segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Eleições 2020: Mantovani bate na trave e Bravin quebra recorde histórico

16/11/2020_

Café com Jornalista – Marcadas por uma série de surpresas, as eleições em Maringá também tiveram a confirmação de alguns favoritismos, como as reeleições do prefeito Ulisses Maia (PSD) e dos vereadores Flávio Mantovani (Rede), como o mais votado, e Belino Bravin (PP). Ambos os edis estão envolvidos em dois recordes dos mais cobiçados da Câmara Municipal.

Os vereadores reeleitos Flávio Mantovani e Belino Bravin
Reeleito com 3.840 votos, Bravin quebrou um recorde histórico. O vereador do distrito de Floriano chegará ao seu oitavo mandato na Câmara, feito jamais alcançado na cidade. Ao tomar posse, em 1º de janeiro, ele superará os sete mandatos de Kazumi Taguchi – um recorde que ele mesmo, Bravin, já havia igualado em 2016.


Os sete mandatos de Kazumi Taguchi – exercidos entre 1960 e 1992 – estavam para a política maringaense como os sete títulos do piloto alemão Michael Schumacher para a Fórmula 1: ninguém acreditava que podia ser quebrado. "Parecia inatingível", diz o historiador político Reginaldo Dias.

Ainda numa analogia com a F1, Bravin supera Kazumi no número de "títulos" (mandatos), mas não no número de "vitórias" (anos como vereador). No sistema político brasileiro, com Legislaturas municipais de quatro anos, sete mandatos na Câmara significam 28 anos de atividade como vereador. Contudo, com Kazumi foi um pouco diferente.

"Há uma particularidade. Por causa de ajustes no calendário do Regime Militar para a redemocratização, houve dois mandatos de seis anos. Então, Kazumi Taguchi foi vereador por 32 anos", conta Reginaldo Dias.
Essa marca de Kazumi, então, só será igualada por Bravin no último ano da próxima Legislatura, isto é, em 2024. "Mas o recorde é do Bravin, com oito conquistas eleitorais", comenta o historiador da Universidade Estadual de Maringá (UEM).


Curiosidades

Kazumi não deixou a Câmara por ter perdido a eleição de 1992. Segundo Dias, ele abdicou da disputa em favor de seu filho Willy Taguchi, que foi derrotado naquele pleito. Ou seja, Kazumi teria tido boas chances de chegar ao oitavo mandato, caso tivesse concorrido.

Ainda segundo o historiador da UEM, Kazumi e Bravin não foram contemporâneos na Câmara. Bravin foi eleito pela primeira vez em 1992, justamente no fim da jornada parlamentar de antigo recordista de mandatos. "Outra curiosidade: o pai do Bravin foi vereador antes dele. O irmão do Kazumi foi vereador antes dele", acrescenta Dias.


Na trave!

Quanto a Flávio Mantovani, o vereador da Rede Sustentabilidade quase bateu o recorde de vereador mais votado da história de Maringá. Com 6.434 votos, Mantovani ficou a apenas 139 sufrágios dos 6.573 obtidos em 2016 por Homero Marchese (Pros) – que neste pleito disputou o cargo de prefeito.

Segundo Mantovani, havia a expectativa – ainda que discreta – de que esse recorde poderia ser quebrado. No entanto, diz ele, a grande abstenção nestas eleições não permitiu uma votação maior. Esse recorde considera a votação nominal (e não proporcional).





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