domingo, 15 de março de 2020

Em 16 anos, servidores municipais tiveram ganho real apenas três vezes; veja o histórico

15/03/2020

A reposição da inflação – ou percentual muito próximo disso – tem sido uma contante nas campanhas salariais dos servidores municipais de Maringá. Em 16 anos, somente em três ocasiões a categoria teve ganho real nos salários. O levantamento não considera os reajustes do vale-alimentação, concedido pelo prefeito Ulisses Maia (PDT) nos primeiros meses de sua gestão.

Assembleia dos servidores aceita 4,3% de reajuste e encerra campanha salarial
Servidores definem pauta de reivindicações com 14,11% de reajuste

Na reportagem, o Café considera como ganho real os reajustes mais significativos, que superaram a inflação em pelo menos 0,5%. Desde 2005, primeiro ano da gestão Silvio Barros (PP), isso ocorreu apenas em 2010 (+1,02%), 2012 (+3,62%) e 2013 (+1,78%). Em contrapartida, houve perda no poder de compra, com diferença superior a 0,5%, em duas ocasiões: 2005 (-3,53%) e 2006 (-4,52%).

A pesquisa dos índices oficiais de inflação e dos acordos para reajuste na data-base foi feita, em 2019, por dirigentes da última gestão do Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá (Sismmar). O Café incluiu no levantamento os percentuais deste ano.     

Infográfico: Luiz Fernando Cardoso/Café com Jornalista
Dos três reajustes com ganho real acima de 0,5% da inflação oficial, dois ocorreram no governo Silvio Barros (2010 e 2012) e um na gestão Roberto Pupin (2013). Na condução das campanhas salariais, o Sismmar era presidido naqueles anos por Solange Marega (2010) e Iraídes Baptistoni (2012 e 2013).

Nas duas vezes em que houve perda no poder de compra, superior a 0,5%, o prefeito era Silvio Barros. Em 2005 e 2006 (ano da maior greve da história da categoria), o Sismmar era presidido por Ana Pagamunici.

Campanha Salarial de 2020
A campanha salarial deste ano foi relativamente rápida. A primeira assembleia geral foi realizada pelo Sismmar em 27 de janeiro, quando a categoria deliberou pelo reajuste de 14,11%. A quarta e última assembleia ocorreu nesta sexta (13), com a assembleia aceitando – em decisão dividida – a proposta da administração de 4,3% de reposição salarial.

Com o Sismmar proibido de usar o plenário da Câmara, a assembleia desta sexta (13) e as anteriores da campanha salarial foram realizadas no Auditório Luzamor
Com o Sismmar proibido de usar o plenário da Câmara, a assembleia desta sexta (13) e as anteriores da campanha salarial foram realizadas no Auditório Luzamor
O percentual de 4,3% equivale à inflação de janeiro do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que baliza as negociações da categoria. Houve, portanto, um simbólico ganho real, considerando que o INPC de fevereiro fechou em 3,92%.

Vale-alimentação
A categoria reivindicava, para esse benefício, o aumento dos atuais R$ 337,50 para R$ 500, com redução da contrapartida de 18,5% para 1%. No entanto, a proposta aprovada nesta sexta resultou em reajuste de 10%, sem alteração da contrapartida. Com isso, o vale passará a ser de R$ 371,25 bruto (R$ 302,57 líquido).

O avanço no vale-alimentação foi inferior ao do ano anterior, quando, segundo dados do Sismmar, houve 10% de reajuste no valor líquido, com extensão do benefício durante a licença-maternidade. Além disso, a contrapartida caiu de 20% para os atuais 18,5%.



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