quarta-feira, 1 de abril de 2020

Notificação de corte de água durante a pandemia da covid-19 irrita vereadores

01/04/2020

Na sessão de terça (31), a última antes da suspensão das atividades administrativas e legislativas da Câmara de Maringá, vereadores criticaram a Sanepar por notificações de corte de água no período da pandemia do novo coronavírus. A alegação é que, por conta da quarentena, necessária para evitar o rápido avanço da covid-19, muitos trabalhadores e empresários não terão condições de pagar a fatura de água.

Vereador Chico Caiana (PTB) criticou a Sanepar: "Onde está o lado social" – Foto: Reprodução
O assunto ganhou espaço na sessão após crítica do vereador Chico Caiana (PTB), que comentou ter recebido três ligações de munícipes, os quais relataram que empresas ligadas à Sanepar estão notificando famílias com faturas atrasadas. "Eu presenciei a entrega de avisos de corte de água nas regiões do Requião e Guaiapó", disse.

Ainda segundo Caiana, o aviso do corte de água foi confirmado em ligação à Sanepar. "Foi ligado à empresa, que disse que não tem determinação e que poderá cortar a qualquer momento", comentou. "Onde está o lado social? Todo mundo precisa fazer sua parte na crise", acrescentou o vereador.

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Outros dois vereadores comentaram o assunto. Mário Verri (PT) disse que essa postura da Sanepar prejudica também as empresas e compromete a prevenção à doença, já que a água é necessidade básica para a devida higienização. "Não pode haver corte de nenhum serviço essencial", disse.

Odair Fogueteiro (PDT) lembrou que já está suspensa a cobrança de famílias de baixa renda. No último dia 23, a Sanepar e o governo do Estado anunciaram o adiamento da cobrança de água e esgoto, pelo período de 90 dias, de usuários cadastrados na Tarifa Social. O cadastro tem cerca de 184 mil famílias de baixa renda.

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Alep
Esta semana, a Assembleia Legislativa do Paraná aprovou a proibição do corte de água, luz e gás para infectados pelo novo coronavírus, portadores de doenças graves, famílias de baixa renda, idosos, pessoas com deficiência, trabalhadores informais, autônomos, microempreendedores e donos de pequenas empresas. O projeto foi assinado pelos 54 deputados estaduais.




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