sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Está correndo prazo de 72 horas para greve no transporte coletivo de Maringá e região

11/09/2020_

Café com Jornalista, com Sinttromar – Terminou sem acordo a audiência instrutória realizada virtualmente pelo Ministério Público do Trabalho, na manhã desta sexta (11), sobre o dissídio coletivo dos trabalhadores da TCCC (transporte urbano) e Cidade Verde (metropolitano). A falta de entendimento entre as partes abre caminho para uma paralisação do setor.

Participaram da audiência, comandada pelo juiz Célio Horst Waldraff, o Ministério Público do Trabalho (MPT); advogados das empresas e do Sindicato dos Motoristas Rodoviários de Maringá (Sinttromar); e o secretário municipal de Mobilidade Urbana, Gilberto Purpur.

Motoristas do transporte coletivo na greve de março de 2016 – Foto: Arquivo/Sinttromar
Motoristas do transporte coletivo na greve de março de 2016 – Foto: Arquivo/Sinttromar
Na audiência, alegando dificuldades financeiras por conta do novo coronavírus, as empresas alegaram que tiveram prejuízos em decorrência da crise. "A empresa simplesmente propôs a renovação do acordo coletivo de trabalho (ACT) sem reajuste salarial, sem a participação nos lucros e resultados (PLR) e sem garantias de manutenção dos empregos", disse o dirigente sindical Emerson Viana Silva.

Segundo o líder sindical, o Sinttromar seguirá a deliberação da categoria que, em assembleia realizada na quarta-feira (9), decidiu pela greve em caso de insucesso nas negociações. A paralisação terá início 72 horas após a notificação das empresas, ou seja, a partir da tarde da próxima terça (15). 

Na audiência, o MPT cobrou que as companhias apresentem documentos que comprovem o decréscimo patrimonial. O Sinttromar, por sua vez, disse esperar que os dirigentes da empresa e a Prefeitura de Maringá cheguem a um entendimento para evitar prejuízos tanto aos trabalhadores quanto à população de Maringá e região.



De acordo com o sindicato, a decisão pela greve ocorre após vários sacrifícios da parte dos trabalhadores, como a redução de salários e de jornada, a adoção de banco de horas e a antecipação de férias. Além dessas perdas, previstas nas medidas provisórias 936 (convertida em lei) e 937 editadas pelo governo federal, também houve redução do vale-alimentação dos funcionários do transporte público.

Em nota divulgada à imprensa, as empresas TCCC e Cidade Verde consideram que a hora é de reflexão e que movimento paredista neste momento sanitário e econômico "não tem cabimento". Leia mais no portal Maringá News.




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