segunda-feira, 27 de abril de 2020

Economia brasileira deve encolher entre 3,3% e 5,2% em 2020, segundo projeções

27/04/2020

Com Agência Brasil – "Não acho que quem ganhar ou quem perder, nem quem ganhar nem perder, vai ganhar ou perder. Vai todo mundo perder". A frase célebre da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), por incrível que pareça, aplica-se perfeitamente à economia brasileira em 2020. Mesmo no cenário mais otimista, o Brasil vai perder, e muito.

Sede do Banco Central do Brasil, em Brasília – Foto: Marcello Casal
Em duas recentes previsões de especialistas, a economia brasileira deve encolher entre 3,34% e 5,25%. A projeção otimista (ou menos pessimista) é do boletim Focus, que pela 11ª semana seguida revisou para pior a projeção de queda do Produto Interno Bruto (PIB), soma dos bens e serviços produzidos no país. Desta vez, a estimativa de queda passou de 2,96% para 3,34%.

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A queda é atribuída aos efeitos de medidas de isolamento social que, apesar de necessárias para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus (covid-19), têm um forte impacto na economia. A informação do boletim Focus traz as projeções de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos, sendo divulgado às segundas-feiras pelo Banco Central (BC).

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), no entanto, prevê um cenário mais pessimista para o Brasil. Segundo o órgão vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU), a economia brasileira encolherá 5,2% este ano, por causa da pandemia.

A pandemia provocada pelo novo coronavírus fará a economia brasileira encolher 5,2% neste ano, prevê. Segundo o órgão, a América Latina sofrerá a pior crise social em décadas, com milhões de pessoas passando por desemprego e pobreza. A previsão da Cepal para o Brasil está próxima da média de 5,2% de queda para a América Latina.

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De acordo com a Cepal, os países mais afetados pela crise econômica provocada pela covid-19 serão Venezuela (-18%), México (-6,5%), Argentina (-6,5%), Equador (-6,5%), Nicarágua (-5,9%) e Brasil (-5,2%). No pelotão intermediário, estão Chile (-4%), Peru (-4%), Uruguai (-4%), Cuba (-3,7%), Costa Rica (-3,6%), Haiti (-3,1%), El Salvador (-3%), Bolívia (-3%) e países do Caribe (-2,5%).

Crescimento

O boletim Focus prevê a retomada do crescimento a partir de 2021. O PIB brasileiro deve crescer 3% ano que vem e entre 2,5% em 2022 e 2023. Quanto ao dólar, o mercado financeiro prevê cotação de R$ 4,80 até o fim de 2020.




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