segunda-feira, 9 de março de 2020

Ulisses Maia diz que permanece no PDT, mas isso ainda não é o 'dia do fico'

09/03/2020

A 25 dias do prazo limite para mudança de partido para a disputa das eleições deste ano – de acordo com a Resolução 23.606/2019 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – o prefeito de Maringá, Ulisses Maia (PDT), diz que continua na legenda pela qual foi eleita em 2016. No entanto, isso ainda não significa um "dia do fico".

Assim como no caso dos vereadores, o atual prefeito também tem até 3 de abril para decidir por uma mudança para outra sigla partidária. Convites não faltam. Nas rodinhas de política, os rumores são de que o possível destino de Ulisses seja o PSD do governador Ratinho Junior que, em Maringá, conta com dois vereadores: Sidnei Telles e Altamir dos Santos.

Ulisses Maia (PDT), prefeito de Maringá: "Nada definido"
"Nada ainda definido sobre isso. Permaneço no PDT, neste momento", diz Ulisses. "Vamos falar de eleições no momento certo. Agora, temos que trabalhar por uma cidade cada vez melhor", acrescenta.

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Ao menos para os vereadores, este é o momento certo para falar de eleições. Com a nova regra, que exige dos partidos chapas puras na eleição proporcional, a escolha de uma legenda incapaz de atingir o quociente eleitoral pode significar uma derrota nas urnas, por maior que seja a votação do candidato.

Na opinião do vereador Odair Fogueteiro (PDT), as novas regras praticamente anteciparam para o fim da janela eleitoral, em 4 de abril, as convenções partidárias. "Temos menos de quatro semanas para estar registrados nos partidos [em que se vai disputar a eleição]", comentou, na sessão ordinária da Câmara de 3 de março. "Seria como se fosse uma convenção até o dia 4", acrescentou.


Do "dia do fico" (ou não) de Ulisses dependem as decisões de vários pré-candidatos a vereador, entre eles os próprios vereadores filiados ao PSD e PDT. Conforme "rezam" os manuais de estratégia política, diz o historiador Reginaldo Dias, "é recomendável casar a campanha de prefeito com uma forte base de candidatos a vereador. A campanha exige essa capilaridade".

O advogado Bruno Grego Santos explica que esse é um assunto efervecente porque os pré-candidatos sabem que esse novo mecanismo de formação das chapas vai revolucionar a maneira como se dá a eleição. "Antes, a maioria das cadeiras era distribuída por quociente eleitoral. Agora, será distribuída pelas sobras. Ou haverá concentração [de candidatos bons de voto] em alguns partidos ou muito candidato vai ficar chupando dedo", comenta.



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