quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Um dia após Bolsonaro comemorar suspensão, Anvisa autoriza retomada de testes com a Coronavac

11/11/2020_

Café com Jornalista, com Agência Brasil – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta quarta (11), a retomada do estudo clínico da Coronavac. A vacina contra a covid-19 é desenvolvida no Brasil pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo.

Coronavac, do laboratório Sinovac. Café com Jornalista
Coronavac, do laboratório Sinovac – Foto: Divulgação/Butantan
A retomada da fase de testes ocorre dois dias depois de a Anvisa suspender os estudos de forma precipitada e um dia após o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), comemorar a suspensão como sendo uma vitória pessoal dele contra o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Bolsonaro não comentou o recuo da Anvisa.


A suspensão havia ocorrido após a notícia de "evento adverso grave" (EAG) de um dos voluntários. O detalhe é que o EAG não teve nada a ver com a vacina. Segundo a apuração de veículos de comunicação, a morte do voluntário foi por suicídio.

"Após avaliar os novos dados apresentados pelo patrocinador depois da suspensão do estudo, a Anvisa entende que tem subsídios suficientes para permitir a retomada da vacinação e segue acompanhando a investigação do desfecho do caso para que seja definida a possível relação de causalidade entre o EAG inesperado e a vacina", informou a agência por meio de nota.
Ao justificar a suspensão dos testes, a Anvisa disse que faltavam informações detalhadas sobre a gravidade e as causas do evento, assim como o parecer com o posicionamento do Comitê Independente de Monitoramento de Segurança (Data and Safety Monitoring Board, na sigla em inglês) e o boletim de ocorrência relacionado à provável motivação do EAG. A agência diz ter recebido essa documentação do Butantan apenas ontem (10).


Segundo nota do Butantan, a retomada dos estudos clínicos apenas reafirma que a Coronavac é uma das vacinas mais seguras em desenvolvimento contra a covid-19. O instituto voltou a destacar que o óbito não tem qualquer relação com a vacina. O voluntário teria recebido a dose imunizante em 29 de outubro, 25 dias antes da morte. 

Desdobramentos

Na terça (10), o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que Anvisa prestasse informações em 48 horas sobre os estudos e o estágio de aprovação das vacinas contra a covid-19 no país.


Nesta quarta, parlamentares da Comissão Mista do Congresso que acompanha as medidas relacionadas ao novo coronavírus aprovaram requerimento para ouvir os representantes da Anvisa e do Butantan em audiência pública. 

Serão ouvidos pelos deputados e senadores o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, e o diretor do Instituto Butantan, Dimas Tadeu Covas, que prestarão esclarecimentos sobre a suspensão dos estudos clínicos da Coronavac. A intenção é que a audiência ocorra já nesta sexta (13). 




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