segunda-feira, 2 de março de 2020

Cafeinado: Combate à dengue precisa de mais multas

02/03/2020

As regiões mais quentes do Paraná estão tomadas pela dengue. Já são 92 municípios com epidemia da doença no Estado, incluindo Maringá, Londrina, Foz do Iguaçu e outras grandes cidades. Por aqui, esta é a sétima epidemia em dez anos. Sinal de que alguma coisa não está dando certo na prevenção.

Muitos adultos de hoje eram crianças quando campanhas de conscientização, de combate ao mosquito Aedes aegypti, começaram a ser realizadas nas escolas. Na imprensa, se desse para contar, certamente chegaríamos à soma de dezenas de milhares de matérias sobre o assunto. Não há mais como dizer que o povo, em sua maioria, seja ignorante quanto aos riscos da dengue, que mata.

Mutirão de combate à dengue – Foto: Aldemir de Moraes/PMM
Em muitos casos, as mesmas crianças que um dia aprenderam sobre como combater os criadouros do mosquito são, hoje, os adultos que mantêm água parada, permitindo a proliferação da doença. Isso apenas prova a tese de que só a prevenção não é o suficiente. Os governos precisam intensificar as ações de fiscalização, notificação e multa. É necessário ter a certeza da punição (neste caso, a multa) para que pessoas que limpam seus quintais não padeçam por culpa daquelas que não faz a sua parte.

Impunidade I
Quem dirige vê, todos os dias, motoristas avançando o sinal vermelho. Na maioria das vezes, esse tipo de irregularidade é cometida por motociclistas. Toda pessoa habilitada a dirigir sabe que o avanço do sinal vermelho é uma infração passível de multa e de perdas na carteira. Exemplo disso é que os mesmos infratores se comportam corretamente onde há fiscalização eletrônica, por conta da certeza da punição.

Impunidade II 
O avanço do sinal vermelho e a água parada têm muito em comum. A fiscalização efetiva, com a certeza da punição, tem o poder de evitar o avanço de sinal tanto quanto de combater os criadouros do mosquito, desde que não haja impunidade. Eu já tomei multa de trânsito, paguei, e nunca mais tornei a cometer a mesma infração. As multas também são educativas.

Ano eleitoral
Infelizmente, o fato de o ano ser de eleições causa nos governos uma aversão a medidas impopulares. Em outras palavras, uma multa aplicada ao sujismundo criador do mosquito da dengue em casa significa uma potencial perda dos votos daquela família. Esse dilema, no entanto, precisa ser enfrentado não apenas pelo prefeito de Maringá, mas por todos os governantes municipais, especialmente aqueles onde a dengue já virou epidemia. 


Mutirões
A Prefeitura de Maringá tem promovido uma série de mutirões nos bairros e nos distritos. O trabalho da Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Semusp) inclui o recolhimento de materiais inservíveis que acumulam água. Pelo medo da escalada da doença, talvez, a população atendeu ao chamado, participando dos mutirões. Várias lideranças municipais também se engajaram, postando em suas redes sociais fotos das ações adotadas contra o mosquito.

Meme



Transporte coletivo I
A inauguração do Terminal Intermodal de Maringá não deve ser o fim, mas apenas o primeiro passo em uma revolução no transporte público. Se na comparação com Curitiba ainda há muito a avançar, imagina só se levarmos em conta o que se passa nos países desenvolvidos. Na Europa, por exemplo, Luxemburgo encerrou janeiro se tornando o primeiro país no mundo a implementar a gratuidade do transporte público.

Transporte coletivo II
Não existe almoço de graça. A gratuidade integral de Luxemburgo ou parcial em outros países é obtida por meio de subsídios governamentais e por tributos. Se algo parecido fosse tentado em Maringá, uma alternativa seria encontrar um meio de taxar quem anda de carro, revertendo esses recursos para baratear a passagem. Isso deveria vir acompanhado de uma transparência ainda maior nas planilhas de custos, de modo que os subsídios não resultassem, de modo algum, em maiores lucros para quem opera o sistema.

Comunicação
Li no Portal do Rigon que o governador Ratinho Jr. (PSD) deve anunciar para o cargo de secretário de Comunicação João Evaristo Debiasi, que atualmente é diretor-geral da Secretaria de Estado e Planejamento. Se isso se confirmar, será uma decisão das mais acertadas. Conheci Debiasi em 2009, ano em que fomos colegas no Máster em Jornalismo Digital do Instituto Internacional de Ciências Sociais/Universidad de Navarra. Grande profissional, com uma capacidade intelectual acima da média. O jornalista Milton Ravagnani fez parte daquela mesma turma.

João Evaristo Debiasi
Mesa de negociação
O Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá (Sismmar) e a administração municipal terão, nesta segunda (2), a primeira reunião da campanha salarial. Trabalhadores eleitos em assembleia participarão da mesa de negociação. A categoria pede reajuste de 14,11% nos salários e aumento no vale-alimentação para R$ 500 (veja outras reivindicações mais aqui).

Bossa Café
Para encerrar, segue o link de música de qualidade para ouvir lendo um bom livro ou, ainda, para escutar no trabalho (caso seu ofício permita).




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