"Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade" George Orwell

terça-feira, 24 de março de 2020

Após pronunciamento contra isolamento, Bolsonaro dá passo gigantesco rumo ao impeachment

24/03/2020

O corajoso haitiano de Brasília estava certo: "Bolsonaro, acabou". Depois do desastroso pronunciamento feito em cadeia nacional, na noite desta terça (24), o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), deu um passo gigantesco rumo ao impeachment. E desta vez, não dá pra dizer que "a culpa é do PT".

Pronunciamento do presidente Bolsonaro em cadeia nacional, na noite desta terça (24)
Em pouco mais de 5 minutos, Bolsonaro questionou o fechamento de escolas, defendeu o fim do isolamento – sugerido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como forma combater o novo coronavírus – e tornou a falar em "gripezinha", voltou a falar na cloroquina (ainda sem comprovação científica de eficiência no combate à Covid-19) e, pior, relativizou a morte de idosos ao criticar a imprensa por, na opinião dele, causar histeria

"Nossa vida tem de continuar, os empregos devem ser mantidos, o sustento das famílias deve ser preservado, devemos, sim, voltar à normalidade. Algumas poucas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada: a proibição de transportes, o fechamento de comércio e o confinamento em massa", disse, em trecho do pronunciamento. Assista:


Impeachment

Desta vez, o posicionamento das autoridades – de praticamente todo o espectro político, inclusive da direita – foi mais duro. Lideranças passaram a sugerir que o presidente não tem condições de tocar o país neste momento de grave crise sanitária e econômica.

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Rapidamente, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), e o vice-presidente da Casa, Antonio Anastasia (PSD), emitiram nota à imprensa, questionando a postura de Bolsonaro. "Neste momento grave, o País precisa de uma liderança séria, responsável e comprometida com a vida e a saúde da sua população. Consideramos grave a posição externada pelo presidente da República hoje, em cadeia nacional, de ataque às medidas de contenção ao Covid-19. Posição que está na contramão das ações adotadas em outros países e sugeridas pela própria OMS", diz trecho da nota, transmitida para todo o país ao fim do Jornal Nacional (Rede Globo).

Ex-líder do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados, Joice Hasselmann (PSL) classificou o pronunciamento do presidente sobre o novo coronavírus como "irresponsável, inconsequente e insensível". Segundo a deputada, "O Brasil precisa de um líder com sanidade mental. Todas as chances que o presidente teve de acertar ele mesmo jogou fora. Erra e se orgulha do erro. Estúpido".

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Outro ex-apoiador, o deputado federal Alexandre Frota (PSDB, ex-PSL) lembrou dos sucessivos panelaços contra o governo Bolsonaro e, num tuíte sobre impeachment, marcou o presidente da Câmara dos Deputados. "Nosso pedido de impeachment está nas mãos do Rodrigo Maia (DEM). Feito por grandes advogados. Rodrigo, espero que leia com atenção", escreveu. "O Brasil precisa de um líder, e não de um louco", tuitou.

Maia fez uma série de tuítes, um deles para parabenizar a nota de Alcolumbre e Anastasia. "O pronunciamento do presidente foi equivocado ao atacar a imprensa, os governadores e especialistas em saúde pública", escreveu o presidente da Câmara. "Cabe aos brasileiros seguir as normas determinadas pela OMS e pelo Ministério da Saúde em respeito aos idosos e a todos que estão em grupo de risco", acrescentou.

Líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede) também endossou a nota do presidente e do vice da Casa. "Parabéns pela posição assumida. O presidente da República passou de todos os limites. Agora, é a hora do Congresso agir", tuitou.

Obviamente, as críticas também partiram da esquerda. O deputado federal Enio Verri (PT) classificou como extremamente grave o discurso do presidente. "Contraria cientistas de todo o mundo e até as orientações dadas pelo Ministério da Saúde. Ao defender a flexibilização do confinamento social, expõe ao risco de morte milhares de brasileiros, inclusive nossas crianças. Não está a altura do cargo que ocupa", escreveu.

Vários outros parlamentares se disseram perplexos com a postura de Bolsonaro diante do avanço da Covid-19. Eles sabem que o pronunciamento pode encorajar os bolsonaristas a deixar a quarentena nos municípios onde a medida já foi adotada. No Brasil, já são 46 mortes e 2.201 casos confirmados. Segundo o próprio Ministério da Saúde, o país ainda está longe do pico da doença.

Charge publicada no Twitter com a #ForaBolsonaro
Rapidamente, a hashtag #ForaBolsonaro se tornou a mais utilizada no Brasil, com 230 mil tuítes. Vários políticos usaram a tag para se posicionar contra o presidente. As mensagem podem ser lidas aqui. Abaixo, relembre o caso do corajoso haitiano.



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Vereadores aprovam reajuste de 4,3% dos servidores de Maringá e criticam fake news

24/03/2020

Na ativa mesmo durante a pandemia do novo coronavírus, a Câmara Municipal apreciou, na sessão desta terça (24), nove projetos de lei e 15 requerimentos. Na pauta estavam três projetos que dispunham sobre o reajuste salarial de 4,3% dos servidores públicos e o aumento de 10% no vale-alimentação dos funcionários da Câmara e da Prefeitura. Todos os três foram aprovados, por unanimidade, em segunda discussão.

Vereadores no antigo plenário da Casa – Foto: Arquivo/CMM
Baseado na campanha salarial da categoria, o percentual de 4,3% equivale à reposição da inflação de janeiro do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Pelas leis aprovadas, o índice se aplica ao servidores ativos e aposentados, aos pensionistas, empregados públicos, funções gratificadas, cargos comissionados e subsídios dos poderes Executivo e Legislativo.

Por incluir os subsídios de prefeito, vice-prefeito, secretários municipais e vereadores, a reposição da inflação recebeu críticas nas redes sociais. O assunto se tornou polêmico após fake news espalharem que os vereadores teriam aprovado aumento de seus próprios salários em tempos de comércio fechado por conta da pandemia. Tecnicamente, não houve aumento.

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Em nota oficial, a Câmara já havia dado esclarecimentos sobre o assunto, desmentindo o boato e informando que aplicou-se a reposição das perdas inflacionárias "conforme artigo 56, parágrafo primeiro, da Lei Orgânica Municipal". Na sessão desta terça (24), vereadores não perderam a chance de criticar as fake news.

William Gentil (PTB) disse que os boatos foram espalhados por pré-candidatos e por pessoas mal-intencionadas. Ele lembrou que o Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá (Sismmar) publicou nota alertando a categoria sobre a fake news e agradecendo a atuação dos vereadores em favor dos servidores.

Sidnei Telles (PSD) reclamou de servidores que criticaram publicamente os vereadores por conta do reajuste aprovado – o qual foi considerado baixo por parte da categoria. O vereador explicou que a decisão é tomada em dissídio coletivo, na data-base, entre o sindicato e o patrão (o governo municipal, neste caso). As negociações, de fato, não envolvem os parlamentares.


Está na lei
O presidente da Câmara, Mário Hossokawa (PP), comentou matéria do Café com Jornalista, publicada pela manhã, a qual trouxe para os leitores a informação de que nem sempre o reajuste dos subsídios acompanhou o índice concedido aos servidores de carreira. O exemplo dado foi o de 2005, quando o então prefeito Silvio Barros (PP) concedeu inflação de 6,57% aos servidores, deixando sem reajuste prefeito, vice, secretários e outros cargos do primeiro escalão.

Segundo Hossokawa, o congelamento do subsídio já causou problemas jurídicos no passado. Segundo ele, no caso de 2005, muitos que não tiveram o reajuste ingressaram na Justiça, ganhando o valor devido com juros, multas e correção monetária. "É um direito da pessoa e uma obrigação desta Casa respeitar, porque está na Constituição a data-base", disse.

Como os três projetos foram aprovados sem emendas, as leis seguem agora para sanção do prefeito Ulisses Maia (PDT).

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Cafeinado: Vereadores pedem que prefeito permita que açougues e padarias abram com restrições

24/03/2020

Como era esperado, a pandemia do novo coronavírus foi o principal assunto da Câmara Municipal na sessão desta terça-feira (24). No pequeno expediente, os vereadores pediram que o prefeito Ulisses Maia (PDT) considere incluir, num próximo decreto, a liberação de açougues e padarias durante a quarentena, respeitando as mesmas regras impostas aos supermercados e farmácias.

Mesa diretora da Câmara de Maringá em sessão ordinária – Foto: CMM
A reivindicação partiu dos vereadores Odair Fogueteiro (PDT), Mário Verri (PT) e Mário Hossokawa (PP), sem oposição dos demais edis. Fogueteiro sugeriu que esses estabelecimentos possam atender o público com um número limitado de clientes, como tem ocorrido nos supermercados. No caso das padarias, o consumo dentro da loja seria proibido.

Presidente da Câmara, Hossokawa disse que a situação das padarias é ainda mais delicada. Enquanto os açougues conseguem prosseguir com o delivery (entrega da compra na casa do cliente), por lidarem com um produto mais caro (a carne), nas padarias o mesmo não tem ocorrido. "Ninguém vai fazer a entrega de pãozinho em casa", argumentou Hossokawa.


Objetivo
Segundo os edis, a liberação das padarias e açougues – com a devida regulamentação – ajudaria a descongestionar os grandes mercados, que prosseguem vendendo pães e carnes normalmente. Quem já foi ao supermercado sabe que o distanciamento entre as pessoas nem sempre é respeitado. Entre a atendente de caixa e o cliente, por exemplo, a distância é inferior a um metro.

Sem chance
O Café buscou uma palavra do prefeito a respeito. Ulisses disse que não é cogitada a abertura de panificadoras e açougues. "A questão é a circulação de pessoas. Tem mais de 400 padarias [na cidade]", comentou. Ainda segundo o prefeito, um sindicato do setor entrou na Justiça para tentar abrir as lojas, mas não conseguiu liminar. Com vidas em jogo, ninguém quer arriscar, nem mesmo o juiz.

Quarentena
Apesar de pequenas divergências, entre os vereadores que comentaram o assunto, todos apoiaram as medidas que vêm sendo adotadas pelo governo municipal no combate à Covid-19. "Ainda teremos o pico de contaminação, com mais pessoas internadas e mortes. Serão dias difíceis, mas vamos tentar superar e torcer para que isso passe rápido", comentou Jean Marques (PV).

Falta de EPIs
Chico Caiana (PTB) cobrou mais atenção das autoridades locais para a falta de equipamentos de proteção individual (EPIs), tanto na iniciativa privada quanto nas unidades de saúde do município. "Vocês não têm noção das dificuldades que essa categoria [trabalhadores dos supermercados] tem enfrentado para atender o povo, especialmente pela falta de EPIs", disse. Este jornalista esteve num supermercado e constatou: há vários trabalhadores sem EPIs. O uso de luvas no manuseio de frutas e legumes, por exemplo, é obrigatório.

Moradores de rua
Líder do prefeito na Casa, Alex Chaves (MDB) disse que o município está adotando ações em prol da população de rua. Um alojamento ao lado do Ginásio Chico Neto, que deve ficar pronto nesta terça (24), atenderá 50 pessoas. "As casas que já fazem o acolhimento não podem receber outras pessoas, para que não tenha algum tipo de contaminação com o vírus", disse Chaves.

Boletos
Vice-presidente da Câmara, Mário Verri disse que os vereadores encaminharão ofício ao governador Ratinho Júnior (PSD), solicitando que sejam proibidos cortes de água, luz e internet no período de 90 dias. Também constarão do ofício outras três reivindicações: Liberação das praças de pedágio; compra emergencial de equipamentos para o Hospital Universitário (HU) de Maringá; Prorrogação e parcelamento do ICMS de todos os empresários e comerciantes paranaenses.

Decreto desrespeitado
Ainda no pequeno expediente, William Gentil (PTB) disse que as medidas adotadas pela administração estão sendo descumpridas por muitos comerciantes, inclusive nos distritos. Ele comentou que acionará a Guarda Municipal para ajudá-lo a fazer cumprir o decreto que obriga o fechamento do comércio. Gentil também parabenizou a Alcopar pela doação de matéria-prima para a produção de álcool em gel.

Desafios
Sidnei Telles (PSD) disse também gostaria de estar na segurança de sua casa, mas destacou a importância de os vereadores – que não estão no grupo de risco – permanecerem na ativa, aprovando leis e tomando decisões importantes durante a quarentena. Segundo ele, a pandemia não é democrática, porque afetará em maior escala os países mais pobres. Enquanto os EUA, por exemplo, discutem um pacote econômico de US$ 1,8 trilhão (R$ 9,15 trilhões) para superar essa crise, o Brasil anunciou medidas que somam menos de R$ 90 bilhões.

Charge 


Toque de recolher
Nas redes sociais, o deputado estadual Homero Marchese (Pros) criticou o toque de recolher, entre 21h e 5h, decretado pelo prefeito Ulisses Maia como medida de prevenção ao novo coronavírus. Segundo ele, a medida é "inconstitucional, ineficiente e leva a cidade ao ápice do populismo". Se a razão está com Ulisses ou Marchese, só o tempo dirá. De momento, a precaução parece ser a opção mais inteligente, em vista das notícias que chegam da Itália, Espanha e EUA.     

Mundo
O número de mortes pela Covid-19 voltou a subir na Itália. Foram mais 743 mortes nas últimas 24 horas. Segundo balanço divulgado pelo governo italiano, nesta terça (24), já são 6.820 mortes. Para evitar algo parecido, a Índia pôs 1,3 bilhão de pessoas em isolamento obrigatório, fazendo dessa medida o maior confinamento da história. No segundo país mais populoso do mundo, foram registradas dez mortes.

Prevenção
Conheça no Café o melhor lugar do mundo para fugir da contaminação do novo coronavírus. Lá, nem o vírus conseguiu chegar. Veja aqui.

Brasileiros x Coronavírus
A capacidade de criação do povo brasileiro merece ser estudada pela Nasa (hehehe). Veja alguns exemplo, como esse abaixo, no álbum de fotos na página do Café com Jornalista no Face – clique aqui.





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Conheça o melhor lugar do mundo para estar durante a pandemia do novo coronavírus

24/03/2020

Poucos lugares do planeta seguem livres da Covid-19, um vírus da família do coronavírus que causa infecções respiratórias (graves em idosos e pessoas com saúde debilitada). Altamente contagioso, o novo vírus foi descoberto em 31 de dezembro de 2019, com os primeiros casos na China se multiplicando e se espalhando rapidamente pelo mundo.

Placa em Tristão da Cunha apresenta a localidade como a ilha mais isolada do mundo
Placa em Tristão da Cunha apresenta a localidade como a ilha mais isolada do mundo
Em 11 de março, com casos em todos os continentes e milhares de mortes, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou pandemia da doença. Apesar das medidas tomadas para evitar o avanço da Covid-19, a circulação global de pessoas facilitou a ação do vírus. Por isso, apenas lugares remotos seguem descontaminados.

Um desses lugares é a Tristão da Cunha, um pequeno arquipélago pertencente ao território ultramarino britânico de Santa Helena, Ascensão e Tristão da Cunha. A localidade conta com menos de 300 habitantes, sendo sua capital, Edimburgo dos Sete Mares, a cidade (uma vila, na verdade) mais isolada do mundo.

Não é fácil chegar a esse arquipélago do Atlântico sul. Acessada apenas por barco (não há aeroporto), Tristão da Cunha fica distante 3.550 km da América do Sul e 2.800 km da África. As embarcações partem de Cidade do Cabo (África do Sul) a Edimburgo dos Sete Mares, poucas vezes por ano, numa viagem que leva mais de seis dias (quase 15, em ida e volta). Contudo, a autorização para estrangeiros visitarem a ilha pode levar um ano para sair.

Tristão da Cunha: distante 3.550 km da América do Sul e 2.800 km da África
Tristão da Cunha: distante 3.550 km da América do Sul e 2.800 km da África
Tudo isso faz de Tristão da Cunha o melhor lugar do mundo para escapar do novo coronavírus. Os moradores de lá, na verdade, vivem geração após geração em isolamento. Nem o coronavírus conseguiu chegar ao arquipélago. E para evitar que chegue, as autoridades locais decidiram, em 16 de março, impedir o desembarque de passageiros nos navios de carga que chegam à ilha. A notícia pode ser lida aqui, em inglês.

Entenda o quão o arquipélago de Tristão da Cunha é isolado no vídeo do canal Mundo Desconhecido. O documentário apresenta a capital como sendo "Emburgo" dos Sete Mares, mas o nome correto é Edimburgo. Confira:


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Câmara de Maringá amplia medidas preventivas contra o novo coronavírus

24/03/2020

Em nova portaria, publicada pelo presidente Mário Hossokawa (PP) na segunda (23), a Câmara Municipal de Maringá adota ações mais restritivas em combate ao novo coronavírus (Covid-19). As medidas valem até 17 de abril.

Presidente da Câmara de Maringá, vereador Mário Hossokawa (PP) – Foto: CMM
De acordo com a Portaria 084/2020, são mantidas as sessões em plenário, conforme portaria anterior, de 18 de março. O acesso ao plenário fica restrito aos vereadores, servidores da Casa e profissionais da imprensa.

Outras medidas são a manutenção apenas dos serviços essenciais da Casa, com liberação dos demais servidores para o teletrabalho (home office), sem prejuízos nos vencimentos; e liberação também dos servidores dos gabinetes dos vereadores para home office, cabendo a cada vereador essa decisão. "Ficam mantidas as medidas adotadas pelas Portarias n. 079 e 082/2020", diz o documento.

☕ Janaína e Reale Júnior questionam permanência de Bolsonaro na presidência

Portaria anterior cancelou as reservas do plenário da Câmara por 30 dias, adiando, no mesmo prazo, as homenagens a notórios da cidade já agendadas. Também foi recomendado que os atendimentos prestados nos gabinetes fossem feitos, preferencialmente, por telefone ou internet, evitando-se a circulação desnecessária de pessoas no prédio do Legislativo. 

Câmara vota 9 projetos na 2ª sessão sem público por conta da Covid-19




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Câmara vota 9 projetos e 15 requerimentos na segunda sessão sem público por conta da Covid-19

24/03/2020

A Câmara Municipal vota, na sessão ordinária desta terça (24), 24 matérias na ordem do dia, sendo nove projetos de lei e 15 requerimentos. Três projetos da pauta tratam da reposição de 4,3% da inflação a servidores do Executivo e do Legislativo e do aumento de 10% do vale-alimentação.

Plenário da Câmara Municipal de Maringá – Foto: CMM
Plenário da Câmara Municipal de Maringá – Foto: CMM
Esta é a segunda sessão fechada ao público por medida de prevenção ao novo coronavírus (Covid-19). Os trabalhos, que tiveram início às 9h30, podem ser acompanhados ao vivo no YouTube. Veja abaixo:


Novo decreto institui toque de recolher em Maringá das 21h às 5h



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Câmara vota em segunda discussão reajuste de 4,3% nos salários dos servidores e nos subsídios

24/03/2020

A Câmara Municipal vota na sessão ordinária desta terça (24), em segunda discussão, os projetos de lei 15.582/2020 e 15.565/2020, que concedem aos servidores públicos do Executivo e do Legislativo, respectivamente, reajuste salarial de 4,3% (baseado na campanha salarial da categoria). A sessão, que inicia às 9 horas, será a segunda fechada ao público, em medida de prevenção ao novo coronavírus.

Seis dos 15 vereadores de Maringá em sessão ordinária – Foto: Marquinhos Oliveira/CMM
Seis dos 15 vereadores de Maringá em sessão ordinária – Foto: Marquinhos Oliveira/CMM
Câmara aprova reajuste de 4,3% e aumento de 10% no vale dos servidores

Segundo o projeto 15.582, a reposição salarial contempla "os servidores públicos municipais ativos, inativos, pensionistas, empregados públicos, funções gratificadas, cargos comissionados e subsídios do Poder Executivo do Município de Maringá".

O projeto 15.565, por sua vez, dispõe sobre a "revisão geral anual dos subsídios e remunerações do Poder Legislativo de Maringá". Além dos 4,3% de reposição da inflação, prevê 10% de aumento no vale-alimentação dos servidores da Casa.

O reajuste anual engloba, na primeira lei, os subsídios de prefeito, vice-prefeito e secretários municipais, por exemplo. A segunda lei mencionada inclui, além dos salários dos servidores, o subsídio dos vereadores. Na segunda discussão, cabem emendas.

Polêmica
Apesar de o sistema da Câmara não classificar a pauta como polêmica, o reajuste concedido a prefeito, vice, secretários e vereadores acabou causando alvoroço nas redes sociais. Muitos contribuintes criticaram qualquer ganho – ainda que esse ganho represente mera reposição inflacionária – em tempos de coronavírus e de perdas em praticamente todos os setores da iniciativa privada.

A polêmica levou o gabinete da presidência da Câmara e emitir nota de esclarecimento, desmentindo boatos de que os vereadores teriam se aproveitado da pandemia do novo coronavírus para aprovar o aumento para os parlamentares da próxima Legislatura. O que houve, como destaca a nota, foi a reposição da inflação.

 Em 16 anos, servidores tiveram ganho real três vezes; veja o histórico

"Diante do fato, convém esclarecer que, conforme artigo 56, parágrafo primeiro, da Lei Orgânica Municipal, os subsídios dos agentes políticos serão atualizados anualmente, obedecidos a mesma data-base e índices aplicáveis aos servidores públicos municipais, sendo concedidos por força de lei e de forma geral a todos os servidores, sem distinção de índices, tendo como fundamento o artigo 37, X, da Constituição Federal", diz trecho da nota.

A rápida aprovação, ainda segundo a nota, levou em conta o calendário eleitoral. "A votação neste período é necessária, pois, caso não haja sanção do prefeito e publicação da lei até 4 de abril, servidores ficarão sem a reposição anual da inflação por conta do período de seis meses a ser respeitado antes das eleições municipais, conforme determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)". Ou seja, após o dia 4 os cerca de 13 mil servidores ficariam sem qualquer reajuste.

Histórico
Ainda que a nota informe sobre a concessão do reajuste "a todos os servidores, sem distinção de índices", o Café com Jornalista apurou junto a uma fonte que nem sempre ocorreu esse índice casado entre salários e subsídios. Em 2005, por exemplo, o então prefeito Silvio Barros (PP) concedeu a inflação de 6,57% aos servidores, porém, excluiu do reajuste prefeito, vice-prefeito, secretários e outros "equiparados à simbologia CC1" (primeiro escalão).

Projeto de Lei 6.912/2005 excluiu do reajuste prefeito, vice e secretários, conforme cópia do documento
Outro exemplo. Em 2014, o percentual de reajuste concedido aos vereadores foi menor do que o índice conquistado pelos servidores municipais. Naquele ano, a categoria teve 5,5% de reposição, um pouco acima dos 5,39% da inflação – como mostra o infográfico abaixo.




Vale-alimentação
Ao contrário do vale dos servidores do Legislativo, o reajuste do benefício para os trabalhadores da Prefeitura não é votado na mesma lei. Então, também em segunda discussão, os vereadores apreciarão nesta terça (24) o Projeto de Lei Complementar 1.968/2020.

De acordo com o projeto, o valor do auxílio, com o reajuste de 10%, passará a ser de 371,25, com manutenção da contrapartida em 18,5%. No início da campanha salarial, a atual gestão do Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá (Sismmar) pedia R$ 500 de vale, com redução para 1% na contrapartida.

Assembleia dos servidores aceita 4,3% de reajuste e encerra campanha




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