"Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade" George Orwell

sábado, 11 de abril de 2020

Cafeinado: Covid-19 já matou mais que H1N1, sarampo, dengue, chikungunya e zika juntos

11/04/2020

O novo coronavírus (covid-19) segue numa escalada de casos e mortes espantosa. O Brasil – que deve ter o pico da doença entre o fim de abril e o início de maio, segundo relatório técnico do Ministério da Saúde – já registra 1.124 óbitos pela doença, com 20.727 casos confirmados. De acordo com o boletim deste sábado (11), São Paulo é o Estado mais afetado, com 560 mortes.

EUA se tornaram o país com mais mortes pela covid-19: 20.499 ao fechamento desta coluna
As vítimas fatais causadas pela covid-19 no país, em menos de 50 dias, é maior do que a soma das mortes por gripe A (H1N1), sarampo, dengue, chikungunya e zika, desde o início de 2020. Segundo levantamento do jornal O Globo, a dengue provocou 148 mortes; a gripe A, que já tem vacina, matou 13 pessoas; o sarampo e a chikungunya, respectivamente, quatro e três; e a zika não causou nenhum óbito. 

Enquanto imbecis seguem falando em "gripezinha", abrindo "avenidas" para o coronavírus passar, todos os recordes vão sendo quebrados. O Café já contou que a covid-19 ultrapassou a marca de 100 mil mortes em todo o mundo. É uma letalidade muito maior que a da pandemia de gripe A (H1N1), que matou 18 mil pessoas entre 2009 e 2010. A covid-19 também deixou para trás a média de mortes por dia da tuberculose (veja na matéria da BBC).

Não é histeria
O leitor pode se perguntar sobre o motivo de a coluna iniciar com essas comparações. São duas razões: 1) O alerta. Ninguém poderá dizer que não sabia que a covid-19 era pior que a "gripezinha" do presidente Jair Bolsonaro quando o pico de mortes ocorrer; 2) As fake news. São recorrentes os boatos apontando a pandemia como "histeria" porque ela teria matado menos que outras doenças. Não é verdade. As doenças contemporâneas, todas elas, já tomaram de goleada da covid-19.

WhatsApp
Essa é uma ferramenta de bate-papo fenomenal, muito útil para aproximar pessoas e espantar a solidão – especialmente em tempos de quarentena. Serve até para nudes. É um ótimo passatempo, ao mesmo tempo em que é um péssimo lugar para se "informar". Em nenhum outro ambiente virtual circulam tantas fake news e golpes, como aquele do APP falso da Caixa para roubar os R$ 600 do auxílio emergenciais das famílias pobres. Seja inteligente, procure se informar em sites sérios e de credibilidade. 

Vergonha alheia
Algumas fake news são impressionantemente toscas. Você as vê e pensa: "Ninguém vai acreditar nisso". Aí, mais tarde, você percebe que os sites de fact-checking tiveram de desmentir os boatos porque eles haviam viralizado. Dois exemplos do ridículo: "China é a dona da Band e mandou emissora falar mal de Eduardo Bolsonaro"; "Asteroide gigante vai bater na Terra em 29 de abril de 2020 e será o fim do mundo". Terraplanistas acreditaram, claro.

Faça sua parte, desminta os boatos!
Desminta
As fake news causam danos maiores do que a gente imagina. É por conta delas que pais e mães ignorantes, por exemplo, deixam de vacinar seus filhos. Por isso, quando as vir, desminta! No fim de março, o Café elencou sete importantes sites de fact-checking para te ajudar a desmentir os boatos. Confira a lista aqui.

Governo acabou
A credibilidade do presidente Jair Bolsonaro tem ido para o espaço durante a pandemia, e isso tem tido reflexos entre os parlamentares (a quem cabe votar um processo de impeachment, vale lembrar). Segundo matéria da revista Veja, em reunião entre os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), este disse àquele: "O governou acabou. A diferença é saber se ele chega a 2022".

Boletim
A Secretaria de Estado da Saúde confirmou, neste sábado (11), mais 35 casos de coronavírus e um óbito pela covid-19. Agora, o Paraná tem 688 e 27 óbitos. O falecimento foi de um homem de 77 anos, residente em Cascavel, que estava internado desde 3 de abril e que teve a confirmação para covid-19 em 4 de abril.

Maringá
O boletim sobre coronavírus da Prefeitura de Maringá apresenta, neste sábado (11), 46 casos confirmados da covid-19, com quatro óbitos. Há 301 casos suspeitos, entre os quais 30 estão internados. Um deles é o ex-secretário municipal Eudes Januário, que segue na UTI do Hospital Municipal. A informação é de que o paciente chegou a sofrer uma parada cardíaca. Amigos e familiares têm feito correntes de oração, todos os dias, por Eudes. 

Meme



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Para fechar
O Café também terá, em breve, novidades nos colunistas. Por enquanto, para fechar bem o Cafeinado deste sábado, um pouco de música. A seleção de covers no saxofone é uma homenagem ao novo saxofonista do pedaço: Valter Baptistoni.





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Café com Jornalista agora tem lista de transmissão para notificação de novas matérias

11/04/2020

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Senadores propõem criminalização de preços abusivos durante pandemia

11/04/2020

Elisa Chagas, Agência Senado – O risco de desabastecimento e a dificuldade de fazer compras estão fazendo com que, em alguns estabelecimentos, até os preços de produtos não relacionados ao combate ao coronavírus sofram aumentos abusivos. Diante disso, senadores propuseram projetos proibindo essa prática e, inclusive, criminalizando os preços abusivos durante a pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Um dos projetos prevê pena de reclusão e multa para preços abusivos – Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
O Senador Angelo Coronel (PSD-BA) propõe criminalizar a elevação de preços, sem justa causa, em períodos como a atual pandemia. De sua autoria, o PL 768/2020 altera o Código de Defesa do Consumidor, passando a vigorar novo artigo que determina detenção de um a três anos e multa para quem elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços em época de emergência social, calamidade pública ou pandemia.

Isolamento achatou a curva de infecção pela covid-19 em Maringá, aponta estudo do Observatório das Metrópoles da UEM

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) apresentou projeto que altera o Código de Defesa do Consumidor e a lei que define crimes contra a ordem tributária, econômica e contra as relações de consumo (Lei 8.137, de 1990) para estabelecer sanções penais e econômicas para o aumento abusivo no preço de produtos como o que tem ocorrido nos últimos dias devido ao coronavírus. O projeto determina pena de 2 a 5 anos de reclusão e multa para quem praticar esse tipo de crime (PL 771/2020).

De acordo com dados apresentados por Randolfe, o preço do álcool em gel de marca popular, por exemplo, aumentou de R$ 16,06, em 27 de fevereiro, para R$ 41,99, em 4 de março. Para ele, a conduta, além de repulsiva, é ilegal e configura prática abusiva. "Isso ocorre devido à imprecisão dos termos no Código de Defesa do Consumidor e também pela fragilidade da sanção a ser aplicada pelo descumprimento", diz Randolfe.

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Já o senador Alessandro Vieira (Podemos-SE) apresentou projeto que altera o Código Penal para tornar mais severas as penas de crimes contra a saúde pública e contra a administração pública. O PL 1.153/2020 dispõe sobre os crimes de condicionamento de atendimento médico-hospitalar emergencial, epidemia, infração de medida sanitária preventiva, omissão de notificação de doença, invólucro ou recipiente com falsa indicação, substância destinada à falsificação, charlatanismo e curandeirismo.

De acordo com o texto, o a medida agrava as penas de crimes contra a administração pública cujas condutas podem ter relação, ainda que indireta, com a situação de pandemia, tais como peculato, concussão, corrupção passiva e ativa e tráfico de influência. O projeto de Vieira tipifica a conduta de elevar exorbitantemente o preço de bens essenciais durante estado de calamidade pública como crime contra as relações de consumo.

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De autoria do senador Marcos do Val (Podemos-ES), o Projeto de Lei (PL) 1.610/2020 veda a elevação de preço de alimentos da cesta básica durante estado de calamidade pública. O senador sugere a alteração do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e da Lei de Defesa da Concorrência para que o aumento dos preços de alimentos, nessas circunstâncias, seja considerado prática abusiva ou infração da ordem econômica.

"Apenas uma semana após o Congresso Nacional reconhecer a calamidade pública relacionada ao coronavírus, já havia notícias de reajustes de até 70% em produtos de necessidade básica nos supermercados. Esses aumentos repentinos nos preços não se justificam pela elevação dos custos desses produtos, mas pelo oportunismo inescrupuloso de poucos”, diz Marcos do Val.

As medidas ainda não têm data para serem apreciadas.

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