"Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade" George Orwell

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Cafeinado: Dia do Trabalhador com presente de grego para os servidores públicos

01/05/2020

É sabido, por quem acompanha política, que o Congresso Nacional vem discutindo um pacote de auxílio da União aos Estados e municípios, como forma de compensação das perdas com a arrecadação do ICMS e ISS. O valor, que pode chegar a R$ 130 bilhões, é fundamental para minimizar os estragos causados pela pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Relatório de Davi Alcolumbre prevê congelamento dos salários dos servidores até 31 de dezembro de 2021 – Leopoldo Silva/Agência Senado
O governo federal já foi mais relutante nessa questão, chegando a questionar o montante a ser liberado quando o valor estimado ainda estava em R$ 80 bilhões. Agora, parece haver um alinhamento entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e os parlamentares. No entanto, Guedes pediu a deputados e senadores uma contrapartida para fechar questão nos R$ 130 bilhões.

É aí que mora a notícia ruim para o funcionalismo público, em pleno Dia do Trabalhador. Guedes cobra que o pacotão de auxílio a Estados e municípios venha acompanhado da proibição, em lei, do reajuste dos salários dos servidores públicos de todas as esferas (federais, estaduais e municipais) por 18 meses. O pedido foi feito pelo ministro, por videoconferência, em reunião da Comissão Mista de Acompanhamento das Medidas Relacionadas ao Coronavírus.


Brothers

Guedes tem elogiado a atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), na condução das discussões sobre o auxílio aos Estados e municípios. E Alcolumbre tem retribuído os afagos. Na primeira versão de seu relatório para o projeto para a compensação das perdas do ICMS e ISS, o senador incluiu o congelamento dos salários de servidores públicos municipais, estaduais e federais até 31 de dezembro de 2021. A votação está prevista para este sábado.

É legal?

Se aprovado em lei, sim. Mas será que a medida é justa? Aí, vai depender do ponto de vista. Os servidores, que precisaram passar em concurso público (alguns extremamente concorridos), vão achar injusto. Contudo, para os trabalhadores da iniciativa privada, que devem ter seus salários ainda mais achatados por conta do aumento do desemprego (lei da oferta), parecerá uma decisão razoável.

Grandes fortunas

Para este jornalista, a maior contribuição tem de vir das pessoas que têm a maior capacidade de contribuir. Os servidores públicos terão seus salários congelados, mas nenhum deles é bilionário. Há um mês, dissemos aqui no Café que já passou da hora de o Congresso Nacional aprovar lei complementar para cobrar o Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF). Dos sete impostos federais, três estaduais e três municipais previstos na Constituição Federal, o IGF é o único que não foi instituído. Um absurdo!

Charge


Coronavírus

O Brasil chegou nesta sexta (1º) a 91.589 casos confirmados do novo coronavírus (covid-19), com 6.209 novos casos em 24 horas. O total de mortes subiu de 5.901 para 6.329 entre quinta e sexta, um aumento de 7,3% em 24 horas. O número de recuperados é de 38.039, o que corresponde a 41,5% do total de infectados. Os dados são do Ministério da Saúde.

Por Estado

Os Estados com o maior número de mortes pela covid-19 são: São Paulo (2.511), Rio de Janeiro (921), Pernambuco (603), Ceará (505), Amazonas (476), Pará (235), Maranhão (204), Bahia (117), Espírito Santo (96), Paraná (89), Minas Gerais (88), Paraíba (67). No Paraná, foram registradas três novas mortes nas últimas 24 horas. O Estado tem 1.447 casos confirmados.

YouTube

Perdemos a chance de ver um belo cometa nos céus. Ele se desintegrou, como conta do canal de astronomia Top Lulu.







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Filósofo curitibano Henry Bugalho se torna membro da Royal Society of Arts

01/05/2020

Graduado em Filosofia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e especialista em Literatura e História pela mesma instituição, o filósofo e escritor Henry Alfred Bugalho, 39 anos, foi escolhido para se tornar membro da Royal Society of Arts (RSA). A entidade, baseada em Londres, já teve como membros notáveis Charles Dickens, Adam Smith, Benjamin Franklin, Karl Marx e, mais recentemente, Stephen Hawking.

Henry Bugalho
Henry Bugalho – Foto: reprodução
No fim de 2019, Bugalho havia sido indicado para se tornar membro da RSA. "Essa sociedade britânica foi 1754, com o intuito de causar um impacto positivo no mundo, reunindo intelectuais, industriais, artistas para trabalhar em prol de um mundo com menos desigualdade, com mais justiça", disse o filósofo no vídeo "Minha vingança foi vencer", de 30 de abril, no qual comunicou ter se tornado membro da RSA (assista abaixo).

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Poliglota e cidadão do mundo, Bugalho trabalhou como tradutor na Inglaterra. Hoje, radicado na Espanha, o filósofo é colunista da Carta Capital, youtuber e autor de vários livros, entre os quais o best-seller "Guia Nova York para Mãos-de-Vaca", com dicas sobre a cidade onde também morou com sua esposa.

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Para muitos, Henry Bugalho é mais conhecido pelo canal no YouTube que leva seu nome. Na plataforma, onde conta com 432 mil inscritos, o filósofo faz oposição ao governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Também são alvo de suas críticas figuras da extrema-direita, como o youtuber Nando Moura, o pseudo-jornalista Caio Coppolla e o ideólogo Olavo de Carvalho, guru ideológico do presidente da República.




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Artigo: Como está sua saúde mental e emocional no trabalho?

01/05/2020

Por Rubem Almeida Mariano

Há duas afirmações que se fazem sentir a partir da realidade da vida moderna, de forma geral e específica, no mundo do trabalho: o trabalho escraviza e dignifica a pessoa humana. São duas constatações absolutamente diferentes e, aparentemente, contraditórias. Como pode uma mesma atividade humana produzir resultados tão distintos assim?

De um lado, o "trabalho que escraviza" não é fruto de uma imaginação fértil de conspiração ou delirante, bem como mundana sobre o trabalho: "Há trabalho que não é bom, não pode ser feito ou é errado fazer".

Contudo, quando essa atividade humana não é acompanhada das condições básicas e necessárias para o seu desenvolvimento, o trabalho se torna certamente vil. Assim, quando o ato humano de trabalhar não é observado e amparado pelas condições elementares e fundamentais, certamente, ele toma o sentido de escravidão, sofrimentos e doenças. Tudo que não presta.

Hoje, as doenças do trabalho se multiplicam na mesma proporção em que os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras são arrancados de forma anticivilizatória, com discursos absurdamente insanos como "quando se tira um direito é para garantir o seu trabalho, para o seu próprio bem".

Assim, o trabalho se torna sinônimo de doença e, infelizmente, de morte anunciada. Na França, por exemplo, ocorrem suicídios relacionados ao trabalho, como o suicídio de 35 funcionários de uma empresa de telecomunicações.

Portanto, a morte humana não tem ocorrido somente como consequência de um ambiente patológico – insalubridade ou periculosidade –, mas também como desejo de autoeliminação: suicídio, como causa de uma organização patológica do trabalho, que atinge tempo, movimento e relacionamentos.  Observa-se, portanto, que a falta do que é básico e fundamental para a vida humana, como as que conhecemos, através das informações do psicólogo americano Maslow, em sua teoria da pirâmide das necessidades humanas, torna-se fatal para a vida de uma pessoa.

Pirâmide de Maslow – Fonte: Blog Dicas de Escrita
Sim, fatal porque atinge a pessoa, em seu mundo existencial, na calada do silenciamento angustiante. Por isso, quando não se obedecem as condições mínimas de vida no trabalho, essa atividade se torna um verdadeiro algoz do ser humano (lembre-se que alguém está produzindo essa realidade). A tal ponto que imputamos, não poucas vezes, de forma leviana, que foi a própria pessoa que "não quis" valorizar a sua vida. Isso mesmo: simples assim, não é? Ou, eu diria, no sentido freudiano: pura perversidade, não é? Afinal, o sociólogo Emile Durkheim já afirmara que o suicídio é coletivo.

De outro lado, "o trabalho dignifica" também não é fruto de uma imaginação romântica, socialista ou comunista. Afinal, o trabalho na própria visão capitalista é a fonte de riquezas. Contudo, não poucas vezes, essas riquezas são às custas da vida humana, literalmente.

O trabalho, como bem observa os estudiosos sobre o comportamento humano – historiadores, antropólogos, filósofos, psicólogos, economistas, administradores, dentre outros – dá sentido existencial e orienta a pessoa em sua vida de maneira geral, bem como na sua relação consigo mesma e com o meio em que vive: o desenvolvimento das habilidades sociais.

Assim, o trabalho se torna felizmente sinônimo de saúde mental e emocional. Fazer o que gosta e gostar do que se faz. Ter condições, e fundamentalmente, ser respeitado pelos seus pares, colegas e direção. Faz do trabalho fonte perene e constante de saúde, no seu sentido mais amplo, como bem defende e afirma a Organização Mundial de Saúde (OMS): "Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não, simplesmente, a ausência de doenças ou enfermidades".

Assim, como não existe trabalho bom ou ruim, certo ou errado, mas somente trabalho como um instrumento para atender às necessidades humanas, no seu sentido salugênico aponta o verdadeiro sentido do ato de trabalhar. Portanto, posso concluir de maneira inversa, que toda e qualquer forma de trabalho, mesmo que o trabalho esteja revestido de legalidade e moralidade sociais, pode ser então patogênico. Já pensou nisso?

Por fim, não esquecendo do mundo do individualismo: como está a sua saúde mental e emocional com relação ao seu trabalho hoje? Acho que você me entendeu, não é!?!?
    

Rubem Mariano
* Teólogo, filósofo e psicólogo (CRP - 08/14994) e mestre em Ciências da Religião, Mariano é autor dos livros "Alcoolismo e Pastoral" (Editora Voz) e "Aconselhamento Cristão" (Editora Unicesumar). Atualmente, cursa doutorado em História pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Contato: (44) 98837-6156 (whatsapp business).

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Há um mês na UTI do HMM, ex-secretário Eudes pode deixar unidade de terapia intensiva

01/05/2020

Na UTI do Hospital Municipal de Maringá (HMM), desde o dia 1º de abril, o ex-secretário municipal José Eudes Januário apresentou, nos últimos dias, melhoras significativas. Segundo os médicos, é possível que o paciente, que se recupera de um quadro gravíssimo de covid-19, deixe a UTI nos próximos dias.

Eudes Januário é economista graduado pela UEM – Foto: Arquivo pessoal
"As melhoras são gradativas e, nos próximos dias, caso consiga se manter por longo tempo sem o respirador e sem se cansar, deve sair da UTI e ir para o quarto", comenta o advogado Silvio Januário, irmão do paciente, em relato baseado em boletim médico.

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Segundo os médicos do HMM, Eudes tem respondido bem às medicações, a parte neurológica está respondendo e os rins estão cada vez melhor. Eudes precisou passar por diálise e, no pior momento na luta contra a covid-19, chegou a ter uma parada cardíaca. "O exame realizado praticamente descarta qualquer sequela do vírus ou da parada cardíaca", comenta Silvio.

A sedação foi retirada por completo, há dias, mas o paciente ainda segue um pouco sonolento. De acordo com os médicos, isso se deve ao longo tempo de UTI e à alta dose de medicamentos, porém, não é motivo de preocupação. De momento, o respirador está sendo usado apenas à noite, como descanso.

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Possível contágio

Secretário de Serviços Públicos no governo Zé Cláudio (2001 - 2003), o economista Eudes Januário participou da prestação de contas do vereador Mário Verri (PT), realizada em 15 de março. Segundo o Blog do Rigon, no mesmo evento estava Rosângela Antunes Machado da Silva, 54, que faleceu dia 26 vítima da covid-19. É possível que o contágio de Eudes tenha ocorrido naquele evento.

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