sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Cafeinado: Em dia de gala dos Lewandowski, Bolsonaro se irrita com vacinação compulsória

18/12/2020_

Café com Jornalista – A quinta-feira (17) foi um dia especial para os dois Lewandowski mais conhecidos dos brasileiros: o jogador de futebol e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Também foi dia de o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), criticar a vacinação compulsória contra o novo coronavírus (covid-19).

Os Lewandowski ministro e jogador e o presidente Jair Bolsonaro
Os Lewandowski ministro e jogador e o presidente Jair Bolsonaro
Vamos primeiro falar dos feitos dos Lewandowski e, na sequência, do posicionamento do presidente – que se firma, cada vez mais, como a principal voz negacionista contra a vacinação em massa da população.

No futebol

Em cerimônia virtual, o polonês Robert Lewandowski foi eleito o melhor jogador do mundo, recebendo o prêmio Fifa The Best pela primeira vez. Os adversários tornaram o prêmio ainda mais significativo. O atacante do Bayern de Munique superou na final "apenas" duas lendas dos gramados na atualidade: o argentino Lionel Messi (Barcelona) e o português Cristiano Ronaldo (Juventus).

Merecido

Para superar o craque Messi e o robozão CR7 tem de jogar muita bola, e Lewandowski jogou. O atacante marcou 59 gols na última temporada (na soma do clube e seleção), sendo peça fundamental na campanha do Bayern que culminou na conquista da última edição da Liga dos Campeões. Veja aqui outros vencedores na premiação da Fifa

No Judiciário

O STF decidiu em sessão plenária, na quinta (17), que o Estado pode determinar aos cidadãos que se submetam, compulsoriamente, à vacinação contra a covid-19, conforme previsto em lei. De acordo com a decisão, quem recusar a vacinação pode ser penalizado com medidas restritivas, como multa, impedimento de tirar passaporte etc, mas não pode ser obrigado a se imunizar à força.

Ministro

Ricardo Lewandowski foi o ministro relator das duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) que trataram diretamente da vacinação contra a covid-19. O entendimento de Lewandowski, de que os Estados, o Distrito Federal e os municípios têm autonomia para realizar campanhas locais de vacinação (e não apenas o governo federal) foi seguido por outros nove ministros. Apenas o bolsonarista Kassio Nunes Marques apresentou voto divergente.

ADI

Uma das ADIs partiu do PDT, que questionou o STF sobre a possibilidade de Estados e municípios poderem determinar a vacinação obrigatória da covid-19. O partido reclama da inércia do governo federal na pandemia. Bolsonaro já declarou que não vai tomar a vacina, atitude lamentável que acaba estimulando seguidores negacionistas a fazerem o mesmo. 

Bolsonaro 1

Numa de suas habituais lives, Bolsonaro se mostrou irritado com a decisão do STF, xingou jornalistas de "canalhas", disse que não vai impor nenhuma medida restritiva e falou que a decisão do Supremo pode ser inócua. "Nem vacina tem. Não vai ter pra todo mundo", comentou. Veja aqui um trecho da live.

Bolsonaro 2

O presidente reclamou do posicionamento do STF, alegando que decisões sobre campanhas de vacinação são atribuições do governo federal. "O que o ministro Kassio falou? Que medidas retritivas poderiam ser impostas apenas pelo governo federal, que sou eu. Nada mais justo. Quando se fala em vacinação em saúde, tem de ter uma hierarquia", disse.

Charge

Exceto pelos negacionistas de capacidade intelectual limitada, TODO MUNDO já sabe que o fim da pandemia, com a tão esperada volta à normalidade, passa pela imunização da população. Então, que venha logo 2021... com vacina!

Charge pró-vacinação viralizou nas redes sociais
Charge pró-vacinação viralizou nas redes sociais

Previdência

Em sessão extraordinária, a Câmara Municipal aprovou, em primeira discussão, projeto de lei que altera o regime próprio de previdência dos servidores, que terão a alíquota de contribuição alterada de 11% para 14%, incluindo inativos e pensionistas.

Extraordinárias

O projeto da Previdência dos servidores de Maringá será votado em segunda discussão nesta sexta (18), às 18 horas. O Café deu matéria sobre o assunto, saiba mais aqui. A pauta tem ainda outros três projetos. Como há emenda prevista, uma terceira extraordinária será realizada no sábado, às 9h30.

Novo jornal

Verdelírio deu em sua coluna, no Jornal do Povo, que Maringá ganhará em breve um novo jornal, de início com circulação semanal. O projeto inclui vários profissionais que trabalharam no extinto O Diário. O Café confirmou a informação. Vai ser um grande jornal, com equipe gabaritada na área.

Salário mínimo

Pelo segundo ano consecutivo, o salário mínimo (de fome) do Brasil será reajustado apenas pela inflação. Passará dos atuais R$ 1.045 para R$ 1.088 em 2021, ou seja, se pesquisar bem os preços, dá para comprar um pacote de arroz a mais por mês. Vale lembrar que no tão criticado governo Dilma, o salário mínimo tinha sempre ganho real.  

>>> Eleições 2020

* Matérias e opiniões publicadas no Café com Jornalista estão compreendidas pela atividade jornalística e amparadas pela liberdade de imprensa e de expressão. (Do editor)



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