quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Maringá tem recorde de 134 candidatas à Câmara Municipal

24/09/2020_

Café com Jornalista, com assessorias – Dos 416 nomes homologados pelos partidos políticos para a disputa das 15 cadeiras da Câmara de Maringá, 134 são mulheres. Em números absolutos, a participação feminina nas Eleições 2020 supera em 54% as 87 candidaturas de 2016 e em 32,7% o recorde anterior, de 2012, quando 101 mulheres concorreram ao Legislativo municipal.

Número supera o recorde de candidatas de 2012 em 32,7%
Segundo levantamento do cientista político Tiago Valenciano, as mulheres constituem 32,22% do total de candidatos homologados para as eleições proporcionais deste ano. O percentual atende à exigência da proporcionalidade gênero de 30%/70% para a formação das chapas.


Na eleição majoritária, por sua vez, Maringá terá duas candidatas a prefeita: Akemi Nishimori (PL) e Coronal Audilene (PP); e cinco a vice: Cristiane Tazinafo (PTC), Lilian Moraes (DC), Eliane de Oliveira Silva (Patriota), Vanessa Paludetto Lollato (PSDB), e Luzinete Peder (Avante). Os nomes devem ser confirmados até sábado (26), data limite para o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral.

Os partidos que mais lançaram candidatas a vereadora foram: PDT (9), MDB (9), PT (8), e Avante (8). Na razão de masculino x feminino, diz Valenciano os partidos que mais lançaram mulheres proporcionalmente foram: PCdoB, Cidadania, MDB, Rede e PDT. Algumas siglas, no entanto, limitaram-se à obrigação do mínimo de 30% na proporção de gêneros.

"Maringá ter registrado aumento no número de candidatas é um grande ganho, pois isso nos aproxima da democracia que queremos. Uma democracia em que o quantitativo de eleitoras, 52%, seja próximo do percentual de eleitas, que hoje na cidade é zero", avalia Naiara Coelho, advogada voluntária do "Mais Mulheres no Poder".
Uma das líderes do movimento "Mais Mulheres No Poder" e candidata a vereadora pelo PDT, Ana Lúcia Rodrigues comemora o recorde, mas diz que é preciso ver além dos números. Para ela, em 2020 as candidaturas femininas avançaram não apenas em quantidade, mas também em qualidade, com candidatas mais preparadas para o pleito. 


Na opinião da candidata, a força do movimento suprapartidário foi determinante para quebrar paradigmas, para mostrar que política é, sim, lugar de a mulher estar. Com grande destaque na mídia e com o apoio de dezenas de voluntárias, o "Mais Mulheres no Poder" chegou a reunir 89 pré-candidatas de 16 partidos, todas com um mesmo propósito: eleger uma bancada feminina para a Câmara de Maringá.

"Por meio do 'Mais Mulheres No Poder', houve uma preparação das pré-candidatas nunca antes vista na cidade, com formações, lives e mobilizações", diz Ana Lúcia, que é professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM). "Ninguém fica num jogo se não souber as regras e, nesse sentido, hoje as mulheres estão preparadas", acrescenta.


Cientista social e professora de pós-graduação da UEM, Celene Tonella diz que a baixa presença de mulheres na disputa a cargos eletivos, em pleitos anteriores, devia-se à pouca oportunidade dentro dos próprios partidos políticos. Em geral, segundo ela, as mulheres eram convidadas apenas para preencher vagas no pré-requisido da proporcionalidade de gênero. "As vozes das mulheres, maioria na sociedade, e de outros grupos sociais como negros, indígenas, LGBT e outros, não têm espaço no parlamento", comenta.


Na eleição de 2016, sem a mesma articulação feminina de agora, as 87 candidatas a vereadora somaram apenas 15,22% dos votos, o equivalente à soma dos seis homens mais bem votados. Apenas cinco fizeram mais de mil votos – Professora Vilma (1.886 votos), Cantora Marcia Mara (1.511), Iraides Baptistoni (1.432), Majô (1.051) e Márcia Socreppa (1.014) –, e nenhuma delas foi eleita. 

Para Ana e outras líderes do movimento, a preparação das mulheres para o pleito em curso será determinante para garantir o retorno da representatividade feminina na Câmara Municipal. O movimento não arrisca um número de candidatas a serem eleitas, mas trabalha com a certeza de que as mulheres sairão das urnas vitoriosas e com a meta de uma bancada feminina alcançada.

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