terça-feira, 15 de setembro de 2020

'Bombardeado' nas redes sociais, PDT recua e garante candidatura de Ana Lúcia

 15/09/2020_

Café com Jornalista – Foi um triste capítulo das Eleições 2020, daqueles para ser esquecido, mas o imbrólio envolvendo o PDT de Maringá está solucionado. Após sofrer um verdadeiro bombardeio de críticas nas redes sociais, a Executiva do partido recuou da decisão de excluir Ana Lúcia Rodrigues do pleito, garantindo a participação da professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM) como candidata a vereadora.

A candidata a vereadora Ana Lúcia Rodrigues (PDT). Café com Jornalista
A candidata a vereadora Ana Lúcia Rodrigues (PDT) – Foto: CMM
Em nota oficial, o PDT informou que o presidente da Comissão Provisória da sigla em Maringá, Ricardo Dias Silva, acolheu a solicitação de reconsideração feita por Ana Lúcia. Em reunião realizada na segunda, entre as partes, a candidata reconheceu o processo legal da convenção do partido e o compromisso de Dias Silva com a pauta das mulheres pedetistas. Presente à reunião, o vereador Odair Fogueteiro (PDT) ajudou na interlocução.


A candidatura de Ana Lúcia havia sido barrada na convenção do partido, realizada na sexta (11) numa churrascaria da cidade. Sem justificativa plausível, a Executiva do partido decidiu vetar o nome da professora, mesmo havendo vagas disponíveis na chapa. Nas eleições, os partidos podem inscrever até 23 candidatos, e o PDT de Maringá só contava com 22 pré-candidatos. 

O recuo do PDT ocorre após uma série de mobilizações em defesa da candidatura de Ana Lúcia, o que incluiu uma manifestação em frente à Câmara Municipal, no domingo (13), organizada pelo movimento suprapartidário "Mais Mulheres no Poder". Diversas entidades, partidos e lideranças políticas prestaram apoio à professora, com críticas ao partido. 


Criado com o objetivo principal de eleger uma bancada feminina na Câmara de Maringá, o "Mais Mulheres no Poder" também se organiza para defender as pré-candidatas no pleito, propósito que foi cumprido no caso de Ana Lúcia. O que ninguém esperava é que a primeira mulher a sofrer sanções fosse, justamente, uma das principais lideranças do movimento.

"O Movimento Mais Mulheres no Poder Maringá mostrou a que veio ao assumir a frente na luta pela reparação da injustiça cometida contra a pré-candidata, injustificadamente alijada do direito de ser candidata por decisão da Comissão Executiva Municipal de Maringá. A rápida mobilização das mulheres engajadas no movimento demonstra a seriedade com que nos apresentamos para a disputa de 2020. Mexeu com uma, mexeu com todas! Continuaremos vigilantes contra a tirania, as fake news, o assédio, as ofensas e a violação de direitos", disse o movimento em nota.   

O período definido pela Justiça Eleitoral para a realiação das convenções partidárias termina nesta quarta (16)





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