"Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade" George Orwell

domingo, 12 de abril de 2020

Jornalistas dão dicas de livros para o período de isolamento social

12/04/2020

Especialistas apontam o isolamento social como a melhor maneira de se prevenir contra o novo coronavírus (covid-19), ao menos enquanto não existir uma vacina. A medida – que já se mostrou eficaz em Maringá, segundo estudo de pesquisadores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) – contribui para o achatamento da curva de contágio, de modo que as unidades de saúde deem conta do grande número de infectados.



Adotado para salvar vidas, o isolamento social não precisa ser chato. Há várias atividades que podem ser feitas para passar o tempo, como fazer uma bela viagem sem sair de casa. Os livros têm essa capacidade.

Por isso, o Café com Jornalista convidou jornalistas e escritores para apresentarem a você, leitor, sugestões de leitura para o período da quarentena. Cada qual sugeriu dois livros. Atenderam ao chamamento os jornalistas Luiz de Carvalho e Juliana Daibert, ex-repórteres do jornal O Diário; a  escritora Tania Tait, professora aposentada da UEM e estudante de Jornalismo; e o professor de Comunicação e Multimeios da UEM, o jornalista Thiago Ramari (também ex-repórter de O Diário).

A seguir, as dicas do quarteto.

  
Conhecida pelo seu perfil crítico, Juliana Daibert recomenda a obra "Sobre a Morte: invariantes culturais e práticas sociais", com artigos compilados pelo antropólogo francês Maurice Godelier. Outra dica é o livro "Fala de bicho, fala de gente", da linguista Cristina Martins Fargetti, com cantigas de ninar do povo juruna.

Veja aqui o comentário de Juliana sobre os livros.



Graduado em Letras e grande conhecedor de obras clássicas da literatura, Luiz de Carvalho inicia com a recomendação de "O Velho e o Mar", obra-prima do escritor norte-americano Ernest Hemingway. Indica, ainda, a leitura de "O Mito do Empreendedor", do americano Michael Gerber – leitura obrigatória para quem está disposto a empreender. 

☕ Veja aqui o comentário de Carvalho sobre os livros.



Coordenadora da ONG Maria do Ingá – Direitos da Mulher, Tania Tait sugere a leitura de "O Mito da Beleza: Como as imagens da beleza são usadas contra as mulheres", da Naomi Wolf. Outra dica é a do livro "Chiquinha Gonzaga", de Dalva Lazaroni, sobre a história de uma mulher à frente do seu tempo. 

☕ Veja aqui o comentário de Tania sobre os livros.



Jornalista da área de Cultura, Thiago Ramari começa com um livro adequado para o momento de pandemia: "A Peste", do escritor franco-argelino Albert Camus, sobre o reaparecimento da peste bubônica na Argélia. Outra dica é “O Filho de Mil Homens”, livro favorito do jornalista, escrito pelo português Valter Hugo Mãe. 

☕ Veja aqui o comentário de Ramari sobre os livros.





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Papa apela pela anulação da dívida dos países em sua mensagem de Páscoa

12/04/2020

O papa Francisco propôs neste domingo de Páscoa a redução ou mesmo a anulação da dívida dos países pobres. Ele apelou a um "cessar-fogo mundial e imediato" e a uma redução das sanções internacionais, considerando a pandemia da covid-19.

Papa Francisco – Foto: Arquivo/Vatican News 
Na sua mensagem de Páscoa, lida numa Basílica de São Pedro vazia, o papa desejou que "sejam aligeiradas as sanções internacionais que impedem os países que as sofrem de proporcionarem um apoio conveniente aos seus cidadãos". Ele também apelou à solidariedade internacional, pedindo que os países mais ricos reduzam ou mesmo anulem a dívida que pesa sobre os orçamentos dos países mais pobres.

Armas
Na mensagem, o papa apelou a um "cessar-fogo imediato". "Não é tempo de continuar a fabricar e a traficar armas, desperdiçando avultados capitais que deveriam ser utilizados para tratar as pessoas e salvar vidas", disse.

O chefe da Igreja Católica pediu ainda à Europa "solidariedade" e "soluções inovadoras" diante da pandemia da covid-19.

Francisco dirigiu os seus pensamentos "a todos aqueles que foram atingidos diretamente pelo coronavírus", aos "doentes, aos que morreram e às famílias". Num mundo "oprimido pela pandemia, que coloca uma dura prova à nossa grande família humana", é preciso responder com o "contágio da esperança", afirmou.




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Confira pagamentos e tributos adiados ou suspensos durante pandemia

12/04/2020

Wellton Máximo, Agência Brasil – Terminar o mês escolhendo quais boletos pagar. Essa virou a rotina de milhões de brasileiros que passaram a ganhar menos ou perderam a fonte de renda por causa da pandemia do novo coronavírus. Para reduzir o prejuízo, o governo adiou e até suspendeu diversos pagamentos esse período. Tributos e obrigações, como o recolhimento das contribuições para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), ficarão para depois.

Entre as medidas adotadas está a proibição do corte de água, luz e gás – Foto: Marcello Casal/Agência Brasil
Em alguns casos, também é possível renegociar. Graças a resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN), os principais bancos estão negociando a prorrogação de dívidas. Os agricultores e pecuaristas também poderão pedir o adiamento de parcelas do crédito rural. A Agência Nacional de Saúde (ANS) fechou um acordo para que os planos não interrompam o atendimento a pacientes inadimplentes até o fim de junho.

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Além do governo federal, diversos Estados estão tomando ações para adiar o pagamento de tributos locais e proibir o corte de água, luz e gás de consumidores inadimplentes. No entanto, consumidores de baixa renda ficarão isentos de contas de luz por 90 dias em todo o país. Os adiamentos não valem apenas para os consumidores.

Em alguns casos, a Justiça está agindo. Liminares da 12ª Vara Cível Federal em São Paulo proibiram o corte de serviços de telefonia de clientes com contas em atraso. Diversos estados estão conseguindo, no Supremo Tribunal Federal, decisões para suspenderem o pagamento de dívidas com a União durante a pandemia.

Confira as principais medidas temporárias para aliviar o bolso em tempos de crise:

Empresas

» Adiamento do pagamento da contribuição patronal ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e dos Programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). Os pagamentos de abril serão quitados em agosto. Os pagamentos de maio, em outubro. A medida antecipará R$ 80 bilhões para o fluxo de caixa das empresas;

» Adiamento da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) do 15º dia útil de abril, maio e junho para o 15º dia útil de julho;

» Redução em 50% da contribuição das empresas para o Sistema S por três meses, de abril a junho.

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Microempresas

» Adiamento, por seis meses, da parte federal do Simples Nacional. Os pagamentos de abril, maio e junho passaram para outubro, novembro e dezembro;

» Adiamento, por três meses, da parte estadual e municipal do Simples Nacional. Os pagamentos do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS, pertencente aos estados) do Imposto sobre Serviços (ISS, dos municípios) de abril, maio e junho passaram para julho, agosto e setembro.

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Microempreendedores individuais (MEI)

» Adiamento das parcelas por seis meses. Os pagamentos de abril, maio e junho passaram para outubro, novembro e dezembro. A medida vale tanto para a parte federal como para parte estadual e municipal (ICMS e ISS) do programa.

Pessoas físicas

» Adiamento, por dois meses, do prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física e do pagamento da primeira cota ou cota única. A data passou de 30 de abril para 30 de junho;

» O cronograma de restituições, de maio a setembro, está mantido.

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Empresas e pessoas físicas

» Suspensão, por 90 dias, do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para empréstimos. Imposto deixará de ser cobrado de abril a junho, injetando R$ 7 bilhões na economia.

Empresas e empregadores domésticos

» Suspensão das contribuições para o FGTS por três meses, inclusive para empregadores domésticos. Valores de abril a junho serão pagos de julho a dezembro, em seis parcelas, sem multas ou encargos.

Compra de materiais médicos

» Redução a zero das alíquotas de importação para produtos de uso médico-hospitalar;

» Desoneração temporária de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para bens necessários ao combate à covid-19.

Contas de luz

» As suspensões ou proibição de cortes de consumidores inadimplentes cabe a cada estado. No entanto, consumidores de baixa renda, que gastam até 220 quilowatts-hora (kWh) por mês, estarão isentos de pagarem a conta de energia. O valor que as distribuidoras deixarão de receber será coberto com R$ 900 milhões de subsídio da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

Contas de telefone

» Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) comunicou a operadoras telefônicas que não cortem o serviço de clientes com contas em atraso. Serviços interrompidos deverão ser restabelecidos em até 24 horas. Decisão atende a liminares da 12ª Vara Cível Federal em São Paulo que valem para todo o país. A agência tentou recorrer das decisões, mas perdeu.

Dívidas em bancos

» Autorizados por uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN), os cinco principais bancos do país – Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco e Santander – abriram renegociações para prorrogarem vencimentos de dívidas por até 60 dias;

» Renegociação não vale para cheque especial e cartão de crédito;

» Clientes precisam estar atentos para juros e multas. Segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), é preciso verificar se o banco está propondo uma pausa no contrato, sem cobrança de juros durante a suspensão, ter cuidado com o acúmulo de parcelas vencidas e a vencer e perguntar se haverá impacto na pontuação de crédito do cliente.

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Financiamentos imobiliários da Caixa

» Caixa Econômica Federal anunciou pausa de 90 dias os contratos de financiamento habitacional, para clientes adimplentes ou com até duas parcelas em atraso, incluindo os contratos em obra. Quem tinha pedido dois meses de prorrogação terá a medida ampliada automaticamente para três meses.

» Clientes que usam o FGTS para pagar parte das parcelas do financiamento poderão pedir a suspensão do pagamento da parte da prestação não coberta pelo fundo por 90 dias;

» Clientes adimplentes ou com até duas prestações em atraso podem pedir a redução do valor da parcela por 90 dias;

» Carência de 180 dias para contratos de financiamento de imóveis novos.

Produtores rurais

» CMN autorizou a renegociação e a prorrogação de pagamento de crédito rural para produtores afetados por secas e pela pandemia de coronavírus. Bancos podem adiar, para 15 de agosto, o vencimento das parcelas de crédito rural, de custeio e investimento, vencidas desde 1º de janeiro ou a vencer.

Estados devedores da União

» Governo incluiu uma emenda ao Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF), ainda em discussão na Câmara, para suspender os débitos dos estados com o governo federal por seis meses. A medida injetará R$ 12,6 bi nos cofres estaduais para enfrentarem a pandemia;

» Enquanto a emenda não é votada, 17 estados conseguiram liminares no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspenderem as parcelas de dívidas com a União.




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Artigo: Pós-verdade, fake news e Páscoa

12/04/2020

Por Rubem Almeida Mariano

Quando o apóstolo Paulo disse à comunidade de Corinto: "Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma do pão e beba do cálice." (I Cor. 11:28); ou, posteriormente, na Reforma Protestante, no século XVI, quando Martinho Lutero pregava sobre o Livre Exame das Escrituras pelas pessoas leigas, ambos não imaginariam que, séculos depois, com a radicalização da valorização do indivíduo, o ser humano se tornaria a chave de interpretação social, principalmente, no Ocidente.

Reforma Protestante: veja aqui as 95 Teses de Martinho Lutero – Imagem: Reprodução
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Nessa direção, a máxima: “o homem é a medida de todas as coisas” do filósofo pré-socrático Protágoras tem ganhado força, tem se constituído uma realidade, principalmente com a criação do mundo da internet, na década de 60, e, mais recentemente, a criação das redes sociais, como Facebook, WhatsApp, dentre outras.

Sobre a pós-verdade. Você sabe o que é?  Esse tema é tratado de forma ficcional no livro "1984", de George Orwell – com primeira edição publicada em inglês, em 1949. O livro trata de uma sociedade governada por um Estado supremo (o grande irmão), onisciente, onipresente e onipotente. Esse governo consegue oprimir aqueles que divergem de suas ordens e penetra em suas mentes, controlando-os através de informações falsas que são divulgadas pelo seu Ministério da Verdade: a mentira passa pela verdade e a verdade pela mentira com o único intuito de governar. Assim, o grande irmão (big brother) controla a vida de todos e de todas. Vale a pena conferir!

O ambiente sociocultural da pós-verdade pode ser mais bem compreendido e identificado com as chamadas fake news. Elas revelam de forma tácita no tipo de humanidade, que se encontra em mutação. Sobre isso, o que a mim me parece é que há o aprofundamento dos "valores" liberais e do sistema capitalista.

Nesta matéria, em especial, não credito no mero acaso ou na falta de controle. Compreendo que há interesses de uma determinada ordem político-econômica, que pode ser explicitada na figura emblemática do egoísmo individualista; ou seja, como ser social que se caracteriza com os seus próprios intentos, propósitos e desejos. Um tipo único de utilitarismo individualista do sistema capitalismo. Numa expressão bem chula: "Que o outro se exploda, eu só quero o meu!"       

Portanto, assim como um vírus, a exemplo do novo coronavírus, a notícia falsa toma conta do corpo social. Elas têm um imenso poder viral. Espalham-se muito rápido. As pessoas tomadas pelo apelo emocional das informações falsas fazem com que esse tipo de material "noticioso" – sem verificar ou confirmar se o conteúdo das mesmas é de fato verdadeiro – passe adiante como sendo uma verdade absoluta ou como uma verdade para quem quer que assim o seja.

E a Páscoa? Temos registros historiográficos "intra" e "extra" bíblicos sobre a Páscoa. Para os judeus: a libertação da escravidão do Egito à Terra Prometida de Canaã, com os chamados os filhos de Israel, na antiguidade; e para os primeiros cristãos: a morte para a vida, na ressurreição de Jesus Cristo, o filho de Deus, em Jerusalém, há mais de 2.000 anos. 

Agora, caro leitor, neste novo ambiente sociocultural da pós-verdade, fica a seguinte pergunta: o que pode conferir status de "verdade" a um determinado evento histórico? Duas questões se colocam: De um lado, a interpretação a partir das fontes historiográficas; Do outro lado, a interpretação a partir de notícias curtidas e compartilhadas nas redes sociais, como WhatsApp ou Facebook. 

Assim, que tipo de narrativa prevalece sobre a mensagem da Páscoa: a da tradição ou das redes sociais? Nesse novo ambiente, o que nos parece é que a narrativa das redes sociais com as suas notícias, vídeos, memes, áudios, imagens... têm ganhado status de "verdade". 

Desta forma, além dos ovos de chocolate que alegram não somente os chocólatras, mas o comércio como um todo, a Páscoa cristã e a sua mensagem tradicional podem, ainda, ser alvo dos mais diversos intentos, nesse novo ambiente da pós-verdade das fake news. Estratégias típicas para apresentar novas ideias e conquistar mais seguidores nas redes sociais. 

Nessa direção, por fim, imagine comigo, neste tempo de pós-verdade, nas redes sociais, anúncios ou mensagens de valores inestimáveis para as mais diversas religiões do mundo como sendo uma fake news? "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao teu próximo como a ti mesmo" (Mt. 22:37-39). Já imaginou?    

Rubem Mariano
* Teólogo, filósofo e psicólogo (CRP - 08/14994) e mestre em Ciências da Religião, Mariano é autor dos livros "Alcoolismo e Pastoral" (Editora Voz) e "Aconselhamento Cristão" (Editora Unicesumar). Atualmente, cursa doutorado em História pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Contato: (44) 98837-6156 (whatsapp business).



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