quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Maringá tem número recorde de candidatos a prefeito, com 13 na disputa

17/09/2020_

Café com Jornalista – A expectativa de número recorde de candidatos a prefeito de Maringá se confirmou. Nas eleições deste ano, são 11 candidatos e duas candidatas na disputa pela prefeitura da terceira maior cidade do Estado. As definições ocorreram até a meia-noite desta quarta (16), quando se encerrou o período das convenções partidárias.

Cinco dos 13 prefeituráveis: Mariucci, Calazans, Ulisses, Audilene e Bovo
Cinco dos 13 prefeituráveis: Mariucci, Calazans, Ulisses, Audilene e Bovo
O número de 13 prefeituráveis supera o recorde anterior em quatro candidaturas. Segundo o historiador político Reginaldo Dias, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), tanto em 1996 quanto em 2000 Maringá teve nove candidatos a prefeito. A curiosidade, destaca Dias, é que desde 1998 a cidade vinha mantendo uma variação de oito ou nove prefeituráveis.

Para o historiador, esse recorde confirmado nas convenções já era esperado. O principal motivo foi uma alteração na legislação eleitoral, que passou a vetar a coligação entre as legendas na eleição proporcional. "Isso estimulou a formação de chapa completa [com prefeito, vice e vereadores] para dar impulso à chapa proporcional", comenta. 

Outra explicação para o recorde de postulantes ao principal cargo do Executivo municipal, acrecenta Dias, foi a formação de novas legendas, que, agora, precisam criar uma identidade pública. "O meio mais fácil é ter a visibilidade de um candidato próprio a prefeito", explica o historiador. 

Nas convenções partidárias, realizadas entre 31 de agosto e 16 de setembro, foram homologados os seguintes candidatos a prefeito de Maringá (e seus respectivos vices):

 Ulisses Maia (PSD), com Edson Scabora (MDB)
 Carlos Mariucci (PT), com José Márcio Peluso (PDT)
 Rogério Calazans (Avante), com Lu Peder (Avante)
 José Luiz Bovo (Podemos), com César Moreno (Podemos)
 Dr. Batista (DEM), com Lilian Moraes (DC)
 Homero Marchese (Pros), com Coronel Marco Fahur (PSC)
 Eliseu Fortes (Patriota), com Eliane de Oliveira Silva (Patriota)
 Edmilson Silva (PSOL), com Osmar Batista "Jahmaica" (PSOL)
 Akemi Nishimori (PL) 
 Anníbal Bianchini (PTC), com Cristiane Tazinafo na vice
 Evandro Oliveira (PSDB) 

Alguns partidos ainda não informaram os candidatos a vice. O jornalista Diniz Neto lembra que essa definição pode ocorrer até o próximo dia 26, data limite para o registro das candidaturas homologadas nas convenções partidárias. "Mesmo o quadro de candidatos pode mudar até o dia 26", comenta Diniz.

Convenções

A lista poderia ter chegado a 15 prefeituráveis, mas mudanças de última hora reduziram o número de concorrentes. Na terça (15), o ex-prefeito Carlos Roberto Pupin (Solidariedade), que vinha se apresentando como pré-candidato, retirou seu nome da disputa. Pupin declarou apoio a José Luiz Bovo (Podemos), que já foi secretário municipal e também estadual da Fazenda.

Outra alteração de última hora ocorreu no PDT, que sofreu turbulências, recentemente, no caso Ana Lúcia (veja aqui). Em sua convenção, no último dia 11, a legenda lançou a prefeito José Márcio Peluso. Dias depois, a Executiva provisória mudou de ideia, apresentando Peluso como vice-prefeito na chapa do vereador Carlos Mariucci (PT) – posto de vice que, até então, seria ocupado pela professora Tania Tait (PT).


Uma outra desistência não alterou o número de candidatos. No PL, divergências internas entre o deputado federal Luiz Nishimori e deputado estadual Delegado Jacovós inviabilizaram a candidatura do segundo, que se apresentava como pré-candidato. A escolhida foi Akemi Nishimori, esposa de Luiz. "Retirei meu nome, porque foi uma convenção ditatorial. Um nepotismo total", criticou Jacovós, em vídeo divulgado na internet.

A candidatura dada como a mais certa entre todas se confirmou. Em convenção realizada na noite desta quarta (16), na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Maringá, o PSD homologou o prefeito Ulisses Maia para a disputa à reeleição. Novamente, o vice da chapa será Edson Scabora (MDB). A coligação majoritária contará ainda com três siglas: PSL, Rede e PV.   

Por conta da pandemia do novo coronavírus (covid-19), a Emenda Constitucional 107 adiou as Eleições de 2020 para novembro. Os dois turnos serão realizados nos dias 15 e 29 daquele mês. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), estão aptos a votar 147.918.483 eleitores de 5.569 municípios.





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