"Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade" George Orwell

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Terminal Intermodal será inaugurado nesta sexta

26/02/2020

A sexta-feira (28) será marcante para os maringaenses e para a atual administração municipal. Nessa data ocorrerá a tão aguardada inauguração do Terminal Intermodal, maior obra entregue pela gestão do prefeito Ulisses Maia (PDT) – tendo sido iniciada por seu antecessor, Carlos Roberto Pupin (PP).

Terminal Intermodal de Maringá – Foto: Aldemir de Moraes / PMM
Batizado como Terminal Urbano Dr. Said Ferreira, o terminal central de passageiros do transporte público municipal e intermunicipal atenderá 30 mil pessoas por dia. Ainda segundo dados da Prefeitura de Maringá, o obra de 22,3 mil m² tem uma área construída quatro vezes maior que o antigo terminal, demolido para dar lugar à nova estrutura.

São 44 baias para ônibus de 66 linhas. Cada baia tem um totem com 2 metros de altura por 50 centímetros de largura, tendo o número e nome da linha adesivados. Um Centro De Controle Operacional (CCO) conta com ferramentas de segurança com equipamentos eletrônicos.

Aberto e sem catracas, o terminal conta com banheiros, bancos de espera, bicicletário e espaço de descanso para os motoristas. Os ônibus das linhas metropolitanas pararão no lado externo, como era no terminal anterior. O acesso entre térreo e o piso superior será feito por jogos de escadas rolantes e mais três elevadores.

A inauguração, no entanto, ainda não inclui a praça de alimentação, a qual terá licitação, em breve, para definir a empresa que administrará as lojas do piso superior. São 14 lojas e 12 pontos de alimentação, além de seis quiosques no piso superior e quatro no térreo.

Festa
A inauguração terá uma festa à altura da obra, com apresentação gratuita da Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP), dentro do terminal. Veja os detalhes no site da Prefeitura.



Entrevista – Alex Chaves: "Estarei com Ulisses Maia nestas eleições"

26/02/2020

Sexto vereador eleito mais votado de Maringá nas eleições de 2016, com 3.240 votos, Alex Chaves chega ao último ano de seu primeiro mandato com duas responsabilidades de peso: 1) Mediar a relação entre o Executivo e o Legislativo, em tempos de aumento da oposição ao atual governo; 2) Reconduzir o "velho MDB de guerra" à conquista de cadeira no Legislativo maringaense, o que não ocorre desde as eleições de 2008. 

Há cerca de um ano, Chaves assumiu a função de líder do governo na Câmara, num cenário menos favorável que o de seu antecessor no posto, Jean Marques (PV). Em relação ao primeiro ano do mandato do prefeito Ulisses Maia (PDT), o número de opositores na Casa de Leis subiu de um para três (eventualmente, quatro). Nada que inviabilize uma base de apoio, segundo Chaves.

A segunda responsabilidade é no campo eleitoral. Com o fim do PHS, Chaves se filiou ao MDB do vice-prefeito Edson Scabora. Sua permanência na Câmara dependerá da bem-sucedida jornada da sigla na conquista de uma cadeira no Legislativo. Chaves esconde o jogo sobre a composição da chapa, mas garante que o MDB terá "um time forte" para atingir o quociente eleitoral – votação mínima para garantir, pelo menos, uma cadeira no parlamento.

Na primeira entrevista na reestreia do Café com Jornalista, Chaves antecipa apoio a Ulisses – independentemente de quais venham a ser os candidatos a prefeito – e também comenta sobre ações na assistência social, uma das suas principais áreas de atuação. Confira.


Vereador Alex Chaves (MDB) – Foto: CMM

Café com Jornalista – Em abril de 2019, o sr. assumiu como liderança do governo municipal na Câmara, após a renúncia de Jean Marques (PV). Na opinião de muita gente, um pepino. Como tem sido o desempenho da função?
Alex Chaves Tem sido uma honra. Amo Maringá, e ter a oportunidade de ver e discutir com o prefeito e secretários os projetos que a tornam a melhor cidade do Brasil é uma experiência única. Claro que é um desafio, pois tenho que me preparar sobre o conteúdo que vou apresentar, mas essa oportunidade tem me feito aprender muito sobre gestão e políticas públicas que fazem a diferença na cidade.

No posto de líder do prefeito, qual foi sua maior dificuldade até o momento?
A grande missão até o momento foi mostrar que eu aceitei o convite para ser a ponte transparente entre o prefeito e a Câmara, e [mostrar] que tenho minhas convicções e conceitos e eu as defendo, não sendo mais do mesmo. Também tive de adaptar a rotina do meu gabinete, meus projetos e requerimentos com a nova função e a carga que ela trazia. Acabei sofrendo para pegar o jeito, minha assessoria também teve essa dificuldade, falhamos em alguns momentos, mas logo peguei o ritmo.

O número de vereadores que fazem oposição prefeito, ainda que parcialmente em alguns casos, aumentou de um (no primeiro ano do governo) para quatro. Há algum risco de o prefeito Ulisses deixar de ter uma base mínima de apoio na Câmara para aprovar projetos de interesse do Executivo?
Acredito que não. O prefeito Ulisses Maia já foi vereador e respeita muito a casa legislativa. Ele nunca obrigou ninguém a fazer nada, respeitando muito todos vereadores. Ele apresenta projetos que são bons para a cidade e que corrige várias injustiças relacionadas aos servidores. Para os vereadores, isso é muito bom.

Semana passada, na prestação das contas do terceiro quadrimestre de 2019, com superavit de R$ 182,4 milhões, alguns vereadores disseram não terem recebido do município o balancete antes da apresentação dos dados. Carlos Mariucci (PT) contrariou esses colegas, dizendo que foi repassado. O que houve de fato?
O secretário mandou um e-mail cinco dias antes da apresentação [das contas]. O vereador teve alguma dificuldade para acessar e acabou compartilhando a matéria um dia antes para os vereadores, porém, vale dizer que, desde o dia 31 de janeiro, estava no portal da transparência para qualquer cidadão acessar. Não vejo motivo para a reclamação feita.

Para quem vê de fora, esta legislatura foi marcada pelo antes e depois das eleições de 2018, quando dois vereadores foram eleitos deputados estaduais. É só impressão ou o clima entre os vereadores ficou mais harmonioso desde então?
Acho que é só impressão. Ali tudo é muito dinâmico e acontece muito rápido. Eu tento ter bom relacionamento com todos os vereadores, não tenho inimigos na vida pública, apesar de posicionamento diferentes. Tento separar as coisas.

Com o fim do PHS, o sr. mudou para o "velho MDB de guerra", como diz o ex-senador Roberto Requião. O sr. vai disputar a reeleição?
Sim, sou pré-candidato a vereador.

Não há qualquer receio de sua parte na escolha de um partido que, na cidade, há tempos não elege um único vereador? Vale recordar o caso de Mário Hossokawa (PP), atual presidente da Câmara, foi o quarto mais votado em 2012, quando era do PMDB, mas ficou de fora porque o partido não alcançou o quociente eleitoral...
Infelizmente, o momento político do Brasil faz com que todas as siglas tenham um grande desgaste. Eu sempre fui do PHS, e só saí porque o partido acabou. Estou tranquilo e trabalhando para a população. Acredito que, apesar de tudo, teremos vereadores eleitos [pelo MDB] sim.

Nesta eleição, a grande novidade será o impedimento de coligações para eleição proporcional, ou seja, os partidos só poderão se coligar para a eleição para prefeito, majoritária. Que nomes de expressão o MDB já está reunindo, além do seu, para montar uma chapa com chances de atingir o quociente eleitoral?
Teremos uma chapa completa e muito forte. Não vou citar nomes para não ser injusto, pois todos têm um grande potencial.

Na eleição passada, o sr. apoiou o candidato Silvio Barros. Desta vez, apoiará Ulisses mesmo que, porventura, o ex-prefeito seja candidato novamente?
Sim, sou o líder do prefeito na Câmara e estarei com o Ulisses Maia nesse pleito. Tenho projetos a médio e longo prazo que estou construindo com ele e seu grupo político.

O sr. teve uma importante passagem Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Sasc) de Maringá, cargo que o prefeito Ulisses também já ocupou. Quanto do seu capital eleitoral deve-se àquele trabalho?
As pessoas me conheciam pelas palestras e por ser professor antes de entrar na vida pública, quando levantei a bandeira da luta contra as drogas e a dependência química, a sociedade maringaense viu meu comprometimento com essa causa que destrói tantas famílias. Tenho certeza de que estou vereador porque tive a oportunidade de ajudar muitos jovens a vencer as drogas e muitas famílias a encontrar a paz novamente. Esse assunto é muito sério e dói demais ver uma pessoa perdendo amigos, emprego e até sua autoestima por causa das drogas. Meu compromisso é de continuar lutando para que nenhuma família perca seus filhos para as drogas.

Falando em assistência social, o problema dos usuários de drogas em próprios públicos como a Raposo Tavares tem solução?
Com a atual política sobre drogas, infelizmente, dependemos da vontade da pessoa [do usuário] para encaminhar para tratamento. É muito triste ver uma pessoa se destruindo, você ter a vaga para a internação e não poder obrigar a pessoa a aderir ao tratamento. Porém, alguns avanços e conceitos estão mudando, quem sabe no futuro possamos dar a essas pessoas dignidade e oportunidade para tratamento mesmo contra a sua vontade.

A repressão policial serve, de alguma forma, nesses casos?
O trabalho é bem específico, a polícia tem de combater o tráfico de drogas e colocar na cadeia essas pessoas que destroem nossos lares. O dependente químico precisa de tratamento, de assistência social para vencer as drogas.

Se o sr. fosse o prefeito, o que faria, além das estruturas e projetos já existentes, para avançar na questão social?
Eu sempre me dedico inteiramente a tudo o que faço. Maringá é uma cidade inteligente, os munícipes são interessados em um futuro melhor para a população geral. O incentivo ao esporte e lazer seria uma boa forma de contribuir com as questões sociais.

Para encerrar, vamos citar algumas palavras referentes a questões polêmicas (ou que em algum momento já foram polêmicas), para respostas rápidas do vereador:

- Terminal Urbano:
Uma obra que demonstra o  protagonismo da sociedade maringaense. Em um momento de crise entrega uma obra que resolve os problemas atuais e os que viriam.

- Roçada em Maringá:
Ficou evidente que é necessário se preparar melhor para as próximas temporadas de verão e chuva. Com a dengue o problema se tornou ainda maior.

- Falta de vagas nos CMEIs (creches):
Existem recursos financeiros para a construção de CMEIs. A dificuldade é a contratação de servidores por conta do limite prudencial [de gastos com a folha de pagamento dos servidores]. Uma solução para os municípios é desvincular a educação da folha, mas isso depende do governo federal.

- Processo de cassação de um colega vereador:
É muito triste, gostaria de não ver isso acontecer novamente em Maringá. Nossa cidade não precisa desse desgaste.

- Dinheiro investido na Maringá Encantada:
Os números refletem um resultado muito bom. A cada R$ 1 gasto, R$ 7 retornam aos cofres públicos. As pessoas compram a ideia, e o Natal de Maringá tem tudo para ser cada vez mais bonito.

- Pista emborrachada no Parque do Ingá:
A gestão municipal entende que a reforma, da maneira apresentada, é até mais econômico a longo prazo do que se fosse apenas cimento.

- Epidemia de dengue:
Lamentável! Acredito que é hora de todos se unirem nessa luta para limpar os quintais e conscientizar a vizinhança. A dengue mata. É preciso levar a sério esse problema.

Por fim, fique à vontade para deixar uma mensagem aos seus eleitores...
Agradeço a oportunidade para prestar contas do nosso mandato para a população. O meu desejo é  continuar trabalhando com honra e coragem para que nossa cidade seja cada vez melhor. Os amigos que me conhecem, e acompanham o mandato de perto, sabem que eu não meço esforços para que a melhor solução seja aplicada às situações problemáticas. Meus dias têm sido, inteiramente, voltados à cidade de Maringá e seu bom funcionamento. Sem medidas, dedico-me ao mandato, principalmente na área em que eu mais atuo, a luta contra as drogas, para que as famílias não percam seus filhos e sua paz.



Cafeinado: Coronavírus já causa medo nos brasileiros. Mas, e a dengue?

26/02/2020

Com o avanço do novo coronavírus, o Covid-19, cresce o risco de pandemia global da doença. As primeiras mortes na Europa – 11 na Itália, até esta terça (25) – elevaram o alerta. No Brasil, parece questão de tempo para o vírus desembarcar em terras carnavalescas, fato que tem feito muita gente temer a doença por antecipação, tirando um pouco o foco de um grave problema de saúde pública que já custou muitas vidas: a dengue.  

Nos últimos dois cafés que tomei em panificadoras da cidade, ouvi comentários alarmados de mesas próximas sobre o tão falado coronavírus. “Será que vai chegar aqui? E se chegar, o que fazer? Tem de usar máscara? Não quero nem imaginar”, diziam. Sobre a dengue, nenhum alarde. 

O curioso no ser humano é o notório medo do novo, do desconhecido. A dengue, que mata brasileiros há anos, tem feito mais e mais vítimas nesta nova epidemia. Em Maringá, todo mundo conhece alguém que já teve dengue e sabe, pela imprensa, de mortes decorrentes da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Contudo, é o coronavírus, que ainda não desembarcou por aqui, que parece assustar mais.   

Sim, é questão de tempo para o novo vírus ter seus primeiros casos confirmados no Brasil. E há uma razão global óbvia: todo dia são mais de 100 mil voos no mundo, com mais de 200 mil nos dias de maior tráfego aéreo, segundo o site Flightradar24. O coronavírus vai circular, não tem jeito, da mesma forma como a dengue continuará matando, sem piedade, se não houver esforços de todos no combate ao mosquito.


Dengue
De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde, na terça (18), o número de casos de dengue confirmados no Paraná chega a 26.692 (desde julho de 2019), com 23 óbitos. No dia do boletim, o governador Ratinho Junior (PSD) assinou a liberação de R$ 5 milhões para reforçar o combate à dengue nos 118 municípios do Estado em situação de alerta ou de epidemia.


Epidemia
São 78 cidades em situação de epidemia, incluindo Maringá, com 1.554 casos confirmados e duas mortes em decorrência da doença. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), há epidemia de dengue quando o número de casos chega a 300 para cada 100 mil habitantes. Ou seja, com 423.666 habitantes, Maringá entrou na lista das cidades com epidemia de dengue ao superar os 1.271 casos. Não é motivo de sobra para temer mais a dengue que o coronavírus?



Responsáveis
Entre as pessoas que contraíram dengue, recentemente, estão as mães dos vereadores Odair Fogueteiro (PDT) e William Gentil (PTB) e o pai do vereador Alex Chaves (MDB). Culpa de quem? Segundo Fogueteiro, das pessoas que não fazem sua parte no combate aos focos do mosquito. "Muitas pessoas olham para o poder público e dizem que o mosquito é culpa do prefeito, mas a Prefeitura tem feito suas obrigações nesses meses chuvosos", disse Fogueteiro, na sessão de quinta (20).






Novo plenário
A Câmara Municipal teve, na quinta-feira (20), sua primeira sessão no novo plenário, que passou por ampla reforma no recesso parlamentar. As melhorias, ao custo de R$ 260 mil, vão desde o piso até os móveis e o painel de votação. O novo plenário já está adaptado para 23 vereadores, caso no futuro o Legislativo vote pelo aumento das 15 cadeiras (atual) para o número máximo para uma cidade do porte de Maringá.



Damares sobre o Carnaval


Carnaval de SP
A Água de Ouro conquistou, pela primeira vez, o título do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo. O samba-enredo da escola exaltou a evolução do conhecimento e prestou homenagem a Paulo Freire, o educador brasileiro mais premiado no mundo. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, certamente não gostou. Nesta quarta (26), será a vez do Carnaval do Rio conhecer a escola campeã.

Folia em Maringá
Realizado no Parque de Exposições, o Carnaval de Maringá reuniu 25 mil foliões no sábado e domingo, segundo levantamento da Secretaria Municipal de Cultura. Oito bloquinhos garantiram a animação. Houve campanha de conscientização, com distribuição de adesivos com as frases "Não é não", "Respeita as mina", "Não sou obrigada", "Depois do não é assédio" e "Fantasia não é convite".

Marchinha
Falando em Carnaval, vale a pena assistir à mais recente marchinha da Família Passos, Talquei? É sobre a cotação do dólar no governo Bolsonaro. Disney? Nem pensar. "Tá puto com o dólar do Bozo / Faz dancinha e tira a Dilma de novo".


Cotação recorde
O dólar bateu, nos últimos dias, a marca dos R$ 4,40 pela primeira vez na história. Trapalhadas do governo e o coronavírus – que afeta a economia global – contribuíram para a alta da moeda norte-americana. Não faltaram memes para lembrar a dica do filho do presidente, Eduardo Bolsonaro, antes de seu pai assumir a presidência: "Não compre dólar agora".

Para ser justo
Segundo matéria da Folha de S.Paulo, publicada na sexta (21), o recorde do dólar é nominal. A cotação atual ainda está longe do pico de R$ 4 registrado após a eleição do ex-presidente Lula. Em termos reais, consideradas as inflações brasileira e americana, o dólar empataria com a cotação do fim de 2002 se atingisse o valor de R$ 7,50.

KFC em Maringá
Dia desses, num chopinho com colegas de trabalho, comentei que já passava da hora de Maringá ter unidades de duas redes multinacionais: Starbucks e KFC (minhas favoritas). Aí, surge uma amiga me marcando em postagem do site do Rigon sobre o KFC em Maringá. A loja do melhor frango frito do mundo será inaugurada na praça de alimentação do Shopping Catuaí. Agora, só falta o Starbucks.

Livro de contos
Este jornalista que vos escreve teve a felicidade de ser selecionado num concurso nacional de minicontos, com a publicação de um texto na "Antologia Conto Brasil" (Vol.3) – leia mais aqui. Aproveito o espaço para agradecer os colegas jornalistas do Jornal do Povo, do Portal do Rigon, da revista AZ Magazine e do site O Fato Maringá pela divulgação do livro.