quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Brasil supera 110 mil óbitos por covid-19; e Bolsonaro fala em estender auxílio emergencial

19/08/2020_

Com Agência Brasil – O Brasil superou a marca de 110 mil mortes pelo novo coronavírus (covid-19). Pelo boletim do Ministério da Saúde (MS), divulgado nesta quarta-feira (19), foram 1.212 óbitos pela doença em 24 horas, totalizando 111.100. Há ainda 3.172 mortes suspeitas de covid-19 em investigação.

Pelo consórcio da imprensa, são 111.189 mortes, das quais 1.170 nas últimas 24 horas. 

Presidente Jair Bolsonaro fala em estender o auxílio emergencial. Café com Jornalista
Bolsonaro falou, nesta quarta, em estender o auxílio emergencial – Foto: Carolina Antunes/PR
O balanço do MS também contabilizou 3.456.652 casos confirmados desde o início da pandemia. Entre ontem e hoje, foram notificados pelas secretarias de saúde 49.298 novas pessoas infectadas com o coronavírus. Ontem, o sistema do MS trazia 3.407.354 casos confirmados.


As estatísticas são menores aos domingos e segundas-feiras em razão da dificuldade de alimentação dos dados pelas secretarias de Saúde aos fins de semana. Já às terças-feiras, há tendência de números maiores em função do acúmulo de registros que são enviados ao sistema do Ministério da Saúde.

A atualização do Ministério registrou ainda 730.298 pessoas em acompanhamento. Segundo o boletim divulgado pela pasta, 2,6 milhões de pacientesd a covid-19 já se recuperaram.

Auxílio emergencial

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, nesta quarta (19), que o auxílio emergencial deve ser prorrogado por mais alguns meses, podendo ser estendido até o fim do ano. A declaração foi dada durante cerimônia, no Palácio do Planalto, em que o presidente sancionou duas medidas provisórias (MP) aprovadas pelo Congresso Nacional, a que institui o Programa Emergencial de Suporte a Empregos (MP 944/20), e a que cria o Programa Emergencial de Acesso a Crédito (MP 975/20).


Segundo Bolsonaro, o valor do benefício aos informais pesa nos cofres públicos e, por isso, deverá ser reduzido nos próximos pagamentos. O anúncio foi feito após um café da manhã do presidente da República com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), horas antes, no Palácio da Alvorada.

"Os R$ 600 pesam muito para a União. Isso não é dinheiro do povo, porque não está guardado, isso é endividamento. E se o país se endivida demais, você acaba perdendo sua credibilidade para o futuro. Alguém da Economia falou em R$ 200, eu acho que é pouco. Dá para chegar num meio-termo", disse Bolsonaro.
Instituído em abril para conter os efeitos da pandemia sobre a população mais pobre e os trabalhadores informais, o programa concede uma parcela de R$ 600 – ou R$ 1.200, no caso das mães chefes de família – por mês a cada beneficiário. Inicialmente projetado para durar três meses, o auxílio já teve um total de cinco parcelas aprovadas.


Ao todo, são 66,4 milhões de pessoas atendidas. O valor desembolsado pelo governo até agora foi de R$ 161 bilhões, segundo balanço da Caixa Econômica Federal.

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