"Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade" George Orwell

segunda-feira, 23 de março de 2020

Na quarentena do coronavírus, e-book 'Orfeu & Violeta' pode ser lido de graça na Amazon

23/03/2020

E-book de crônicas mais vendido na categoria “Crônicas, Humor e Entretenimento” da Amazon, no mês de seu lançamento, “Orfeu & Violeta: E outras histórias lá de Pato Branco” é uma opção de leitura leve e rápida neste período de quarentena. Encontre o livro aqui.

Orfeu & Violeta, do jornalista Luiz Fernando Cardoso, editor deste Café
Publicada em março de 2018, a obra reúne 24 crônicas baseadas em Pato Branco (PR) e inspiradas em situações vividas pelo autor, o editor deste Café. A melhor parte é que o e-book (que custa R$ 5,99) pode ser lido de graça mediante um rápido cadastro.

Livro com minicontos de todo o País inclui texto de Maringá

Neste período de isolamento por causa do novo coronavírus, a Amazon disponibiliza seu acervo de mais de um milhão de livros digitais cadastrados no Kindle Unlimited para leitura grátis, num período experimental de 30 dias. Para se cadastrar, clique aqui.

O Kindle Unlimited é uma espécie de “Netflix” dos livros digitais. Com uma assinatura mensal, os leitores mais assíduos podem ler quantos e-books quiser desse catálogo. “Orfeu & Violeta” e os outros dois e-books do editor deste blog – “Quero Café!” e “Nas Curvas de Maringá” estão cadastrados no Unlimited.

Print dos mais vendidos da Amazon em 14 de março de 2018
Grátis de fato
Além das obras sem custo no período de 30 dias, a Amazon disponibiliza centenas de e-books grátis, em várias categorias. Vale a pena conferir (veja aqui). Certamente, não vai faltar leitura para o período de quarentena.



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* Matérias e opiniões publicadas no Café com Jornalista estão compreendidas pela atividade jornalística e amparadas pela liberdade de imprensa e de expressão. (Do editor)



Novo decreto institui toque de recolher em Maringá das 21h às 5h

23/03/2020

Um novo decreto da Prefeitura de Maringá proíbe a circulação de pessoas entre as 21h e 5h. Assinado pelo prefeito Ulisses Maia (PDT) nesta segunda (23), o toque de recolher já está em vigor, excetuando da restrição apenas profissionais da saúde, segurança, serviços públicos e outras áreas essenciais com comprovada necessidade de urgência.

Prefeito de Maringá, Ulisses Maia (PDT) – Foto: PMM
Prefeito de Maringá, Ulisses Maia (PDT) – Foto: PMM
Como não pode prevalecer sobre decisões tomada no âmbito federal, o decreto maringaense não se aplica aos jornalistas. No domingo (22), o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), incluiu a imprensa entre os serviços essenciais que não devem ser interrompidos no país.

Punição
O decreto 464/2020 amplia as restrições adotadas pela Prefeitura de Maringá desde a declaração de situação de emergência, na quarta-feira (18). Quem descumprir o toque de recolher pode ser indiciado por crime contra a saúde pública e ter de pagar multa de R$ 300 (com o valor dobrando em caso de reincidência).

Bolsonaro revoga suspensão de salários por quatro meses

O decreto determina, ainda, que a Rodoviária de Maringá terá suas atividades suspensas a partir das 20 horas desta segunda (23). Também está decretado que alvarás provisórios estão prorrogados por 180 dias a partir da data de vencimento. As certidões negativas serão prorrogadas por 90 dias, a partir da data de vencimento. Veja os detalhes aqui.

Live do prefeito
Nesta segunda, às 20h, Ulisses fará uma live no Facebook para explicar as novas medidas de prevenção ao coronavírus.


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Após hashtag #BolsonaroGenocida dominar o Twitter, presidente revoga suspensão de salários

23/03/2020

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), revogou o artigo 18 da Medida Provisória (MP) 927, que permitia a suspensão do contrato de trabalho e do pagamento dos salários por até quatro meses. A decisão foi tomada após uma avalanche de críticas de lideranças políticas, inclusive de direita, e de inúmeras entidades.

MP de Bolsonaro gerou críticas até de parlamentares da direita, como o deputado federal Alexandre Frota
"O governo Bolsonaro publicou, na madrugada de domingo para segunda, uma MP que é uma das coisas mais aberrantes, selvagens e estúpidas sob o ponto de vista técnico, econômico e social que eu já ouvi falar na vida", criticou o ex-ministro Ciro Gomes, que classificou a proposta como inconstitucional.

Adiamento das Eleições 2020 é cogitada no Congresso

A MP previa a suspensão dos salários em negociação individual entre patrão e empregado, exigindo do empregador a manutenção de benefícios como plano de saúde (que nem todos os trabalhadores têm) e oferta de curso on-line de capacitação. Ainda segundo a MP, o empregador poderia pagar uma ajuda mensal, sem ter essa obrigação.

"É duro ter que lidar com um vírus e um verme, simultaneamente", tuitou o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT). "A MP de Bolsonaro, que autoriza empresas a reduzir salários por quatro meses é um crime contra o povo trabalhador brasileiro. O Judiciário e o Congresso devem impedir essa barbaridade", escreveu a ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Maringaense na Itália: "Não há lugar para todos nos hospitais"

A decisão do governo alçou a hashtag #BolsonaroGenocida ao assunto mais comentado do Twitter, no Brasil, com 117 mil tuítes até as 16h37 desta segunda. "A sociedade civil não admitiu essa desumanidade. Cidadãos de direita, centro e esquerda se revoltaram. No começo da tarde, Bolsonaro teve que voltar atrás", comentou o deputado federal Alexandre Frota (PSDB), ex-apoiador do presidente, usando a hashtag.

As críticas partiram também das entidades, entre elas a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra). "Para Associação, medidas impactam direta e profundamente na subsistência dos trabalhadores, das trabalhadoras e de suas famílias, assim como atinge a sobrevivência de micro, pequenas e médias empresas, com gravíssimas repercussões para a economia e impactos no tecido social", diz trecho da nota (leia aqui).



Deputados de Maringá

Entre os deputados maringaenses, Enio Verri (PT) criticou a MP 927 e comentou sobre o recuo do presidente, dizendo que Bolsonaro não vai desistir. "Ele vai editar nova medida provisória, que permite cortar 50% dos salários e da jornada de trabalho", escreveu Verri, em sua página no Facebook.

Ricardo Barros (PP) parabenizou o presidente pela suspensão do contrato de trabalho. Sargento Fahur (PSD) e Luiz Nishimori (PL) não se manifestaram nas redes sociais.

Postagem na página de deputado Ricardo Barros, no início da tarde desta segunda (23)
Apoiadores
Talvez o apoio mais relevante à proposta de Bolsonaro tenha partido do governador de São Paulo, João Dória (PSDB). "Avaliamos de maneira positiva e acertada a medida, evitando demissões em massa. Todas as medidas para preservar empregos são bem-vindas, são instrumentos de um momento de exceção", disse Doria em matéria publicada pelo UOL, antes do recuo do presidente.

Alô governador, praça de pedágio não é essencial e deve parar na quarentena

O banqueiro João Amoêdo (Novo), presidenciável em 2018, apoiou a flexibilização dos contratos de trabalho em um período de calamidade, porém, o fez com ressalvas. "Suspender a remuneração por quatro meses deixa o ônus todo para o trabalhador. A suspensão deveria vir com um adiantamento salarial, de acordo com o porte da empresa (no mínimo um salário) e a liberação integral do FGTS em quatro vezes", disse, em tuíte.
 



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Cafeinado: Alô governador, praça de pedágio não é essencial e deve parar na quarentena

23/03/2020

O Ulisses Maia (PDT), decretou situação de emergência na quarta (18). O fechamento do comércio ocorreu dois dias depois. Permaneceram abertos apenas estabelecimentos considerados essenciais, como supermercados e farmácias. Nesta segunda (23), um novo decreto ampliou as medidas restritivas. Tudo para evitar o rápido avanço do novo coronavírus (Covid-19).

Praça de pedágio da Viapar: concessionária concorda em parar, mas decisão compete ao governador Ratinho Junior (PSD)
Nesse período de quarentena – em que todos que não atuam em áreas essenciais são convidados a ficar em casa –, surgiu um pertinente questionamento: e os pedágios? Sim, eles seguem operando, mas não deveriam, já que a atividade nos guichês não é considerada essencial. Seus trabalhadores, portanto, já deveriam ter sido liberados para o isolamento, em suas casas, mas seguem correndo um risco desnecessário.

A competência é estadual, e o governador Ratinho Junior (PSD) já deveria ter tomado providências, mantendo apenas o serviço de apoio das concessionárias aos motoristas, na estrada, essa sim uma atividade que pode ser considerada essencial. Como o governador não agiu, algumas lideranças já estão atuando, no âmbito jurídico, para interromper a cobrança do pedágio durante a pandemia, liberando os funcionários para ficar em casa.

Ação civil pública
Na manhã desta segunda (23), o escritório do advogado e ex-diretor do Procon de Maringá Rogério Calazans vai protocolar uma ação civil pública, buscando liminar para interromper a cobrança nas praças de pedágio. Segundo ele, trabalhadores das cancelas estavam trabalhando sem equipamentos básicos de segurança para se prevenir da doença. A ideia é que o Ministério Público (MP), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e outras entidades encampem a ação.

Viapar
A concessionária que atua na região de Maringá já se mostrou solidária. Em nota, a Viapar informou que "a empresa não poderia se furtar em minimizar os transtornos que afetam os usuários das rodovias, comunidade e de seus próprios funcionários". A Viapar entende que sua maior colaboração seria a paralisação temporária dos serviços e da cobrança de pedágio, porém, por se tratar de uma concessão, a paralisação depende do governo do Estado.


Entrevista
O Café publicou, neste domingo (22), entrevista com a maringaense Aleciane Gonçalves, que mora há dez anos na Itália, o país mais atingido pelo novo coronavírus. Quando da publicação da entrevista, eram 4.825 óbitos, mas o número de mortes subiu para 5.476 mortes no fim do domingo. "Não há lugar para todos nos hospitais", diz a maringaense.

Recomendações
Aleciane clama para que seus conterrâneos levem a sério as medidas adotadas pelo prefeito Ulisses Maia (PDT) no combate ao novo coronavírus, que não é uma "gripezinha". Ela teme que, se os brasileiros não se conscientizarem, o mesmo que ocorreu na Itália se repita aqui, o que seria o caos. Se a Itália, que tem uma boa rede hospitalar, não deu conta, o que será dos brasileiros se a doença avançar por aqui no mesmo ritmo de lá?

Balanço
Boletim diário da Prefeitura de Maringá, divulgado às 18 horas deste domingo (22), informa que a cidade tem 63 notificações do novo coronavírus (Covid-19). Desse total, são 52 casos suspeitos, oito descartados e três confirmados. No Paraná, já são 50 casos confirmados, segundo o Ministério da Saúde. Em Maringá, as medidas restritivas foram ampliadas – veja aqui o que mudou.

Meme



Inglaterra x Brasil
O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, anunciou na sexta (20) que o governo vai pagar 80% dos salários para evitar demissões. O valor a ser pago aos trabalhadores é de até 2.500 libras (R$ 14.500) por mês. No Brasil, segundo matéria do UOL, o governo federal fez um corte de 158 mil benefícios do programa Bolsa Família em meio à pandemia da Covid-19. A região mais afetadas foi o Nordeste.

Medida Provisória I
Na noite deste domingo (22), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) publicou no Diário Oficial uma medida provisória (MP) que autoriza a suspensão do contrato de trabalho por até quatro meses, no qual o empregado deixa de trabalhar e também de receber. A empresa terá de oferecer curso on-line e ficam mantidos benefícios, como plano de saúde. A MP precisa ser aprovada pelo Congresso para não caducar.

Medida Provisória II
A MP prevê que a negociação individual entre contratante e contratados ficará acima de acordos coletivos e da lei trabalhista. Ou seja, espere apenas o pior para os trabalhadores. Ainda segundo a MP, o empregador poderá pagar uma ajuda mensal, não sendo obrigado a isso. De que adianta o curso on-line se o trabalhador mais humilde não tiver condições de pôr comida na mesa. Por que não taxar as grandes fortunas (o Brasil não cobra esse imposto), tirando dessa nova fonte de recursos a ajuda às empersas, antes de ferrar ainda mais o trabalhador?

MEI
Outra medida do governo Bolsonaro. Quem é microempreendedor individual (MEI) poderá receber uma ajuda de R$ 200 por mês durante três meses. Para isso, é preciso se enquadrar nos seguintes requisitos: 1) Famílias com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa; 2) Grupos familiares com renda mensal total de até três salários mínimos; 3) Ou, ainda, com renda maior que três salários mínimos, desde que o cadastramento esteja vinculado à inclusão em programas sociais nas três esferas do governo.

Fake News
A Prefeitura de Maringá informa que não existe um decreto que determina a necessidade de autorização para as pessoas circularem nas ruas da cidade. O boato diz que quem for pego circulando sem expressa autorização, a partir do dia 23, pagará multa de um salário mínimo e cinco cestas básicas a serem doadas a famílias de vítimas da Covid-19. Como toda fake news, essa aí também viralizou. Quanta má-fé!


O que fazer?
Não compartilhe sem checar. A principal maneira de se proteger das fake news é acompanhar o noticiário (TV, rádios, jornais, sites confiáveis) numa dose maior do que se navega no WhatsApp, que é o antro da boataria. Até mesmo gente considerada inteligente tem compartilhado boatos. Alguns deles são também golpes feitos para roubar dados de quem clica nos links compartilhados. Se você tiver sua conta bancária esvaziada por causa do clique em fake news, não reclame.

Informe-se
Além dos veículos de comunicação sérios, busque fontes oficiais para se informar sobre o novo coronavírus. Isso inclui os sites governamentais. A seguir, um bom vídeo produzido pelo governo do Paraná sobre a doença.






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* Os artigos não refletem, necessariamente, a opinião do Café com Jornalista, que os reproduz em exercício da atividade jornalística e amparado pela liberdade de expressão. (Do editor)