quarta-feira, 22 de julho de 2020

Terceira parcela da trimestralidade será paga aos servidores em outubro

22/07/2020_

Café com Jornalista – A Prefeitura de Maringá pagará, em outubro, a terceira parcela da trimestralidade aos 3.798 servidores municipais e herdeiros com direito na ação. A informação consta do site do Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá (Sismmar), que buscava junto ao Executivo a antecipação da parcela, assim como ocorreu em 2019.

Carlinhos Specian e Iraídes Baptistoni na entrega de cheque da trimestralidade a servidor. Café com Jornalista
Os ex-dirigentes do Sismmar Carlinhos Specian e Iraídes Baptistoni na entrega do cheque ao servidor Marcos Antonio Soares, um dos primeiros a receber a trimestralidade em 2018
O sindicato havia solicitado à administração municipal o adiantamento do repasse em razão da pandemia no coronavírus (covid-19). Em ofício, a Diretoria de Contabilidade e Finanças da Secretaria Municipal de Fazenda informou que a destinação de recursos para o combate à covid-19 torna "inviável alterar a programação financeira para pagamento da trimestralidade".


No acordo que encerrou a ação da trimestralidade, a Prefeitura deposita os recursos na conta do Sismmar que, por sua vez, efetua a entrega dos cheques aos beneficiários. São ao todo sete parcelas anuais. O pagamento da primeira delas, ocorrido em outubro de 2018, somou aproximadamente R$ 7,12 milhões. 

Também na gestão da ex-presidente Iraídes Baptistoni (CUT), a segunda parcela anual foi antecipada pela Prefeitura para o mês de agosto – fato que foi comemorado pela categoria (veja aqui). A parcela de 2019 totalizou cerca de R$ 9,15 milhões



O repasse dos cheques da terceira parcela caberá à gestão da presidente Priscila Guedes (Conlutas). Um dos desafios da entidade sindical é localizar todos os servidores e herdeiros com direito na ação (entenda).

Imbróglio

De acordo com o livro "Sismmar 30 Anos de Luta!", a ação da trimestralidade levou 27 anos, chegando ao fim após amplo diálogo entre a gestão "Novos Rumos" do Sismmar e o prefeito Ulisses Maia (PSD, à época no PDT). A homologação do acordo para o pagamento da dívida ocorreu em 27 de outubro de 2017, na Justiça do Trabalho.

A ação foi impetrada pelo jurídico do Sismmar em 1991, na gestão do presidente Claudemir Romancini. "O passivo foi criado quando o prefeito Ricardo Barros deixou de pagar o reajuste salarial trimestral, necessário em tempos de inflação galopante", diz trecho da página 22 do livro.

Livro "Sismmar 30 Anos de Luta!". Café com Jornalista
Livro "Sismmar 30 Anos de Luta!", escrito pelo jornalista Luiz Fernando Cardoso, editor do Café
Após a assinatura do acordo que encerrou a ação, o último entrave para o pagamento foi superado em setembro de 2017, quando a Câmara Municipal aprovou no orçamento corrente a abertura de crédito adicional para o pagamento da primeira parcela. Infelizmente, ao longo de quase três décadas, cerca de 800 servidores morreram antes de receber o dinheiro.

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