quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Cafeinado: Coronavírus já causa medo nos brasileiros. Mas, e a dengue?

26/02/2020

Com o avanço do novo coronavírus, o Covid-19, cresce o risco de pandemia global da doença. As primeiras mortes na Europa – 11 na Itália, até esta terça (25) – elevaram o alerta. No Brasil, parece questão de tempo para o vírus desembarcar em terras carnavalescas, fato que tem feito muita gente temer a doença por antecipação, tirando um pouco o foco de um grave problema de saúde pública que já custou muitas vidas: a dengue.  

Nos últimos dois cafés que tomei em panificadoras da cidade, ouvi comentários alarmados de mesas próximas sobre o tão falado coronavírus. “Será que vai chegar aqui? E se chegar, o que fazer? Tem de usar máscara? Não quero nem imaginar”, diziam. Sobre a dengue, nenhum alarde. 

O curioso no ser humano é o notório medo do novo, do desconhecido. A dengue, que mata brasileiros há anos, tem feito mais e mais vítimas nesta nova epidemia. Em Maringá, todo mundo conhece alguém que já teve dengue e sabe, pela imprensa, de mortes decorrentes da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Contudo, é o coronavírus, que ainda não desembarcou por aqui, que parece assustar mais.   

Sim, é questão de tempo para o novo vírus ter seus primeiros casos confirmados no Brasil. E há uma razão global óbvia: todo dia são mais de 100 mil voos no mundo, com mais de 200 mil nos dias de maior tráfego aéreo, segundo o site Flightradar24. O coronavírus vai circular, não tem jeito, da mesma forma como a dengue continuará matando, sem piedade, se não houver esforços de todos no combate ao mosquito.



Dengue
De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde, na terça (18), o número de casos de dengue confirmados no Paraná chega a 26.692 (desde julho de 2019), com 23 óbitos. No dia do boletim, o governador Ratinho Junior (PSD) assinou a liberação de R$ 5 milhões para reforçar o combate à dengue nos 118 municípios do Estado em situação de alerta ou de epidemia.


Epidemia
São 78 cidades em situação de epidemia, incluindo Maringá, com 1.554 casos confirmados e duas mortes em decorrência da doença. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), há epidemia de dengue quando o número de casos chega a 300 para cada 100 mil habitantes. Ou seja, com 423.666 habitantes, Maringá entrou na lista das cidades com epidemia de dengue ao superar os 1.271 casos. Não é motivo de sobra para temer mais a dengue que o coronavírus?



Responsáveis
Entre as pessoas que contraíram dengue, recentemente, estão as mães dos vereadores Odair Fogueteiro (PDT) e William Gentil (PTB) e o pai do vereador Alex Chaves (MDB). Culpa de quem? Segundo Fogueteiro, das pessoas que não fazem sua parte no combate aos focos do mosquito. "Muitas pessoas olham para o poder público e dizem que o mosquito é culpa do prefeito, mas a Prefeitura tem feito suas obrigações nesses meses chuvosos", disse Fogueteiro, na sessão de quinta (20).






Novo plenário
A Câmara Municipal teve, na quinta-feira (20), sua primeira sessão no novo plenário, que passou por ampla reforma no recesso parlamentar. As melhorias, ao custo de R$ 260 mil, vão desde o piso até os móveis e o painel de votação. O novo plenário já está adaptado para 23 vereadores, caso no futuro o Legislativo vote pelo aumento das 15 cadeiras (atual) para o número máximo para uma cidade do porte de Maringá.



Damares sobre o Carnaval


Carnaval de SP
A Água de Ouro conquistou, pela primeira vez, o título do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo. O samba-enredo da escola exaltou a evolução do conhecimento e prestou homenagem a Paulo Freire, o educador brasileiro mais premiado no mundo. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, certamente não gostou. Nesta quarta (26), será a vez do Carnaval do Rio conhecer a escola campeã.

Folia em Maringá
Realizado no Parque de Exposições, o Carnaval de Maringá reuniu 25 mil foliões no sábado e domingo, segundo levantamento da Secretaria Municipal de Cultura. Oito bloquinhos garantiram a animação. Houve campanha de conscientização, com distribuição de adesivos com as frases "Não é não", "Respeita as mina", "Não sou obrigada", "Depois do não é assédio" e "Fantasia não é convite".

Marchinha
Falando em Carnaval, vale a pena assistir à mais recente marchinha da Família Passos, Talquei? É sobre a cotação do dólar no governo Bolsonaro. Disney? Nem pensar. "Tá puto com o dólar do Bozo / Faz dancinha e tira a Dilma de novo".


Cotação recorde
O dólar bateu, nos últimos dias, a marca dos R$ 4,40 pela primeira vez na história. Trapalhadas do governo e o coronavírus – que afeta a economia global – contribuíram para a alta da moeda norte-americana. Não faltaram memes para lembrar a dica do filho do presidente, Eduardo Bolsonaro, antes de seu pai assumir a presidência: "Não compre dólar agora".

Para ser justo
Segundo matéria da Folha de S.Paulo, publicada na sexta (21), o recorde do dólar é nominal. A cotação atual ainda está longe do pico de R$ 4 registrado após a eleição do ex-presidente Lula. Em termos reais, consideradas as inflações brasileira e americana, o dólar empataria com a cotação do fim de 2002 se atingisse o valor de R$ 7,50.

KFC em Maringá
Dia desses, num chopinho com colegas de trabalho, comentei que já passava da hora de Maringá ter unidades de duas redes multinacionais: Starbucks e KFC (minhas favoritas). Aí, surge uma amiga me marcando em postagem do site do Rigon sobre o KFC em Maringá. A loja do melhor frango frito do mundo será inaugurada na praça de alimentação do Shopping Catuaí. Agora, só falta o Starbucks.

Livro de contos
Este jornalista que vos escreve teve a felicidade de ser selecionado num concurso nacional de minicontos, com a publicação de um texto na "Antologia Conto Brasil" (Vol.3) – leia mais aqui. Aproveito o espaço para agradecer os colegas jornalistas do Jornal do Povo, do Portal do Rigon, da revista AZ Magazine e do site O Fato Maringá pela divulgação do livro.





Merece:

0 comentário(s):

Postar um comentário