sexta-feira, 24 de abril de 2020

Ex-presidentes comentam saída de Moro; FHC pede renúncia de Bolsonaro

24/04/2020

Três ex-presidentes da República comentaram o desembarque de Sergio Moro do governo federal. Ao anunciar sua saída do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o ex-juiz da Lava Jato fez acusações graves contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que teria o interesse de acessar informações sigilosas da Polícia Federal (veja a fala de Moro).

Tuíte do ex-presidente, nesta sexta (24)
O pronunciamento de Moro, feito em coletiva na manhã desta sexta (24), gerou um sem-fim de manifestações de entidades e lideranças políticas nas redes sociais, entre as quais três ex-presidentes da República. A do último presidente de direita – considerado "comunista" pelos bolsonaristas fanáticos – foi a mais pesada.

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No Twitter, Fernando Henrique Cardoso (que governou de 1995 a 2002) disse que Bolsonaro precisa renunciar, poupando os brasileiros – que já enfrentam o problema do novo coronavírus – de um longo processo de impeachment. "É hora de falar (...). Que assuma logo o vice para voltarmos ao foco: a saúde e o emprego. Menos instabilidade, mais ação pelo Brasil", escreveu FHC.

Primeiro presidente eleito após a redemocratização, Fernando Collor de Mello (1990 a 1992) disse que as revelações de Moro são gravíssimas. "Deixam o governo numa posição constrangedora e vulnerável. O quadro institucional é nebuloso", tuitou.

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Dois dias antes, Collor havia comentado o dever do presidente de reunificar o país, diante da divisão entre pessoas, famílias e amigos. "O problema é grave e de consequências imprevisíveis. Experiência não se transfere, se transmite. Eu já vi esse filme e não foi bom", comentou.

Dilma Rousseff (2011 a 2016) criticou o ex-ministro da Justiça. "Se o sr. Moro tivesse 10% da sinceridade que tentou transmitir na entrevista-delação contra Bolsonaro, seu ex-chefe, teria aproveitado e pedido desculpas ao povo brasileiro por todas as mentiras que contou sobre Lula", tuitou.

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Lula (2003 a 2010) não tuitou a respeito, mas na quinta (23) pediu "Fora Bolsonaro" na rede social. "Não é possível a gente permitir que ele destrua a democracia. As instituições já deveriam ter reagido. A única coisa que o Bolsonaro não faz é dizer onde está o Queiroz e quem mandou matar a Marielle. Ele não responde nada", escreveu.



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