"Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade" George Orwell

terça-feira, 7 de abril de 2020

Cafeinado: O burro, o inteligente e o sábio na pandemia da covid-19

07/04/2020

Há um provérbio chinês que diz: "O burro nunca aprende, o inteligente aprende com sua própria experiência e o sábio aprende com a experiência dos outros". Em tempos de pandemia, a frase é perfeitamente aplicada às reações dos brasileiros frente aos erros e acertos de outros povos no combate ao novo coronavírus (covid-19).

Não fale isso para não passar por burro
Dado à leitura (Whatsapp não conta) e à reflexão, o sábio é aquele que conseguiu perceber a gravidade da pandemia pela tragédia ocorrida na Itália e na Espanha, que já tiveram, respectivamente, 17.127 e 14.045 mortes pela covid-19. Ambos tardaram a tomar medidas de isolamento social, ao contrário da Coreia do Sul, que agiu cedo e teve apenas 192 mortes. Capaz de aprender com o erro dos outros, o sábio sabe – mesmo que não seja especialista em nada – que a quarentena é fundamental para salvar vidas.

O inteligente é aquele capaz de refletir e de mudar de opinião a partir de seus erros. Nesse perfil se enquadram aquelas pessoas que, inicialmente, duvidavam dos riscos. As mortes na Itália pareciam algo distante demais para tanta "histeria". Contudo, essas pessoas mudaram de opinião ao saber de amigos contaminados e também sobre o avanço da doença no Brasil. O inteligente, que agora entende o isolamento social, não precisa de mais mortes para saber que a situação vai piorar e muito, antes de melhorar.

O burro é aquele a quem bem se aplica um conhecido ditado popular: "Dar pérolas aos porcos". É o sujeito que acredita em teorias conspiratórias, que só "se informa" no zap, que acha que vacina mata e que a covid-19 é só "uma gripezinha". Nenhum argumento é capaz de fazê-lo mudar de ideia, nenhum especialista está certo, só Olavo de Carvalho, que diz não que o coronavírus "não matou ninguém". E se você insistir sobre a importância do isolamento social, baseado no que dizem os especialistas, o legítimo burro não tardará em usar argumentos como "esquerdistas", "petista", "Globo lixo", "vai pra Cuba" e "Bolsonaro tem razão".


Tarde demais
Os terraplanistas fazem parte desse grupo que o provérbio chinês chama de "burros", mas há dúvidas sobre qual deles tem maior capacidade intelectual: o burro adjetivo ou o burro animal. Não adianta o astronauta brasileiro assegurar, baseado em uma evidência empírica, que a Terra é redonda. Ele, o burro, precisa ver para crer. No caso da pandemia, infelizmente, o burro só vai entender o isolamento social quando um ente querido muito próximo entrar para as estatísticas de óbitos da covid-19.

"Rato oportunista"
A militância bolso-olavista – chamada pela deputada Joice Hasselmann (PSL) e por outros parlamentares de "gabinete do ódio" – tem cobrado a demissão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, classificado por eles de "rato" e "oportunista". Mandetta ficou no cargo, por enquanto, mas há fortes indícios de que o favorito do presidente Bolsonaro, Osmar Terra, "já é ministro da Saúde na Austrália" (entenda a expressão aqui).

Balanço
O Brasil chegou a 667 mortes em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19), segundo atualização do Ministério da Saúde divulgada na tarde desta terça (7). O número representa um aumento de 20% em relação a segunda (6), quando foram registrados 553 óbitos. Já são 13.717 casos confirmados, porém, pela gigantesca fila de testes aguardando resultado, a situação no país é muito pior que a do balanço oficial.

SP e RJ
São Paulo segue como epicentro da pandemia, com 371 mortes, mais da metade dos óbitos de todo o país. O Estado é seguido por Rio de Janeiro, com 89; Pernambuco, com 34; Ceará, com 31, e Amazonas com 23 mortes. O Acre registrou a primeira morte e, com isso, apenas o Tocantins ainda não tem óbitos pela doença. Para quem fala em "alarmismo" da imprensa, a pergunta: quantos mais precisam morrer?

Outros Estados
Também já foram registradas mortes no Paraná (15), Distrito Federal (12), Bahia (12), Santa Catarina (11), Minas Gerais (11), Rio Grande do Norte (8), Rio Grande do Sul (8), Espírito Santo (6), Goiás (5), Pará (5), Paraíba (4), Sergipe (4), Piauí (4), Maranhão (4), Alagoas (2), Mato Grosso do Sul (2), Amapá (2), Rondônia (1), Roraima (1), e Mato Grosso (1).

Maringá
De acordo com o boletim divulgado nesta terça (7), Maringá tem 39 casos positivos da covid-19 e dois óbitos. Outros 377 pacientes são acompanhados como suspeitos, dos quais 34 estão internados. Apesar de os casos oficialmente não terem avançado muito, a pandemia pode estar sendo mascarada pela falta de uma testagem maciça na população. Não há testes suficientes nem em Maringá nem em qualquer outra cidade do Brasil.

Na UTI
Ex-secretário municipal de Serviços Públicos (antiga Saop) do governo Zé Cláudio, Eudes Januário segue internado na UTI do Hospital Municipal. Com a suspeita de covid-19 confirmada, o paciente passou a ser medicado com cloroquina, que tem sido usada no tratamento dos casos mais graves. O quadro de Eudes, felizmente, é estável e, segundo familiares, apresentando melhoras dia a dia.

Charge


Vacinação
Nesta quarta (8), Maringá terá nova rodada de vacinação contra a gripe, com a imunização de pessoas acima de 60 anos em 21 pontos decentralizados (para evitar aglomerações), das 8h às 17h. É necessário comparecer munido de documento com foto. As vacinas são fornecidas pelo Ministério da Saúde. Confira aqui os locais de vacinação.

Eleições
Não há previsão de que as eleições municipais deste ano possam ser adiadas, tanto é que que seguem valendo as datas do calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em 4 de abril, por exemplo, venceu o prazo para mudança de partido para pessoas que desejam disputar o pleito deste ano. Dos 15 vereadores de Maringá, nove aproveitaram a janela eleitoral para trocar de legenda.

Prefeituráveis
Encerrado o troca-troca partidário, ficou mais fácil apontar os possíveis candidatos a prefeito de Maringá, e o jornalista Diniz Neto fez isso muito bem no Jornal do Povo, na coluna desta terça (7). Os prefeituráveis (e seus respectivos partidos) mais cotados são, segundo Diniz: Ulisses Maia (PSD), Silvio Barros ou Coronel Audilene (Progressistas, mais conhecido por PP), Carlos Mariucci (PT), Roberto Pupin (Solidariedade), José Luiz Bovo (Podemos), Dr. Batista (DEM), Homero Marchese (Pros), Evandro de Freitas Oliveira (PSDB), Akemi Nishimori (PL), Rogério Calazans (Avante), Valdir Pignata (Cidadania), Elizeu Alves (Patriota) e José Carlos Xavier (PTC).

História
Para fechar, mais um bom vídeo de Miguel Fernando para o canal Maringá Histórica (com direito a uma animação de abertura). Sugiro que você se inscreva e ative o sininho para receber notificações de novos vídeos.






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Thiago Ramari: 'A Peste' e 'O Filho de Mil Homens'

Dicas de livros para o período de isolamento social


O primeiro, adequado ao momento, é "A Peste", do escritor franco-argelino Albert Camus. O livro trata sobre o reaparecimento da peste bubônica na cidade de Orã, na Argélia. Diante da situação, que se mostra catastrófica desde o início, o prefeito fecha a cidade, impedindo que pessoas entrem ou saiam dela, a fim de evitar que a doença se alastre para outras cidades e países.

O interessante dessa obra é analisar o comportamento das pessoas que ficam presas em Orã. Por um lado, há muita solidariedade e heroísmo (dos profissionais de saúde, por exemplo) e, por outro, muito charlatanismo (pessoas aproveitando o momento para enriquecer) – tudo o que estamos observando, atualmente, com a covid-19. Assim, a leitura desse livro impõe uma reflexão e uma autocrítica sobre como estamos lidamos com a pandemia provocada pelo novo coronavírus.

O outro livro é o meu favorito dentre todos os que já li: "O Filho de Mil Homens", do português Valter Hugo Mãe. Para mim, essa obra é capaz de restaurar a crença na humanidade, porque explora o poder da empatia. A história gira em torno de Crisóstomo, um pescador solitário de meia-idade que deseja muito ter um filho. Página após página, ele conhece três pessoas, Antonino, Camilo e Isaura, todas desprezadas pela sociedade por diferentes motivos, mas que lhe permitirão formar uma família verdadeiramente feliz.

A escrita de Mãe é muitíssimo delicada, e isso torna a história ainda mais emocionante. Em tempos de intolerância, como este em que vivemos sob os impropérios do presidente Jair Bolsonaro, "O Filho de Mil Homens" é um livro fundamental.


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Tania Tait: 'O Mito da Beleza' e 'Chiquinha Gonzaga'

Dicas de livros para o período de isolamento social


"O Mito da Beleza: Como as imagens da beleza são usadas contra as mulheres" (Editora Rocco), da escritora Naomi Wolf, com tradução de Waldea Barcellos. O livro traz uma reflexão importante sobre a ditadura da beleza imposta às mulheres. Foi publicado em 1992, mas a reflexão continua atual num mundo da busca do corpo perfeito, muitas vezes, em detrimento da própria saúde.

"Chiquinha Gonzaga" (Ed. Nova Fronteira), de Dalva Lazaroni. O livro nos apresenta a compositora, pianista e maestrina Chiquinha Gonzaga, uma mulher que viveu à frente do seu tempo, lutou por direitos autorais dos músicos e pela proclamação da República. Foi esquecida na história oficial. Feminista numa época em que pouco ou nada se falava em direitos da mulher.

Chiquinha foi uma mulher admirável e corajosa. Em 1899, ela compôs "O abre alas que eu quero passar", música cantada até hoje e que quase ninguém sabe que é dela.


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Luiz de Carvalho: 'O Velho e o Mar' e 'O Mito do Empreendedor'

Dicas de livros para o período de isolamento social


Primeiramente, sugiro um clássico da literatura mundial, que pode ser lido em uma ou duas horas, ainda com a vantagem de que pode ser encontrado de graça na internet, disponibilizado em PDF, mobi e ePub. É "O Velho e o Mar", o melhor entre as excelentes obras de Ernest Hemingway, tendo sido fundamental para que o autor ganhasse o Prêmio Pulitzer de Ficção em 1953 e o Nobel de Literatura de 1954.

Em poucas páginas e com apenas três personagens – um velho pescador, um menino e um peixe –, Hemingway mostra porque é considerado um dos maiores e melhores contadores de histórias de todos os tempos, levando o leitor a um mar de sensações, com mergulhos nas mais esquecidas emoções e, lá nas profundezas, promove um encontro do leitor com o ele mesmo. Ao terminar "O Velho e o Mar", o leitor não será mais o mesmo que iniciou a leitura momentos antes.

A outra sugestão cruzou meu caminho de jornalista desempregado, que não pretende voltar ao mesmo tipo de serviço nem ser novamente empregado. Trata-se de "O Mito do Empreendedor", do americano Michael Gerber, uma fonte de conhecimento indispensável para quem está disposto a encarar o desafio de criar seu próprio negócio e não sabe por onde começar.

Já comprei vários exemplares, que sempre acabo dando a alguém que também está tentando começar a andar com as próprias pernas. O livro é uma espécie de passo a passo para se estruturar um pequeno negócio e conseguir mantê-lo.


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Juliana Daibert: 'Sobre a Morte' e 'Fala de bicho, fala de gente'

Dicas de livros para o período de isolamento social


De que forma a morte é representada e como é vista pelos que agonizam? A quais necessidades sociais, religiosas e culturais respondem práticas como o enterro, a cremação e a mumificação? Em quais circunstâncias a morte afeta a percepção do morto aos olhos dos vivos? Quais ritos envolvem a separação definitiva e o luto? Existe vida depois da morte?

Os artigos reunidos pelo antropólogo francês Maurice Godelier no livro "Sobre a Morte: Invariantes culturais e práticas sociais" (Edições Sesc) responde a essas e a outras perguntas nas perspectivas de diferentes povos e épocas, que vão da Grécia e Roma antigas, passando pela Idade Média cristã, China e Índia contemporâneas, e chegam a povos amazônicos e aborígenes australianos. Curioso, interessante e bastante apropriado para o momento.

Também da Edições Sesc, a surpresa "Fala de bicho, fala de gente: Cantigas de ninar do povo juruna", da linguista Cristina Martins Fargetti. Estudiosa da língua e cultura do povo yudjá – juruna entre os não indígenas – desde a década de 1980, conquistou proximidade com os membros da etnia e encontrou particularidades culturais como o tipo de humor característico e uma categoria de animais batizada de bicho-gente, que remonta à cosmologia ancestral juruna.

Graficamente belo, o livro é acompanhado de CD com as cantigas gravadas com as vozes das mulheres yudjá, além de estudo e partituras da musicista Marlui Miranda.


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Psicóloga da PUCPR dá cinco dicas para a adaptação ao isolamento social

07/04/2020

Com a pandemia do novo coronavírus (covid-19), a humanidade se vê diante de um isolamento social global sem precedentes. Nunca antes tanta gente precisou ficar em casa, evitando as ruas como prevenção a uma doença. Essa situação interfere diretamente nas condições de saúde mental dos indivíduos.

Retome aquela atividade prazerosa e que há tempos pensava em fazer, como a leitura
É isso que explica a psicóloga Natália Barzaghi, professora do curso de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) em Maringá. "Com a covid-19, vivemos um momento inédito e sem precedentes. Em razão disso, fomos colocados em um cenário de incerteza, medo e ansiedade, sentimentos comuns a muitos e totalmente compreensíveis", explica.

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No entanto, é possível criar estratégias para superar esse momento de dificuldade. Doutora em Psicologia e Sociedade, Natália diz que é preciso aceitar a necessidade de estar afastado do mundo externo, aproveitando essa fase para "olharmos para dentro de nós". Nessa adaptação, Natália elenca cinco dicas que podem ser muito úteis. Confira:

1 - Enxergar-se como membro de uma comunidade
Os vínculos tendem a nos tornar mais fortes. À medida em que consigo entender que as minhas ações afetam diretamente a vida das pessoas a minha volta, os possíveis desconfortos da situação podem ser minimizados. Ou seja: faço pelo outro porque o outro faz por mim, juntos enfrentaremos melhor as demandas do dia a dia.

2 - Manter os contatos sociais
Com o avanço da tecnologia, multiplicam-se as possibilidades de interação social. Explore-as. Mantenha-se em contato com familiares e amigos, tentando experimentar novas formas de conversas como os chats em grupo. Lembre-se de abordar outros assuntos para além da covid-19, como filmes, memórias conjuntas ou planos futuros.

3 - Informar-se na medida certa
É importante se manter informado até para se instrumentalizar quanto aos procedimentos de prevenção à doença. Porém, caso o excesso de notícias estiver causando ansiedade, afaste-se. Escolha, por exemplo, um momento do dia para checar as informações. Não custa lembrar que as fake news são também maléficas à saúde mental.

4 - Olhar para si mesmo e manter-se em atividade
O momento de menos contatos externos pode ser um convite para voltarmos os olhos para nós mesmos. Retome aquela atividade prazerosa e que há tempos pensava em fazer. Muitas plataformas disponibilizaram acesso gratuito a livros, filmes, aulas e museus. Aproveite. Independentemente de estar trabalhando ou estudando em casa, tente montar uma rotina. Ela nos ajuda a nos organizar, inclusive psiquicamente.

5 - Ser empático e solidário: consigo e com os outros
Sentir-se triste ou ansioso frente ao que tem acontecido no mundo é extremamente compreensível. É importante reconhecer tais sentimentos, em si e nos próximos, e acolhê-los sem julgamentos. Não se esqueça: ajude e peça ajuda. A situação é verdadeiramente difícil, mas reconhecer os problemas, falar sobre eles e criar estratégias para enfrentá-los é um passo fundamental.  Caso sinta necessidade, não hesite em procurar um profissional da saúde mental.



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No Dia do Jornalista, Fenaj convida para ato virtual em defesa da profissão

07/04/2020

Da Fenaj – Chegamos neste 7 de abril de 2020, Dia Nacional do Jornalista, em meio a uma pandemia que assola os quatro cantos do mundo. As pessoas precisam saber sobre a realidade da Covid-19, sobre as informações vitais para que o maior número possível de brasileiros(as) sobreviva. Aqui, o jornalismo aparece como o que sempre foi: artigo de primeira necessidade.

7 de abril, Dia do Jornalista
Contra as ameaças de contágio, do Presidente da República e daqueles que o cercam, os/as jornalistas e os/as profissionais da saúde continuam na linha de frente da batalha. Pois 7 de abril é também o Dia Mundial da Saúde.

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Por isso, num ato virtual, seis entidades representativas dos jornalistas, inclusive a ABI, vão homenagear todos os jornalistas na pessoa da profissional Patrícia Campos Mello. Além disso, homenageiam igualmente os/as profissionais da saúde.

Participe do ato. Terça-feira, dia 7 de Abril, às 19 horas, no canal da APJor no YouTube. A partir desta segunda (6), esse canal já terá vários conteúdos sobre o ato virtual.





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Sinttromar e TCCC assinam acordo sobre EPIs para trabalhadores do transporte coletivo

07/04/2020

Dirigentes do Sindicato dos Motoristas Rodoviários de Maringá (Sinttromar) e representantes das empresas TCCC (transporte urbano) e Cidade Verde (metropolitano) chegaram a um consenso sobre o fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPIs) aos motoristas. O acordo foi firmado em reunião na Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), na manhã de segunda-feira (6), na presença do secretário da pasta, Gilberto Purpur.

Acordo foi assinado na presença do secretário Purpur (Semob), ao centro – Foto: Jean Carlo/Sinttromar
O termo de ajustamento dos procedimentos a serem adotados pela empresa ocorre no prazo limite dado pela Justiça. Por força de medida cautelar obtida pelo Sinttromar, TCCC e Cidade Verde tinham até esta segunda para fornecer à categoria EPIs como máscaras, luvas e álcool em gel 70% aos trabalhadores. Em caso de descumprimento, a multa estipulada pelo desembargador Adilson Luiz Funez era de R$ 1.000 por trabalhador.

Cafeinado: Osmar Terra já é ministro da Saúde na Austrália
Novo decreto flexibiliza a quarentena em Maringá: veja o que abre

Assim, conforme o termo de ajustamento, as empresas se comprometem a:

- Entregar, a partir de segunda (6), um par de luvas reutilizável da fabricante Volk do Brasil, cor preta, para cada empregado. As mesmas deverão ser mantidas pelos trabalhadores durante o período de calamidade. Havendo avaria das luvas, as empresas comprometem-se a substituir o IPI, imediatamente, para prosseguimento das atividades;

- Disponibilizar aos funcionários, imediatamente, álcool em gel 70% em quantidade suficiente para a manutenção da higidez do empregado durante a jornada de trabalho;

- Fornecer, a partir de quarta (8), um par de máscaras confeccionadas em tecido comum. Caso a entrega não ocorra até a data agendada, em razão da disponibilidade do produto no mercado, fica ajustado que as partes (empresas e sindicato) se reunião até as 12h da mesma data para definir novos prazos para implementação da medida;

- Manter o fornecimento dos EPIs (máscaras, luvas e álcool em gel 70%), enquanto a utilização dos mesmos for recomendado pelo Ministério da Saúde;

- Orientar os trabalhadores sobre a importância da utilização dos EPIs, fiscalizando e exigindo seu uso, com adoção de medidas disciplinares no caso de desobediência à determinação;

- Manter as rotinas de higienização diária dos veículos nos pontos de contato por motoristas e usuários, como já vem ocorrendo, enquanto perdurarem as orientações da administração pública municipal;

- Comunicar o sindicato e a Semob para avaliação de novas deliberações no caso de inexistência de fornecedores dos EPIs, em quantidades pactuadas, com a comprovação da falta dos produtos no mercado.

O Sindicato
Mediante o fornecimento dos EPIs, o Sinttromar e as empresas solicitarão nos autos da ação civil pública a suspensão provisória da medica cautelar, condicionando-se a extinção e arquivamento do processo caso não se denuncie o descumprimento do acordo. O sindicato também se compromete a apoiar na orientação dos trabalhadores sobre a importância do uso dos EPIs.

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A Semob 
Representada pelo secretário Purpur, a Semob se compromete a manter canal de contato direto com a Vigilância em Saúde do município quando se fizer necessário, por demanda das empresas ou do Sinttromar. As partes informação o Ministério Público do Trabalho sobre o acordo




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