sábado, 14 de março de 2020

Assembleia dos servidores aceita 4,3% de reajuste e encerra campanha salarial

14/03/2020

Em assembleia geral realizada pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá (Sismmar) no Auditório Luzamor, na noite desta sexta (13), os servidores municipais aceitaram a proposta feita pelo governo Ulisses Maia (PDT) para os salários e para o vale-alimentação. Com isso, está encerrada a campanha salarial da categoria.

Com o Sismmar proibido de usar o plenário da Câmara, a assembleia desta sexta (13) e as anteriores da campanha salarial foram realizadas no Auditório Luzamor
Com o Sismmar proibido de usar o plenário da Câmara, a assembleia desta sexta (13) e as anteriores da campanha salarial foram realizadas no Auditório Luzamor
Em decisão dividida, a categoria aceitou a reposição salarial de 4,3%, equivalente à inflação de janeiro do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que baliza as negociações da categoria. O percentual ficou bem abaixo do reajuste de 14,11% aprovado na primeira assembleia, em 27 de fevereiro.

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No vale-alimentação, a categoria reivindicava o aumento dos atuais R$ 337,50 para R$ 500, com redução da contrapartida de 18,5% para 1%. No entanto, a proposta aprovada nesta sexta resultou em reajuste de 10%, sem alteração da contrapartida. Com isso, o vale passará a ser de R$ 371,25 bruto (R$ 302,57 líquido). Havia ainda o pedido de auxílio saúde para aposentados, o que não foi contemplado.

Apresentadas pela presidente do Sismmar, Priscila Guedes, as propostas trazidas da mesa de negociação com a administração, horas antes, foram duramente criticadas pela ex-dirigente Cibele Campos e pela ex-presidente Iraídes Baptistoni. "Se eu não estivesse aqui, não iria acreditar", disse Cibele, sob aplausos, a respeito do resultado das negociações com o governo.

O principal alvo das críticas foi a fala de uma das advogadas do Sismmar que, na primeira assembleia da campanha salarial, defendera o reajuste de 14,11%, o qual estaria baseado em estudos do Instituto Latino Americano de Estudos Socioeconômicos (Ilaese). "Vocês [direção sindical] se comprometeram a colocar o estudo no site [do Sismmar], e não colocaram", reclamou Iraídes. "Nós [oposição] poderíamos ter analisado esse estudo", disse.

No vale-alimentação – que, ao contrário dos salários, não impacta na folha de pagamento da Prefeitura – o reajuste de 10% foi considerado ruim. Segundo Cibele, havia a expectativa de um avanço maior, o que poderia ter ocorrido com a redução na contrapartida. Caso ela tivesse sido reduzida de 18,5% para 1%, como reivindicava a categoria, o valor líquido do benefício passaria a ser de R$ 367,54 (R$ 65 a mais que o líquido aprovado pela assembleia).

Nem todas as falas foram contrárias às propostas da administração. A ex-presidente Solange Marega lembrou que a lei eleitoral proíbe o governo de conceder qualquer tipo de vantagem após 3 de abril. "Se a gente continuasse negociando, seria apenas até o fim deste mês", disse. "Penso que, neste momento, temos de aceitar essa proposta, para negociar ganhos no primeiro e segundo ano do [próximo] governo", acrescentou.

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Parte dos servidores presentes à assembleia deixou o Auditório Luzamor frustrada. Foi o caso do servidor do Hospital Municipal de Maringá Gilson Moreira da Silva. "Estou muito entristecido por essa decisão. Uma minoria foi contra porque, no nosso entender, dava para conquistar um pouco mais, ao menos na contrapartida do vale-alimentação", comentou.

O Café com Jornalista não cobriu in loco a assembleia, mas recebeu de fontes vários áudios dos argumentos prós e contra a proposta da administração. Até a publicação desta matéria, à 00:35, o site do Sismmar não havia publicado o resultado da assembleia (concluída por volta das 20h30).




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