sexta-feira, 17 de abril de 2020

Cafeinado: Mundo tem mais de 50 mil mortes pela covid-19 em apenas sete dias

17/04/2020

É espantoso o ritmo de contágio e de mortes pelo novo coronavírus (vírus Sars-Cov-2), que causa a doença respiratória covid-19. Nesta sexta-feira (17), o total de óbitos no mundo superou a marca de 150 mil, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins, de Baltimore, nos Estados Unidos.

Gráfico da Globo News mostra o rápido avanço da doença no Brasil
Em apenas sete dias, foram mais de 50 mil novas mortes pela doença, isto é, uma média de 7.000 mortes por dia nesse período. Foi na Sexta-feira Santa, no último dia 10, que o total de óbitos superou os 100 mil, segundo o levantamento em tempo real da mesma universidade. Às 22h20, eram 153.871 mortes, um cenário devastador e preocupante.

O detalhe cruel desse levantamento é que as primeiras 100 mil mortes ocorreram no período de três meses, considerando que o primeiro óbito foi registrado na China, em 11 de janeiro. Como na maior parte do mundo o pico da doença ainda não foi atingido – isso inclui países superpopulosos, como a Índia –, não é exagero prever que, nos próximos sete dias, a marca das 200 mil mortes será superada.

Realidade
Se existisse um medicamento eficaz – não é o caso da hidroxicloroquina e de outras drogas já ministradas nos casos mais graves da doença – a velocidade com que as mortes ocorrem teria diminuído, e não aumentado. Essa é a realidade, que não pode ser alterada pelo "poder" das palavras dos negacionistas, que insistem no discurso da "gripezinha". A realidade pode, sim, ser alterada pela ciência, quando cientistas descobrirem um remédio eficaz ou, melhor ainda, uma vacina.

Riscos
A falta de medidas de isolamento social no Brasil, neste momento, e até mesmo o afrouxamento dessas medidas (onde foram adotadas), representam um grande risco para a população, principalmente para as pessoas mais carentes. A economia pode ser recuperada, por pior que seja o tombo, as vidas não. Só se morre uma única vez. Por isso, os responsáveis pela retomada das atividades econômicas, antes mesmo do pico de contágio, serão os responsáveis se o pior acontecer.

Bolsonaro
Pela primeira vez, de forma clara, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reconheceu o risco de abrir o comércio, dizendo que a responsabilidade pode recair sobre si, caso o cenário atual se agrave. Essa declaração é considerada um avanço no comportamento do presidente, acostumado a distribuir a culpa – ao modo Donald Trump.

Mandetta
A fala em que Bolsonaro reconheceu o risco se deu na solenidade de transmissão do cargo de ministro da Saúde, agora ocupado pelo médico oncologista e bolsonarista Nelson Teich. Surpreendentemente, Luiz Henrique Mandetta, demitido no dia anterior, estava lá. Lembrou o comportamento do cãozinho que leva um chute e volta abanando o rabo, no primeiro assobio.

Teich
Não será fácil a vida do novo ministro na condução dessa crise humanitária. Se der tudo certo, os louros serão de Bolsonaro, por tê-lo colocado no lugar de Mandetta. Se der tudo errado, se faltarem leitos, se faltarem caixões e covas, como no Equador, a culpa será toda de Teich, por não ter dado conta do recado. Lógico, a situação é demasiadamente complexa, mas os bolsonaristas se apressarão em apontar o maior culpado que, para eles, não será o presidente.

Mortes
O Brasil bateu novo recorde de mortes em um dia, com 217, e chegou a 2.141 óbitos em razão de infecção pelo novo coronavírus. Já os casos confirmados nas últimas 24 horas também foram recorde, com 3.257, contabilizando o total de 33.682. O boletim do Ministério da Saúde é divulgado, normalmente, por volta das 16 horas, com dados compilados até pouco depois do meio-dia. No fim da noite, segundo levantamento do portal G1, já eram 2.165 mortes.

Meme




Maringá
De acordo com o boletim divulgado nesta sexta (17), Maringá tem 1.464 casos notificados. São cinco óbitos pela covid-19, 52 casos confirmados e 364 casos suspeitos em acompanhamento. Por conta da falta de testes, o prefeito Ulisses Maia (PSD) admite que há subnotificação na cidade – realidade de praticamente todo o país.

Comércio
A coluna de hoje é alarmante. É impossível não ficar impressionado com 50 mil mortes no mundo numa única semana, e sabendo que a situação vai piorar, inclusive no Brasil. É nesse cenário que o comércio de rua de Maringá vai reabrir, a partir de segunda (leia mais aqui). Ulisses diz que a decisão está pautada em critérios técnicos, e que Maringá já pode dar esse passo. Tomara que não seja uma atitude precipitada.

Quarentena
O decreto autorizando a reabertura do comércio de rua será publicado neste sábado (18), o que não significa que o distanciamento social acabou. É preciso continuar tomando as medidas de segurança, para não se contaminar e não passar o vírus para as pessoas mais vulneráveis. Máscaras, a partir de segunda, serão obrigatórias em Maringá.


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