domingo, 5 de abril de 2020

Nove vereadores trocam de partido na janela eleitoral; Ulisses se filia ao PSD do governador

05/04/2020

O esperado êxodo partidário nesta janela eleitoral se confirmou. Em Maringá, nove dos 15 vereadores trocaram de legenda dentro do prazo para mudança de agremiação sem incorrer em infidelidade partidária. A lista de novidades também inclui o prefeito Ulisses Maia, que confirmou ao Café sua saída do PDT, filiando-se ao PSD do governador Ratinho Júnior.

Somente quatro vereadores permaneceram nos partidos pelos quais foram eleitos em 2016
De acordo com a Resolução 23.606/2019 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a janela eleitoral terminou à meia-noite deste sábado (4). Ou seja, daqui para frente, quem quiser concorrer nas eleições municipais deste ano não poderá mais trocar de partido. Havia uma expectativa geral de que o TSE pudesse adiar esse prazo por conta da pandemia do novo coronavírus, o que não aconteceu.

Se consideradas as trocas de partido antes da janela eleitoral, a Câmara Municipal teve 11 vereadores adotando novas siglas, o que compreende 73% das cadeiras do Legislativo maringaense. As mudanças de Alex Chaves (MDB) e Odair Fogueteiro (PDT), antes da janela, foram possíveis (sem risco de perda do mandato) por conta da incorporação do PHS ao Podemos. O terceiro vereador eleito pelo PSH em 2016, Onivaldo Barris, esperou o fim da janela para se filiar ao PSL.

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Nesse troca-troca, o partido que teve o maior prejuízo foi o PV, que perdeu suas duas cadeiras na Câmara. Presidido em Maringá pelo deputado Estadual Soldado Adriano, o partido viu a saída de Jean Marques para o Podemos e do professor Niero para o MDB de Chaves e do vice-prefeito Edson Scabora (outro eleito pelo PV).

Os partidos que mais ganharam com a janela eleitoral foram o MDB, o PSB e o Podemos. Todos os três partiram de nenhuma para duas cadeiras. Além de Marques, filiou-se ao Podemos, do senador Alvaro Dias, o vereador Altamir dos Santos. O partido deve lançar como candidato a prefeito o ex-secretário municipal da Fazenda José Luiz Bovo.

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Agora sob comando do ex-vereador Umberto Crispim, o PSB – que na eleição de 2016 teve como prefeiturável o ex-deputado estadual Wilson Quinteiro – passa a contar com William Gentil e Dr. Jamal, que deixam, respectivamente, o PTB e o PSL. O PTB mantém uma cadeira na Câmara, com o vereador Chico Caiana. O partido deve apoiar Homero Marchese (Pros) na eleição deste ano.

Com a saída de Bravin para o PSD (agora com Ulisses), o Progressistas (antes chamado de PP) do deputado federal Ricardo Barros fica com uma cadeira, ocupada pelo presidente da Câmara, Mário Hossokawa. "O Bravin saiu, mas temos dois ex-vereadores que vão disputar pelo PP, John Alves e Luiz Pereira", comenta Hossokawa.

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Conhecido por sua militância, o PT foi o partido que menos sofreu mudanças nesta janela eleitoral. Os vereadores Mário Verri e Carlos Mariucci seguem no partido do deputado federal Enio Verri. O primeiro tentará a reeleição para vereador, o segundo será o candidato a prefeito pela sigla. Na chapa de vereadores, segundo Mário, o partido terá as líderes sindicais Professora Vilma, presidente da APP-Sindicato em Maringá, e Iraídes Baptistoni, ex-presidente do Sismmar.

O Avante, que deve lançar o ex-diretor do Procon Rogério Calazans a prefeito, conseguiu recrutar o vereador Sidnei Telles (ex-PSD). O ex-vereador Adilson do Bar também disputará a vereança pelo partido. A Rede, do Senador Flávio Arns, também conquistou uma cadeira no Legislativo, com a filiação de Flávio Mantovani, ex-Cidadania (antigo PPS).

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