"Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade" George Orwell

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Assembleia de jornalistas discute Convenção Coletiva de Trabalho nesta quinta (27)

27/02/2020

O Sindicato dos Jornalistas do Norte do Paraná realiza, nesta quinta (27), assembleia para discutir a Convenção Coletiva de Trabalho 2020/2012. Todos os jornalistas estão convocados.

A assembleia será realizada de forma simultânea em Londrina e em Maringá, com início às 19h30 e segunda convocação às 20 horas.


Na Cidade Canção, será na sede do Sindicado dos Trabralhadoers em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sinteemar), na Rua Professor Itamar Orlando Soares, 357. Em Londrina, será na sede do Sindijor, na Rua Paulo Kawassaki, 36.

Nova regra para eleição proporcional preocupa pré-candidatos a vereador

27/02/2020

Uma nova regra para as eleições municipais deste ano tem tirado o sono de pré-candidatos a vereador. A proibição da coligação proporcional – permitida nos pleitos anteriores, mas que agora só será aceita para a eleição majoritária (de prefeito) – fará com que o quociente eleitoral seja mais difícil de ser alcançado pelas chapas puras dos partidos, aumentando o risco de candidatos bem votados ficarem sem um cadeira na Câmara.

Nesse novo cenário, os 15 vereadores sabem que nunca antes a escolha do partido foi tão determinante para a reeleição. Assunto recorrente entre os parlamentares e em seus gabinetes, essa decisão precisará ser tomada até 3 de abril, data limite do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para filiação dos candidatos ou troca de partido.

Vereadores, prefeito e vice-prefeito na diplomação da atual legislatura, em dezembro de 2016 – Foto: CMM
"É uma eleição diferente de todas as que enfrentamos até agora", diz Mário Hossokawa (PP), presidente da Câmara de Maringá. "Existe uma grande preocupação por parte de todos os vereadores sobre qual partido seria a melhor opção", acrescenta o vereador.

A escolha por um partido com vários candidatos de peso pode fazer com que nomes bem votados fiquem na suplência. Em 2016, por exemplo, a forte coligação do PP/PPS elegeu Hossokawa, Flávio Mantovani e Belino Bravin, deixando Carmen Inocente como suplente. "Ela fez quase 3.600 votos e ficou de fora, enquanto teve gente que fez pouco mais de 2.000 e se elegeu", lembra o presidente da Câmara.

Em contrapartida, a opção por uma legenda menor – com um quadro fraco de candidatos – pode deixar um "puxador de votos" sem cadeira no Legislativo, caso o quociente eleitoral não seja atingido pela sigla. "Partidos pequenos não conseguem montar o quadro de 23 candidatos", explica Hossokawa.   

Regra dos 10%

Nas eleições de 2020, não bastará ao partido ter um quadro completo de candidatos a vereador, incluindo a cota mínima de 30% de mulheres. Segundo a advogada especialista em Direito Eleitoral, Diana Câmara, só será eleito o candidato que atingir 10% do quociente eleitoral. "A nova regra tem a finalidade de evitar que candidatos com votações muito baixas sejam eleitos pelos puxadores de votos", diz a especialista.

Caso as 15 vagas da Câmara de Maringá não sejam preenchidas pelos partidos que alcançarem o quociente eleitoral, respeitada a regra dos 10%, as demais cadeiras serão ocupadas pela chamada "distribuição das sobras" – cálculo que inclui os partidos que não atingem o quociente eleitoral. Nas sobras, apenas os mais votados dos partidos menores teriam chance de ser eleitos.

Para o jornalista e advogado Milton Ravagnani, as novas regras eliminarão a figura do candidato ruim de voto que chega ao Legislativo graças ao puxador de votos, exigindo dos partidos a composição de uma chapa de peso caso queiram conquistar mais de uma cadeira na Câmara. "Os candidatos com menos de mil votos se tornarão indesejáveis para os partidos", comenta Ravagnani.



Ruim para todos

Ainda que esse cenário acarrete certa vantagem aos partidos mais bem estabelecidos e aos candidatos mais conhecidos (em detrimento dos marinheiros de primeira viagem), a nova regra tem preocupado até os políticos mais experientes. "Com a impossibilidade de coligação na proporcional ficou ruim para todos. Não dá mais para lançar candidatos que não tenham chances reais de uma votação expressiva", diz o ex-vereador e pré-candidato John Alves, que já presidiu a Câmara de Maringá. 

Na leitura de John e Ravagnani, pouquíssimos partidos atingirão o quociente com o fim da coligação proporcional. Dois ou três, talvez. Se isso se confirmar, haverá uma pulverização de partidos, com a eleição apenas do mais votado das siglas menores. "Muita gente com votação expressiva vai ficar de fora", avalia John.

Segundo Hossokawa, os partidos precisam fazer o dever de casa, compondo uma chapa capaz de garantir o quociente eleitoral, que é o total votos válidos dividido pelo número de cadeiras (15 em Maringá). Na eleição de 2016, o quociente eleitoral foi de 12.619 votos, garantindo ao menos uma cadeira para as coligações que superaram essa marca. Caso fossem 23 cadeiras (limite legal para o Legislativo maringaense), o quociente teria sido de 8.230 votos.

Renovação

Como se as novas regras, por si só, não conferissem dificuldades suficientes aos vereadores que almejam a reeleição, há ainda o obstáculo da renovação, uma tradição em Maringá. "Historicamente, a renovação da Câmara é alta. Na maior parte das vezes, situa-se em dois terços (2/3) das cadeiras", lembra o historiador da Universidade Estadual de Maringá (UEM) Reginaldo Dias. Se prevalecer a média, apenas cinco dos 15 vereadores estarão na próxima legislatura (2021/2024).

A história também não favorece John e outros ex-vereadores que tentarão retornar à Câmara. Segundo Dias, casos como o de Hossokawa e Altamir dos Santos (PSD) – que não foram reeleitos no passado, mas que conseguiram voltar ao Legislativo em 2016 – são raros. 

Paranaense que vive na Itália relata clima de tensão causado pelo coronavírus

27/02/2020

O economista curitibano Cassio Bellio, que vive com sua família na região do Vêneto, relatou em seu perfil no Facebook o clima de tensão causado pela proliferação do novo coronavírus Covid-19 no país europeu. Segundo o paranaense, a cobertura da mídia só faz aumentar a sensação de pânico.

"Atualizando as informações aqui de Treviso. Até este momento, foram contaminadas 325 pessoas, com 11 mortes. Ontem, ocorreu a primeira morte em Treviso. O governo ordenou o fechamento de escolas, universidades, locais onde possam acontecer aglomeração de pessoas. Partidas de futebol aconteceram com o estádio fechado. Nesta semana, o vírus está se propagando, mas a sensação de pânico que a mídia transmite aqui é maior do que esse vírus", escreveu Bellio.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em coletiva à imprensa nesta quarta (26) – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O relato é da noite de terça (25). De lá para cá, o número de casos confirmados aumentou. Na noite desta quarta (26), a Itália já contabilizava 374 pessoas infectadas, com o número de mortes subindo para 12. A mais recente vítima tinha 69 anos. O país é o mais afetado pelo coronavírus na Europa.

Veio da Itália, aliás, o primeiro caso confirmado de coronavírus no Brasil. Trata-se de um morador de São Paulo, de 61 anos, que esteve recentemente na Lombardia, uma das regiões italianas mais afetadas pela doença. O caso brasileiro é foi também o primeiro registrado na América do Sul.

Segundo relatório do Ministério da Saúde, divulgado na quarta à tarde, além do único teste positivo para a doença, o Brasil tem 20 casos suspeitos de coronavírus – nenhum deles no Paraná. O homem infectado passa bem.

Economia

O avanço da doença teve reflexos no mercado financeiro. Segundo matéria da Agência Brasil, os receios quanto ao impacto do novo coronavírus sobre a economia mundial contribuíram para a sexta alta seguida do dólar, que agora se aproxima de R$ 4,50, fechando a quarta-feira a R$ 4,444. A bolsa de valores, por sua vez, caiu 7%, a maior baixa diária em quase três anos.

Livro "O Sol de um Novo Jeito" narra a experiência de imigrantes no Brasil

27/02/2020

Escrito pelo jornalista Victor Faria, com lançamento marcado para 7 de março, o livro “O Sol de um Novo Jeito” (editora Trema) conta as histórias de uma série de imigrantes que buscam no Brasil novas oportunidades. Terra de um povo alegre que, muitas vezes, não deixa transparecer a dura realidade de preconceito e desigualdade vivida por aqueles que deixaram seus lares em busca de uma vida melhor.

Das dolorosas colheitas de amendoim, ainda no início da década de 1930 – no interior do Estado de São Paulo –, às incansáveis e cotidianas buscas por emprego nas áreas de formação, o livro narra a história de quatro imigrantes vindos de diferentes lugares e em épocas distintas. A dificuldade de
integração, para muito além da diferença de idioma ou cultura, é o elo que os une.

Jornalista Victor Faria, autor de "O Sol de um Jeito Novo"
O livro será lançado em 7 de março, às 18h30, Na TV Maringá (Band), estando disponível para compra no site da editora Trema, pelo valor de R$ 35. A obra contou com ilustrações do artista Gilberto Hein, capa e diagramação do jornalista Lucas Martinez e prefácio do jornalista Neto Del Hoyo.

“Espero que, com as histórias que trago neste livro, eu possa sensibilizar uma parcela da população que ainda hoje é avessa a estrangeiros por pura desinformação. Ninguém sai do próprio país a troco de nada. São pessoas que foram fragilizadas por conjunturas políticas, econômicas ou religiosas e que sofrem, primeiro pelo desamparo do próprio país de origem e, depois, pela falta de empatia de quem os recebe”, destacou Faria.

No decorrer dos 12 capítulos da obra, Faria apresenta as percepções de cada um dos entrevistados sobre o Brasil, as oportunidades de emprego e os objetivos futuros na nova terra. “Não é exagero dizer que este livro é um convite. Um convite para conhecer a dura realidade de quem é obrigado a abandonar sua terra”, diz o autor do prefácio, Neto del Hoyo.

O autor

Victor Duarte Faria nasceu em Jaboticabal (SP), em 11 de fevereiro de 1994. Em 2014, mudou-se para Maringá, onde cursou Jornalismo. Teve passagens pelos jornais O Diário e Metro. Foi produtor e pauteiro da TV Maringá (Band) e âncora de um dos noticiários da Band News FM Maringá, ocasiões em que pôde conhecer um pouco mais da realidade vivida pelos imigrantes e refugiados do município.

Cafeinado: Projeto sobre legalização da eutanásia repercute na Câmara de Maringá

Sob protestos de grupos religiosos, o Parlamento Português aprovou, na quinta passada, cinco projetos de lei que dispõem sobre a legalização da eutanásia no país europeu. A aprovação ocorreu na chamada generalidade e, agora, os deputados precisam se debruçar sobre as cinco propostas para definir as regras da lei definitiva – que ainda poderá ser vetada pelo presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

O tema é demasiadamente polêmico, tanto é que o assunto repercutiu do lado de cá do Atlântico. Na Câmara de Maringá, na sessão de quinta (20), o vereador Sidnei Telles (PSD), falou no pequeno expediente sobre a eutanásia em Portugal. Católico praticante que é, obviamente, o vereador se posicionou contra o suicídio assistido. Em Portugal, a Igreja Católica lidera a oposição ao projeto.

Vereador Sidnei Telles (PSD) – Foto: CMM
Maringá
Mais conservador que Portugal, o Brasil não deve discutir tão cedo uma lei sobre eutanásia – assim como não o faz sobre o consumo de maconha, já descriminalizado no vizinho Uruguai. Num futuro distante (bem distante, talvez), quando o suicídio assistido estiver de fato em pauta no Congresso Nacional, lembraremos que Telles foi o primeiro (entre os políticos, pelo menos) a abordar o tema, publicamente, em Maringá.




Pré-candidato
O ex-vereador John Alves, que já presidiu a Câmara Municipal, vai disputar uma cadeira no Legislativo maringaense. Ele tem confirmado sua pré-candidatura nos cafés da cidade, sem antecipar o time escolhido. Ex-PMDB (atual MDB), John encontraria dificuldades para concorrer pela sigla hoje comandada pelo vice-prefeito Edson Scabora. Uma alternativa, segundo John, seria disputar por uma chapa que contará, inclusive, com vereadores da atual legislatura.

Estar gratuito
A Câmara aprecia na sessão desta quinta (27), em regime de urgência, projeto do vereador Odair Fogueteiro (PDT) que institui o projeto Salvando Vidas. A proposta prevê isenção do pagamento do Estar, por até quatro meses, para doadores de sangue em Maringá. Além dessa pauta, serão discutidos outros 12 projetos de lei e 28 requerimentos.

Não é fake
O presidente da República, Jair Bolsonaro, compartilhou vídeo no WhatsApp convocando a população para manifestação contra o Congresso e o Supremo. Apesar de bolsonaristas terem se apressado em dizer que se tratava de fake news, na verdade, trata-se de mais um absurdo cometido pelo atual presidente. Congressistas, ministros do Supremo e instituições repudiaram o fato.

FHC
Para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a situação é grave. "A ser verdade, como parece, que o próprio presidente tuitou convocando uma manifestação contra o Congresso, estamos [a democracia] com uma crise institucional de consequências gravíssimas. Calar seria concordar. Melhor gritar enquanto se tem voz", disse FHC, notório comunista na lista da extrema-direita.

Atentado à democracia
Um golpe poderia estar a caminho? O filósofo Henry Bugalho analisa esse risco em seu canal no YouTube, relembrando outros ataques do atual governo à democracia. Assista:



Coronavírus x Dengue
O primeiro caso do novo coronarírus registrado no Brasil causou o maior alvoroço na imprensa. No Jornal Hoje desta quarta (26), por exemplo, o coronavírus ganhou quase 15 minutos de cobertura, o que é uma eternidade no noticiário televisivo. Em contrapartida, a epidemia de dengue, que assola grande parte do país, não ganhou um único segundo no mesmo telejornal.

Medo desproporcional
Comentei na coluna de quarta (26) sobre o medo desproporcional do coronavírus, que ainda não matou (felizmente) nenhum brasileiro. A dengue, em contrapartida, já custou a vida de 23 paranaenses desde julho de 2019. Em epidemia de dengue, Maringá já registrou duas mortes pela doença transmitida pelo Aedes aegypti. Ainda assim, o coronavírus ganha de goleada no noticiário. Tudo pela audiência. 

Boa notícia
Altamente contagioso, o novo coronavírus não tem se mostrado letal em crianças. Nos milhares de casos registrados pelo mundo, nenhuma criança morreu em decorrência da doença. Em alguns casos, os sintomas nos pequeninos são equivalentes a de uma gripe fraca. Outra boa notícia: ao contrário da dengue, o clima quente dificulta a transmissão do coronavírus. 

O Diário
Facebook me lembra que já faz dois anos desde que colegas de redação e este editor do Café fizemos uma greve histórica no jornal O Diário pelo pagamento de meses de salários atrasados. Uma greve que só ocorreu após esgotadas todas as alternativas de negociação para o pagamento dos valores devidos. Sr. Frank Silva não negociou com o sindicato e não pagou. O caminho dos grevistas foi a rescisão indireta. Saudações a todos que tiverem coragem de lutar para receber seus salários.

Desabafo
Nada é mais enjoativo nos intervalos comerciais do que o jingle do BBB 2020. "Ô BBB // Gosto mais de você // Do que de mim // Do que de mim". Para quem quiser rasgar dinheiro, digo, assinar o BBB, o plano mensal no Globoplay custa R$ 21,90. Em 2019, escrevi uma crônica sobre o Big Brother (se interessar, clique aqui).