao nascer do sol) e custa menos de R$ 10. Uma má-notícia: engorda.

Estamos falando do tradicionalíssimo e calórico cachorro-quente prensado, também conhecido como dogão. Alguém pode perguntar: E o porco no tacho? E o churrasco? E o barreado (prato típico do Paraná)? Este último, nove em cada dez maringaenses nunca provaram. Na comparação com os outros dois, só o democrático dogão está amparado pela lei.

Na coluna deste domingo (10), aniversário de Maringá, vamos deixar um pouco de lado o novo coronavírus (covid-19), as milhares de mortes pela doença, o pouco caso do presidente da República pelas vidas perdidas e as fake news (assuntos recorrentes do Cafeinado). Vamos relembrar como, quando, onde e por que o cachorrão prensado virou prato típico reconhecido por lei municipal, e algumas curiosidades por trás da aprovação.

Vereador Belino Bravin na capa de O Diário
Vereador Belino Bravin na capa de O Diário, na edição de 21 de junho de 2017

Projeto

Eu era repórter de política do extinto jornal O Diário quando, em junho de 2017, a Câmara Municipal iniciou as discussões sobre o cachorro-quente prensado como prato típico de Maringá. O projeto de lei deu o que falar, e o pitoresco assunto entrou na pauta do jornal. O projeto gerou polêmica porque um simples lanche não poderia ser "prato" símbolo da gastronomia de uma das melhores cidades para se viver no Brasil. Porém, a cidade precisava dizer que tinha um prato típico para chamar de seu, e o dogão sempre esteve para Maringá como Pelé para o futebol brasileiro – istó é, incontestável. 


Votação  

Lembro-me que o autor da proposta, o vereador Belino Bravin (PP, hoje no PSD), enfrentou grande relutância. Ele só conseguiu o apoio da maioria dos 15 vereadores após o Conselho Municipal do Turismo se manifestar favorável à lei. Enquetes realizadas à época também mostraram que mais de 80% da população era favorável. Então, o projeto entrou na ordem do dia na sessão de 20 de junho de 2017, realizada de forma itinerante no Distrito de Iguatemi. Fui para lá cobrir a sessão na companhia do fotógrafo João Paulo Santos, o JP. O assunto prometia. 

A caminho da sessão

Uma das principais preocupações dos editores de jornal impresso, além da manchete do dia, são as fotos de capa. Os repórteres mais experientes costumam se preocupar com isso. Assim, a caminho de Iguatemi, JP e eu  pensávamos sobre a foto e o gancho da matéria. Seria ótimo ter algo inusitado para mostrar aos leitores na manhã seguinte. Na parada em uma lancheria de rua, para entrevistar um comerciante do setor sobre o projeto, tivemos a ideia de comprar um cachorrão para levar a Bravin, na expectativa de que ele degustasse o lanche antes do início da sessão.

Na lancheria

Ao saber da nossa ideia, de levar um dogão para o vereador, o chapeiro Claudinei Wazlawick, dono do Roberto Lanches, na Avenida Colombo, recusou-se a cobrar pelo lanche (sempre bem prensado, claro). "Esse eu não vou cobrar. [O projeto] será muito bom porque vai ampliar a divulgação do lanche na cidade", disse Wazlawick, que eu não sei mais se, anos depois, segue com o mesmo ponto na Colombo. Em contrapartida, fiz questão de mencioná-lo naquela reportagem. 

Na sessão

O projeto havia sido retirado da pauta por três sessões (lembra da relutância?). Mas, naquela noite em Iguatemi, foi enfim aprovado. Por nove votos a favor, uma abstenção e cinco contra, o cachorrão-prensado se tornava o prato típico de Maringá. A notícia foi parar na capa de O Diário, em grande parte, por causa de foto histórica. Bravin aceitou o lanche, disse que não tinha tido tempo de jantar [as sessões itinerantes são noturnas], comeu minutos antes da sessão e agradeceu. Sem saber do favor que nos fazia, Bravin garantiu à reportagem a foto (esta, reproduzida na coluna) que JP, eu e o editor tanto esperávamos. 

Votação

Bravin contou com o apoio dos vereadores Alex Chaves, Altamir dos Santos, Chico Caiana, Do Carmo (hoje, deputado estadual), Flávio Mantovani, Jean Marques, Odair Fogueteiro e William Gentil. Voto de minerva, o presidente Mário Hossokawa se absteve. Do Carmo apresentou emenda para retirar a expressão "outros lanches prensados" do texto original, assim, só o tradicional dogão de Maringá ficaria classificado como prato típico. O prefeito Ulisses Maia, que prestigou aquela sessão e que também gosta de dogão, sancionou a lei dias depois. Maringá ganhava, oficialmente, seu prato típico.  

Maringá 73 anos

Eu me mudei para Maringá, em 3 de janeiro de 2008, para trabalhar em O Diário. Passei anos no jornal, quase todos cobrindo a política local. Por isso, nesta data especial, quis contar na coluna alguma cobertura minha que tenha registrado um fato histórico da cidade. Nesta segunda, publicarei outra, de quando cruzei a cidade a pé, de sul a norte, na companhia do fotógrafo Ricardo Lopes. Rendeu uma bela reportagem – com histórias de vida dos maringaenses encontrados pelo caminho –, publicada no especial dos 61 anos de Maringá. 


Apoio ao Café

Este blog (ou site, como preferir) iniciou suas atividades há menos de três meses, mas desde o primeiro dia com a certeza de que matérias especiais seriam produzidas para o aniversário dos 73 anos de Maringá. Isso só foi possível graças ao apoio recebido de: Ulisses Maia, Alex Chaves, Flávio Mantovani, Rogério Calazans, Sidnei Telles, do jornalista Luiz de Carvalho e dos entrevistados das matérias publicadas. Reproduzo, abaixo, as mensagens de parabéns a Maringá enviadas pelos apoiadores, com o muito obrigado do editor do Café


Flávio Mantovani - Maringá 73 anos

Ulisses Maia - Maringá 73 anos

Alex Chaves - Maringá 73 anos

Rogério Calazans - Maringá 73 anos






Dia das Mães

A série de matérias do Café para o aniversário da cidade será concluída nesta segunda. Por enquanto, dá para ver o que já foi publicado com um clique na imagem abaixo. Encerro a coluna com um parabéns especial a todas as mães, em especial minha mãe, dona Clacy Cardoso; minha esposa, Ines Hartmann; e a querida dona Celina, que me acolheu como membro de sua família quando me mudei para Maringá.







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Maringá 73 anos: A cidade-irmã de Leiria tem shopping e avenida em homenagem à Cidade Canção

10/05/2020_

Ao longo de seus 73 anos, completados neste domingo, Maringá estabeceleu relações de irmandade – visando a estreitar laços econômicos, sociais e culturais – com três cidades na Europa, uma na América do Sul e duas na Ásia. Essas cidades-irmãs são Brescia (Itália), Kakogawa (Japão), Leiria (Portugal), Gral. San Martin (Argentina), Caserta (Itália) e Heping (China).

Fonte de Leiria, cartão-postal da cidade portuguesa
Fonte de Leiria, um dos cartão-postal da cidade-irmã de Maringá – Foto: Antonio Gomes
Neste especial do aniversário de Maringá, vamos conhecer a única das cidades-irmãs que fala português, que tem um shopping chamado Maringá e que tem como prato típico o bom bacalhau: Leiria! Com uma população de aproximadamente 127 mil habitantes, distante 125 km de Lisboa e 170 km de Porto (as principais cidades de Portugal), Leiria tem seus encantos. 


Quem nos apresenta a cidade-irmã de Maringá é o aposentado licenciado em História Antonio Albino Antunes Gomes, um portugês nascido em Machados, mas que reside em Leiria há 23 anos.

Rogério Calazans - Maringá 73 anos  


Antes da entrevista, um detalhe. As respostas para as perguntas foram enviadas por e-mail. O Café, em consideração ao entrevistado, manteve a grafia de palavras escritas no português de Portugal, como "atracções". No entanto, a edição seguiu o estilo dos manuais de redação (o Café segue o Manual de Redação da Folha de S.Paulo).


***

Café com Jornalista – Em Maringá, há uma avenida que leva o nome de Leiria. E por aí, há alguma rua, avenida ou praça com o nome de Maringá?
Antonio Gomes – Sim, há em Leiria a Avenida Cidade de Maringá. É uma zona muito frequentada porque existe nesse local um centro comercial [shopping] denominado Maringá. Antes da abertura do maior centro comercial de Leiria, o LeiriaShopping, toda a população frequentava o Centro Comercial Maringá.

Centro Comercial Maringá, em Leiria – Foto: Antonio Gomes
A Avenida Cidade de Maringá é uma via importante em Leiria?
É uma zona de comércio, de bancos e de lazer. Localiza-se em frente de uma rua chamada Avenida Heróis de Angola, onde existe o terminal rodoviário.

Você conhece maringaenses morando em Leiria?
Conheço dezenas de brasileiros, mas nunca conheci um maringaense. No entanto, conheço muitos paranaenses.

Você já esteve no Brasil? Conhecer Maringá está nos seus planos?
Nunca estive no Brasil, embora não me tenham faltado oportunidades. Mas, devido a insónias rebeldes, só em casos excepcionais saio da Europa. Não planeio conhecer Maringá, não é que não goste, mas devido à debil saúde que tenho, não poderei ir. Saliente-se que tenho uma tia que mora em Janiópolis [microrregião de Goioerê] há mais de 55 anos. É a única pessoa viva da família do meu pai. Já todos partiram!

Ulisses Maia - Maringá 73 anos

Flávio Mantovani - Maringá 73 anos

Quais são as principais atrações turísticas de Leiria? Vale a pena visitá-la?
Atracções turísticas na cidade de Leiria há poucas, mas há localidades muito próximas de bastante interesse. Fátima: salientando que uma visita cuidada a todos os lugares ligados às aparições de Fátima em 1917 demorará uma tarde inteira; Mira de Aire: onde se localizam as maiores grutas de Portugal; Batalha: Mosteirto de Santa Maria da Vitória, homenageando a vitória dos portugueses sobre os Castelhanos, na Batalha de Aljubarrota; Nazaré: local onde acontecem as maiores ondas do mundo; Alcobaça: Mosteiro dos monges de Cister; Vieira de Leiria: praia; São Pedro de Moel: praia; A Pia do Urso: minúscula aldeia, onde quase todas as casas são feitas de pedra da região. 

E na cidade de Leiria, o que visitar?
Na cidade, temos o castelo, conquistado por D. Afonso Henriques aos árabes, em 1135; as margens do Rio Lis, onde poderemos fazer uma óptima caminhada e apreciar os patos que nele nadam, os peixes e a vegetação, bem como uma antiga azenha [moinho movido a água]; a Igreja Matriz (Sé); a Igreja de Nossa Senhora da Encarnação; o museu da cidade; o moinho de papel; e andar na Rua Direita que, por sinal, é bem tortuosa. 

Antonio Gomes em Leiria
O entrevistado Antonio Gomes, em Leiria
O que você mais gosta na sua cidade?
A qualidade de vida é boa, pois há uns espaços verdes e dois parques para crianças. Gosto muito da cidade por ser, na sua maior parte, um local plano, da simpatia das pessoas e da facilidade com que temos tudo perto de nós, uma vez que a cidade, apesar de ser capital do distrito de Leiria, tem uma fraca densidade populacional. Se não fossem os imigrantes, sobretudo os brasileiros, a cidade careceria de mais gente. Por vezes, vejo mais brasileiros que portugueses.

Há alguma comida típica ou uma festa tradicional da cidade?
Comida típica do Concelho de Leiria há muita variedade. Temos migas com bacalhau assado, bacalhau à Lagareiro, sopa da pedra, leitão assado à moda Boa Vista, sopa do Lavrador, caldo verde etc.

Qual é a melhor época do ano para visitar Leiria? 
Todas as aldeias que pertencem ao Concelho de Leiria têm as suas festas tradicionais, onde estão o profano e o sagrado juntos. Em Leiria, há no verão [de 21 de junho a 23 de setembro, no hemisfério norte] um festival de música gótica que atrai sobretudo estrangeiros. A festa da cidade é em honra de Nossa Senhora da Encarnação, no dia 15 de agosto. 

Alex Chaves - Maringá 73 anos



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Maringá 73 anos: Agro encabeça recuperação da economia da região na pandemia

10/05/2020_

Por Luiz de Carvalho, especial para o Café –  Em tempos normais, o sucesso de uma safra significa boas vendas nas concessionárias de máquinas e implementos agrícolas, revendas de veículos, imobiliárias e outros setores da economia. Mas, em tempos "anormais", como este em que um covonavírus (covid-19) parou o mundo, caberá à agricultura e à pecuária encabeçar o reerguimento da economia. O segmento não parou e está fortalecido por uma safra excepcional.

O agronegócio, que foi a base da economia na formação e na história do município de Maringá, deverá mais uma vez ser protagonista na recuperação da economia após a crise da covid-19

A análise é do diretor do Núcleo Regional de Maringá da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná e diretor de Pecuária da Sociedade Rural de Maringá, o zootecnista Jucival Pereira de Sá. "O agronegócio já está fazendo sua parte, mantendo a circulação de dinheiro em Maringá e região", explica Sá, acrescentando que a safra recorde de soja, que acaba de ser colhida, já está sendo comercializada, o que traz divisas para a cidade e, como a maior parte será destinada à exportação, atrairá dólares para economia local – e US$ 1 está valendo mais de R$ 5,70.

Pereira de Sá lembra que a área do município de Maringá é relativamente pequena, e está ficando menor devido ao crescimento acelerado do perímetro urbano. Com isso, a produção agrícola do município é pequena – é a sétima entre os 30 municípios da microrregião –, porém, concentra a comercialização e industrialização da maior parte do que é produzido no noroeste paranaense por contar com uma das maiores cooperativas agroindustriais do Brasil, a Cocamar. 

Além disso, Maringá conta com indústrias de transformação, cerealistas e empresas que adquirem a produção para exportação. "Essas empresas corolárias fazem o dinheiro do agro circular em outros setores da economia", explica o zootecnista.

Ulisses Maia - Maringá 73 anos


Vocação histórica

O empresário do setor de veículos João Noma diz que as empresas de todos os setores torcem pelo sucesso da agricultura e da pecuária porque o reflexo de boa safra beneficia toda a economia. Ele próprio, que é proprietário da concessionária Toyota para a região, diz que as melhores vendas ocorrem depois de uma boa safra de soja, de milho, de uva, mandioca ou em períodos de boas vendas para os produtores de leite, gado de corte ou frango.

"A ligação de Maringá com o agro é histórica. Quem tinha algum dinheiro vinha comprar terras para plantar café, e quem procurava trabalho veio para trabalhar na derrubada das matas, plantio de café e, pouco depois, nas fazendas de café. Foi assim que Maringá nasceu. Graças à produção se tornou uma das melhores economias do Brasil", diz João Noma.

Assim como Pereira de Sá, João Noma diz que a crise da covid-19 não parou o agronegócio. A safra recorde de soja garantiu trabalho no campo, milhares de caminhões transportando grãos, postos de combustíveis faturando com a circulação dos caminhões, as oficinas têm trabalho, as casas agropecuárias venderam as sementes e os demais insumos para o plantio da safrinha do milho e milhares de pessoas foram mantidas empregadas.

"No fim deste mês, começa a colheita do safrinha e a roda começa a girar de novo. Não para nunca. Quem comanda o agro é a natureza, e isso nos dá a certeza de que, por mais que dure a crise da covid, sempre Maringá vai poder contar com a soja, o milho, o trigo, o café, a uva, a mandioca, a laranja, a criação de tilápias e pacus, com as hortaliças produzidas pela agricultura familiar para restabelecer sua economia", analisa Jucival Pereira de Sá.

Rogério Calazans - Maringá 73 anos

Alex Chaves - Maringá 73 anos

Soja reina com folga

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do município de Maringá, neste ano, deverá ficar em torno R$ 180 milhões, de acordo com previsão do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab). Contudo, pode ocorrer alteração, tanto para cima, quanto para baixo.


O VBP é um índice anual, calculado com base na produção agrícola municipal e nos preços recebidos pelos produtores. Engloba produtos da agricultura, da pecuária, da silvicultura, extrativismo vegetal, olericultura, fruticultura, plantas aromáticas, medicinais e ornamentais, da pesca, entre outros.

Segundo o Deral, a soja plantada em regiões como Gleba Pinguim, fundos do aeroporto, Guaiapó, Venda 200, Guerra, Santa Maneta, São Domingos e distrito de Iguatemi corresponde a 50% de toda produção do agro no município de Maringá. O milho representa 22%. O restante é dividido entre hortaliças, criação de peixes, mandioca, frutas e criação de frangos. Esta ordem faz de Maringá um município diferenciado dos demais que compõem a microrregião, que têm no frango o principal produto.

Flávio Mantovani - Maringá 73 anos




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