quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Paranaense que vive na Itália relata clima de tensão causado pelo coronavírus

27/02/2020

O economista curitibano Cassio Bellio, que vive com sua família na região do Vêneto, relatou em seu perfil no Facebook o clima de tensão causado pela proliferação do novo coronavírus Covid-19 no país europeu. Segundo o paranaense, a cobertura da mídia só faz aumentar a sensação de pânico.

"Atualizando as informações aqui de Treviso. Até este momento, foram contaminadas 325 pessoas, com 11 mortes. Ontem, ocorreu a primeira morte em Treviso. O governo ordenou o fechamento de escolas, universidades, locais onde possam acontecer aglomeração de pessoas. Partidas de futebol aconteceram com o estádio fechado. Nesta semana, o vírus está se propagando, mas a sensação de pânico que a mídia transmite aqui é maior do que esse vírus", escreveu Bellio.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em coletiva à imprensa nesta quarta (26) – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O relato é da noite de terça (25). De lá para cá, o número de casos confirmados aumentou. Na noite desta quarta (26), a Itália já contabilizava 374 pessoas infectadas, com o número de mortes subindo para 12. A mais recente vítima tinha 69 anos. O país é o mais afetado pelo coronavírus na Europa.

Veio da Itália, aliás, o primeiro caso confirmado de coronavírus no Brasil. Trata-se de um morador de São Paulo, de 61 anos, que esteve recentemente na Lombardia, uma das regiões italianas mais afetadas pela doença. O caso brasileiro é foi também o primeiro registrado na América do Sul.

Segundo relatório do Ministério da Saúde, divulgado na quarta à tarde, além do único teste positivo para a doença, o Brasil tem 20 casos suspeitos de coronavírus – nenhum deles no Paraná. O homem infectado passa bem.

Economia

O avanço da doença teve reflexos no mercado financeiro. Segundo matéria da Agência Brasil, os receios quanto ao impacto do novo coronavírus sobre a economia mundial contribuíram para a sexta alta seguida do dólar, que agora se aproxima de R$ 4,50, fechando a quarta-feira a R$ 4,444. A bolsa de valores, por sua vez, caiu 7%, a maior baixa diária em quase três anos.
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